Make off! – Ensaio: Coloque uma criança na rua!
Fala pessoal! Acabei de receber as fotos que minha amiga Rachel Montenegro (Designer) fez enquanto eu fotografava a mulecada na favela! Ficaram emocionantes! Mais uma vez, o sorriso gigante da Ingrid está em cena!!




Coloque um muleque na rua ;D
Sim, coloque um muleque na rua… Esse é o slogam de uma campanha muito legal, realizado por um centro evangélico localizado bem no centro de uma favela, aqui em BH. Muitas pessoas critícam muito essa religião, mas não sabem realmente o quão ela é importante pra nossa sociedade. De todas, a religião evangélica é a mais infiltrada nas favelas do BRASIL, e intervem positivamente na comunidade local mais do que qualquer outra instituição municipal/estadual/federal ou religiosa. E esse projeto é mais uma prova disso. O Trabalho deles é transformarem crianças de rua em verdadeiros atletas de maratona! No projeto, as crianças recebem muito carinho, ensino religioso, comida e um treinamento profissional além de terem a oportunidade de viajar o país correndo atrás de maratonas! Aos que vivem críticando os evangélicos, repessem o que realmente deve ser criticado.




Artigo: Migre da Foto para a Fotografia
Hoje em dia está muito fácil possuir um “equipamento registrador de imagens”. Não estou falando só em câmeras fotográficas uma vez que celulares, caixinhas de fósforo e até mesmo canetas conseguem bater uma foto. Também, não vou entrar no mérito da qualidade desses equipamentos. Afinal, não sei qual o “equipamento registrador de imagens” você possui, mas o que eu quero-lhe dizer é: Migre da FOTO para a FOTOGRAFIA.
Você consegue perceber a diferença entre uma FOTO e uma FOTOGRAFIA? FOTO, do latim PHOTO, significa simplesmente LUZ. Não há nada de errado em se “bater uma FOTO”. É o que a maioria das pessoas fazem. Elas pensam: “Vou bater uma foto daquela Flor” e então, elas pegam a câmera, miram a flor e clicam! Pronto, a Foto está feita – Isso é o que eu chamo de “bater uma foto”. Agora, imagine que ao invés de bater uma foto, você vai fazer uma Fotografia da Flor. Infinitas possibilidades de registro, da mesma Flor, surgem apenas adicionando o sufixo “Grafia”.
Num contexto mais amplo, Fotografia significa comunicar com a luz. Dizer algo com ela. Seja um sentimento, uma IDÉIA, pensamento, informação ou emoção: A Fotografia tem que se comunicar com o mundo. O que você quer comunicar com a fotografia de uma Flor? Os detalhes da perfeita mãe-natureza? As cores da Terra? O sacrifício de sua própria existência em meio uma selva de pedra urbana? Agora sim, depois de entender o que essa flor significa para o planeta Terra: mire, clique e Fotografe a sua Idéia. Independente de qual é o seu equipamento fotográfico, se é um celular ou uma câmera amadora: Migre da Foto para a Fotografia.
Talvez você não possa trocar seu equipamento por agora, mas o olhar sobre seu trabalho você pode! Não é o equipamento que define se você é um Fotografo ou não. O que adianta ter uma câmera profissional se o que você vai bater são apenas mais fotos? Melhor é treinar o seu olhar e aprender a comunicar com suas fotos, aí sim: você é um fotógrafo e já pode ter sua câmera profissional! Não me entenda mal, não há nada de errado se em bater uma foto, eu mesmo ainda faço isso e não duvide que o Sebastião Salgado também faça! Mas entenda que, à medida que você migra da foto para a fotografia, você deixa de “mexer com foto” e se torna um Fotógrafo.
Nas Feiras a gente encontra…

CD Pirata!

Cata-Ventos e outros brinquedinhos!

Franguinho de ponta-cabeça!
Sobre o Mel, as Flores.

Não sou biólogo, nem quero me arriscar nesta área. Mas ainda me lembro das minhas aulas de biologia no colegial, hehe. Como amante da natureza, entendo as abelhas como um dos insetos mais importantes da Terra. Um inseto extremamente pacífico uma vez que não precisa matar para se alimentar o que, do meu ponto de vista, favorece bastante um comportamento amigável. Por mais que elas tenham ferrões em seus corpos, isso não faz delas seres peçonhentos, já que só o usam para se defender quando se sentem ameaçadas. Mesmos nos humanos somos cheios de ferrões (invisíveis), já abelhas possuem apenas um. Além disso, as abelhas fazem um trabalho fundamental na manutenção da vida na Terra. Um trabalho louvável que além de manter viva a própria espécie, contribui para a disseminação e reprodução de outras. Coisa que nós humanos deveríamos aprender com elas.
Não sei se vocês já viram um desenho animado da DreamWorks que se chama “A História de uma Abelha”. Vale muito a pena ver! Estou notando que os desenhos animados estão cada vez mais interessantes e servindo para conscientizar as novas gerações (e as velhas) do mundo que precisarão salvar! Abaixo segue o trailer do filme.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=puXINdXQgRo]


Especial: Artesã Dona Zezinha
Neste post quero homenagear uma artesa em especial: Dona Zezinha. Mais uma vez, nos hospedamos em sua “Casa de Visitas” onde sempre fomos muito bem recebidos. Desta vez, já conhecendo o magnifico trabalho desta grande mulher, me preparei para fotografar suas peças, para que eu pudesse mostrar a vocês a belíssima arte que as mãos de D. Zezinha é capaz de produzir. Espero que gostem!













Se você se interessou pelo trabalho da artesã e quiser entrar em contato com ela é só me pedir via comentário ou e-mail (andrecorrea@aterra.com.br) que envio o telefone da D. Zezinha. Se fizer por comentário, deixe seu e-mail.
O Santuário do Caraça ~
Guardado pelas matas e montanhas mineiras, encontra-se o Santuário do Caraça. Para mim, um dos lugares mais belos do Planeta Terra. – por André Corrêa

- Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça
Propriedade da Igreja Católica, o Santuário do Caraça foi fundado em 1774 para ser uma Casa de Hospedagem para a acolhida de peregrinos e visitantes, que quisessem, principalmente, se converter e mudar os rumos de sua vida.

- Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça
Hoje conta com mais de 40 apartamentos e quartos, além de algumas casas, com acomodações mais simples, para a hospedagem de até 180 pessoas. Suas diárias são com pensão completa, isto é, com direito a café da manhã, almoço e jantar, além da entrada na Reserva Natural.
A Caminho de Bocaina

Bocaina é uma das cachoeiras da Reserva Natural do Santuário do Caraça. Sua trilha mede em média 5 Km e se vai até lá tomando o caminho da Cascatinha, no estacionamento dos visitantes. Até a cachoeira, muitos desafios e barreiras são encontrados. Pinguelas, Rios, Barreiro, Pontes frágeis e muitos outros obstáculos dão um sabor especial a caminhada que, certamente, é recompensada com a cachoeira no fim da trilha.

- Garganta do Gigante – Serra do Espinhaço
A Bocaina encontra-se entre o Pico do Inficionado e a Caraça. É um grande desfiladeiro, neste contraforte da Serra do Espinhaço. É a Bocaina que propriamente nomeou o Caraça como tal. Em tupi-guarani, caraça é desfiladeiro ou, como hoje dizemos, bocaina, uma grande depressão situada numa serra.
Bocaina, além da beleza das montanhas e dos campos por onde se passa, oferece uma série de quedas d’água, piscinas naturais e córregos para o descanso e o lazer. No tempo da seca, a trilha pode ser feita com certa facilidade, apesar da distância. Já no tempo das chuvas, a trilha fica um pouco prejudicada, além de às vezes não ser possível atravessar o rio.

- Trilha de Bocaina
Então, cada vez mais que nos aproximamos da cachoeira, percebo a grandiosidade deste Santuário. Um verdadeiro Templo natural. Repleto de Vida, Força e Paz.

- Borboleta pousa nas mãos de Lucas
Bocaina
Sem grandes quedas, a cachoeira Bocaina tem um visual espetacular com suas águas frias e avermelhadas. Apesar de sua queda ter apenas, aproximadamente, de 10 metros, a força da correnteza é grande devido ao volume de aguá que cai. Mas nada que coloque em risco quem deseja refrescar-se na queda.

- Cachoeira Bocaina

- Detalhes da Cachoeira
“A Bocaina é situada onde se apertam as serras do Inficionado e da Caraça. É um canal de onde sai o córrego que tomou o seu nome. Um passeio estreito, com pouca frente e muito fundo. Um desfiladeiro úmido e intransitável onde habitam a Noite, o Frio e o Pavor. Onde se treme de sustos e calafrios. Onde uma ave de rapina de tamanho descomunal saúda o visitante, corvejando: ‘Te pego, rapaz, rapaz, rapaz”. Um rio subterrâneo e infernal, onde as águas são turvas e pretas. A Bocaina é um Estígio. Um passeio à Bocaina é um passeio ao outro mundo”.
Padre Pedro Sarneel, C.M.
Guia Sentimental do Caraça, 1953
Contudo, Bocaina guarda com suas águas lugares fantásticos. Mas apenas os mais aventureiros conseguem chegar. Definitivamente, não aconselho ninguém a explorar sozinho o Caraça. Nesta ocasião, contávamos com um guia, que nos levou a esses lugares especiais da Serra do Caraça. Sempre que vier ao Caraça, avise sua família e na portaria do caraça deixe registrado qual a trilha você ira fazer. No caraça não é permitido acampar e a visitação a reserva natural termina as 17:00.
A Gruta de Bocaina
Escuridão. Repleta de sombras, a Gruta de Bocaina se guarda entre as águas da Garganta do Gigante na Serra do Espinhaço. Pouco antes da Gruta existe um “mini canion” onde a parada é obrigatória para admirar e fotografar sentado à beira de um paredão negativo.

Lucas observa o véu do "mini canion" da Gruta

Véu do "mini canion" Gruta
Entrar dentro da gruta sem os equipamentos de segurança e iluminação adequados é muito perigoso. Ainda assim, nos arricamos, apenas porque nosso guia conhecia cada canto da gruta. Munidos de apenas algumas lanternas, adentramos à Gruta. O primeiro salão é amplo e nota-se a presença de um rio em seu interior, que, aliás, percorre quase toda a extensão da Gruta. Prosseguindo por um corredor estreito, que vai se afunilando até caber apenas uma pessoa, chega-se ao segundo salão, onde há uma pequena queda d’água. Para experimentar e absorver a energia do lugar é essencial apagar as lanternas, ouvir o som das águas, sentir o microclima ambiente e meditar e foi o que fizemos. Sentamos em uma Rocha da Gruta, desligamos nossas lanternas, e ficamos escutando o som das aguas na completa escuridão da Gruta. Uma experiência única! Lucas ainda se arrisca em banhar na completa escuridão. Ele não conseguia segurar seu espirito primitivo de aventuras.

Lightpaint feito dentro da Gruta Bocaina

Gruta de Bocaina
Em fim, saímos da gruta para completar nosso passeio.
Ainda nos faltava conhecer um lugar muito especial do Caraça.
O Templo do Santuário do Caraça

O Coração do Santuário do Caraça
Seguindo contra as correntezas dos rios que enchem Bocaina, encontra-se o verdadeiro Templo do Caraça. Um lugar impar, sem igual e guardado por toda a Natureza. São poucos na Terra que chegaram a conhecer pessoalmente esse pequeno paraíso.

Caminhada entre rios e pedras
Simplesmente não há palavras que descrevam o verdadeiro coração do Santuário do Caraça. Espero que minhas fotografias passem pelo menos uma idéia de quão perfeito é o Caraça.
Guará, o Lobo Vermelho
O Guará possui o corpo todo dourado; as patas e os pelos da nuca pretos; a cauda, o papo e um pouco do rosto brancos. É branco também o pavilhão das orelhas, que se movimentam como um radar, captando todos os sons e movimentos.

Guará em tupi-guarani, a língua dos indígenas, significa “vermelho”.
É o maior canídeo da América do Sul, sendo encontrado desde o sul da Amazônia até o Uruguai. É canídeo, ou seja, da família do cachorro, do cachorro-do-mato, do coiote, do chacal, da raposa e do lobo europeu, estadunidense e canadense, o Canis lupus. E é o maior canídeo da América do Sul medindo da ponta do focinho até a ponta do rabo, 1,45m.
Certa vez, em maio de 1982, quando algumas lixeiras do Santuário começaram a aparecer reviradas o Irmão Thomaz, que vive hoje em Belo Horizonte, falou ao Padre Tobias, superior de então, que algum cachorro estava aprontando a bagunça. Padre Tobias achou muito difícil, porque nenhum cachorro subiria a serra com tanta freqüência. Começaram a observar e descobriram que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário do Caraça era o Lobo Guará. Desde então, os padres sempre colocam uma bandeja com carne em frente a Igreja para alimentar os Guarás. Todas as noites os visitantes podem apreciar a imponência e elegância deste belo animal.


Maiores Informaçòes sobre o Caraça:
http://www.santuariodocaraca.com.br/
Projeto: A Terra, Revista Virtual ~

A Terra quer crescer, e deixar de ser um blog pessoal. Se tudo der certo, dentro de 30 dias teremos uma Nova Equipe por aqui. Além de Karina e Eu, mais 3 integrantes devem aparecer por aqui! Mais um(a) fotógrafo(a), um(a) jornalista e um(a) MovieMaker! Para saberem mais do projeto acessem: http://www.aterra.com.br/projeto/
O Projeto Iniciará seu trabalho com pautas inéditas!
Série: Profissões de Rua

Iremos acompanhar o dia-dia desses profissionais autonomos, à serviço de terceiros ou do país. Trazendo todas as peculiaridades de cada profissão, desenvolvida nas ruas contemporâneas das grandes cidades! Aguardem
A Miséria na Terra ~

- O “Prato Vazio” é o símbolo da Miséria na Terra
Inúmeros índices são utilizados para medir o índice de pobreza no mundo. O Banco Mundial define a pobreza extrema aquela em que o indivíduo sobrevive com menos de 01 dólar por dia. Estima-se que 01 bilhão e 100 milhões de pessoas em todo o mundo tenham consumo inferior à 1dólar/dia.
Dos 183,9 milhões de habitante do Brasil, 9,3% se encontram no Índice de Pobreza Humano (IPH). O índice é representa as carências quanto ao desenvolvimento humano relativos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Apesar dos inúmeros programas do governo brasileiro, como a Bolsa-Família ou o instinto programa Fome Zero, a situação Brasileira não mudou muito com o anos. A mortalidade infantil ainda continua alta: no Brasil, são 25,6 mortes para cada mil nascimentos, enquanto em países desenvolvidos esse número cai para 5 mortes para cada mil nascimentos.
Segundo o IPEA, o Distrito Federal apresenta a maior renda per capita do país: mais que o dobro da média nacional. Já o IBGE, classifica a capital capixaba com a maior renda per capita no Brasil.
O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a qualidade de vida, mostra o Brasil na 69ª posição. Países como Cuba, México e Uruguai estão na frente do Brasil. Entretanto, o país considerado pior para se morar é Níger na África, na 177ª posição. Acima dele estão estão Serra Leoa, Mali, Burkina Fasso, Guiné-Bissau, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, Burundi, Moçambique e República Democrática do Congo, que ficou no 167o lugar. Para a ONU os países africanos estão no final da lista devido a propagação da AIDS.
Aparecida
Imagine uma criança com menos de 1 ano de vida morar em um acampamento na Capital Federal junto a sujeira, lixo, fezes, urina, resto de comida e estar sujeito a contrair doenças transmitidas por ratos (como a Leptospirose).
Imagine ter que pedir dinheiro na rua para comprar medicamentos e alimentos. Em muitos casos, esse dinheiro é usado para a compra de bebidas alcoólicas. Esses casos não são incomuns. É fácil encontrar histórias comuns ao se andar pelas áreas verdes da cidade.
Aparecida é uma garotinha linda, com olhos verdes e super-simpática. Com seus poucos meses de vida já passa por toda essa situação descrita acima. Seus pais vieram de Feira de Santana a pé para tentar a vida em Brasília. Acreditaram que na capital poderiam crescer e conseguir algo melhor. Existem milhares de brasileiros que vivem em situações como a de Aparecida e sua família
No final de 2008, o jornal Correio Braziliense publicou uma série de matérias sobre a prostituição infantil. Garotas de 13 e 14 anos na rodoviária da Capital usadas como objetos sexuais em plena luz do dia. O pouco dinheiro ganho (R$ 5,00) em muitos casos é para conseguir alimento e ajudar a família.
O Governo da Capital espalhou cartazes sobre a prostituição infantil (crime) e intensificou o policiamento durante pouco tempo. Depois de menos de um mês, já existem famílias que moram na rodoviária. Lá é onde as mulheres têm seus filhos e onde os pais a educam. É lá também onde as crianças ainda são abusas sexualmente em frente ao palácio que rege o governo do nosso país.
O que poderia ser feito para melhorar a vida dessas pessoas? Não adianta apenas a dar comida… Como a vovó diria “é preciso ensinar a pescar e não dar o peixe”. É preciso de incentivo do governo a educação e planos de moradia. No Brasil, o saneamento básico atinge apenas a 75% do território nacional, enquanto em países a Coréia do Sul, esse índice é de 91%.
Arte de Rua
Em Pirenópolis, um artista local expôs suas obras pela cidade mostrando a vida de menores abandonados. O trabalho de Da Rua é contemporâneo. Em uma pequena galeria ele expõe pinturas em quadros e esculturas. Já em prédios abandonados pequenas populações de estátuas de gesso representam os jovens moradores de rua.
Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa
Um Peão de Barretos ~


Nascido e criado em Cocalzinho (GO), ele começou a vida cuidando da pastagem e até a adestrar cavalos nas fazendas que eram perto de casa. No final de cada dia, ele e outros funcionários celavam animais para se divertirem.
Em um desses finais de tarde, o responsável pelo rodeio de Cocalzinho o viu montar e o convidou para participar do evento. Francisco largou a vida na roça e resolveu a correr o país montando cavalos e bois nos rodeios. “Cheguei a ir até a Barretos”… é o que ele conta!

No final das festas, ele retornava para sua cidade de origem para ver a mãe. Dona Maria ficava aliviada de vê-lo vivo e sem se machucar. Uma senhora muito religiosa, sempre fazia promessa pedindo pela proteção do filho. O maior desejo da mãe era para que esse filho deixasse os rodeios e passasse a ter uma vida tranqüila.

Sua última montaria foi aos 32 anos, no rodeio de Cocalzinho. A despedida foi ao ganhar o prêmio ao montar o cavalo Chauí, considerado o animal mais perigoso da região. Francisco ficou mais de 12 segundos em cima do animal, mais do que qualquer outro peão.
Ao chegar ao hotel fazenda, logo fomos avisados pela gerente “o seu Francisco é o responsável pelos cavalos e pelas charretes. Ele tem boas histórias”.. É, ele realmente teve uma vida cheia de histórias!

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa
Vamos Soltar Pipa!
Soltar Pipa, upload feito originalmente por André Corrêa
.
Essa semana acompanhei a molecada de Brasília saindo as ruas, campinhos e lotes vagos para soltar Pipa! Estamos quase no fim das férias, e não há nada mais gostoso nessa idade do que empinar uma Pipa ! Brasília é uma ótima cidade para essa brincadeira. Ruas largas, vazias e interditadas nos finais de semana, muitos lotes vagos, muita área verde, limpa e bem cuidada. Fazia tempo que queria fotografar algum grupinho, mas não estava tendo a oportunidade. Mas na semana passada, estava com minha câmera apontada para essa galerinha esperta!


Chego discretamente, [se é que isso é possível com uma 70-200], apontando minha lente para Carlinhos, que empinava sua Pipa, para pegar cada detalhe de suas expressões e movimentos ao levantar sua Estrela. Quando, de repente, Manu corre em minha direção e diz:
- Para! Para! Você não pode fotografar!
- Ué, porque não garoto?! – retruco
- Essa Pipa é particular!

Começo a rir, e todos os outros amigos de Manu e Carlos me rodeiam por curiosidade. Quando vejo, Kaka e Eu estamos no meio de uma palestra sobre como fazer uma Pipa, como empina-la e como abater a Pipa do “coleguinha”.
- Você corta as taquaras de bambu, faz elas bem fininhas e flexíveis.
- Depois, corta a seda no formato que você que e monta a Pipa.
- E como vocês sabem se ela voa ou não?
- Ahh! Só tentando empinar mas, geralmente, sobe!
- Qualquer coisa é só comprar uma também! – completa Carlos
Karina, perguntadeira de primeira, toca no assunto delicado da brincadeira. Pergunta se eles usam cerol na linha para brincar. A criançada é sincera e respondem que usam, mas ninguém assume a culpa!

Manu mostra a linha com cerol.
Eles sabem que é proibido e muito perigosos, mas a brincadeira perde a graça se eles não usam. Pois, é dessa forma que eles podem disputar quem tem a melhor Curica no ar. Infelizmente, é na inocência dessa brincadeira que muitas crianças acabam perdendo a vida.

Carlinhos explica como fazer o cerol.
Carlos explica que o vidro tem que ser muito bem moído, até ficar bem fininho, para depois misturar a cola e passar delicadamente no inicio da linha da Pipa. Quanto mais fininho o vidro do Cerol, mais eficiente ele é. Carlinhos admite já ter se cortado com o vidro, mas diz que toma muito cuidado.

Mas Carlos, Manu e seus amigos devem ficar bastante espertos, pois, não é apenas o cerol que oferece risco a vida deles e dos outros:
Risco que Choque:
Risco de Atropelamento:
Risco de Queda:


Mais do que um alerta para as Crianças, são os pais que devem ficar atentos e sempre acompanharem, com responsabilidade, os seus filhos na hora de empinar uma Pipa! – Mas é bom deixem seus filhos brincarem também!
A Terra – O Blog em Vídeo!
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=4VV92eK3w5w&w=490]
A partir de hoje, todos os leitores que acessarem o Blog pelo endereço www.aterra.com.br verão esse vídeo como à abertura do site! O vídeo tem 1m e 40s, e foi pensado para ser uma apresentação do blog para você, leitor! Eu espero que com ele vocês entrem mais no clima do Blog, que prometo trazer muitas novidades nesse novo ano! O vídeo contém trechos de filmagens dos canais da National Geographic e Discovery Channel, dois canais que inspiram meu trabalho como fotógrafo. Estou com vários projetos para o Blog esse ano, um deles é trazer para vocês míni-documentários e reportagens sobre o mundo que me cerca. Nada grandioso no sentido de viagens exóticas, mas tenho certeza que conseguirei bastante fotografias e histórias interessantes da Terra ao meu redor.
À todos um Feliz Ano de 2009!
Que todos seres possam ser felizes e encontrar a causa da felicidade!
O Natal na Terra ~
Quem não consome?

Começo com esta pergunta antes que comunistas taquem pedra no Natal!

Como é de se esperar, o shopping estava lotado. Meu primeiro desafio foi encontrar uma vaga para estacionar o carro. Acabei tendo de estacionar no passeio, caso contrario, eu passaria horas rodando o estacionamento do Shopping em vão.



E o papai noel, existe?
Aonde o Papai Noel Não Chega
Mas não são todos que podem realizar seus sonhos no natal. Alguns só conseguem apreciar os produtos que gostariam de ter. Mas talvez, não sejam isso que eles realmente precisam neste momento. Quem sabe o que realmente cada um precisa? Quem pode julgar alguém? Se alguém sonha, o sonho existe.


Não precisamos acabar com o Natal,
precisamos aprender a consumir.
Feliz Natal à todos!
Escravidão Contemporânea ~ A Terra Terceiro Mundo.
Carvoeiro, upload feito originalmente por André Corrêa
.
Favela do Morro do Papagaio ~

Morro do Papagaio, upload feito originalmente por André Corrêa
Naquela mesma manha em que fui cobrir o evento do Hospital do Câncer, acabei sendo “raptado” pelos palhaços para cobrir outra apresentação deles, desta vez em uma Creche, que para minha surpresa era no Morro do Papagaio. Eu sempre quis entrar nessa Favela por ser uma das mais simpáticas [estéticamente falando]. Ela tem vista para a Avenida Nossa Senhora e cada casinha tem uma cor diferente, dando todo um charme especial ao morro. Contudo, adentrar-se à Favela pode ser muito perigoso devido a violência e ao intenso tráfico de drogas…
a menos que…
você esteja escoltado por um bando
de palhaços e criancinhas!
De volta ao Vale!
O Projeto consiste em:
- Criar embalagens que caracterizem a região e o artesanato locar
- Criar embalagens que agregue valor de estima para o produto e para a cultura local
- Criar embalagens que protejam efetivamente os produtos cerâmicos
- Criar uma oficina de Embalagens de madeiras na comunidade

Artesa asiste atentamente a apresentaçao do projeto
Dona Zezinha, o Vale do Jequitinhonha ~
Em minha ultima viagem ao Vale do Jequitinhonha, pelo projeto de Design que estamos desenvolvendo lá, tive a honra de conhecer a Dona Zezinha. Uma das grandes artistas da região. De origem humilde como todas as outras, sem dinheiro nem para se vestir com roupas de pano e sem conseguir freqüentar a escola. Dona Zezinha começou a aprender a arte de suas bonecas aos 14 anos de idade, quando sua família passava por dificuldades e o artesanato era a única fonte de renda da família.

Casa da Dona Zezinha
E, é esse mesmo reconhecimento que queremos trazer para todas as artesas do Vale com nosso projeto. Cada uma com seu brilho

André Corrêa e Dona Zezinha
Encontrei essa reportagem do SEBRAE que mostra exatamente a região que estamos visitando e tem uma linda reportagem com a Dona Zezinha, vale a pena conferir
-> Reportagem (abra em uma nova janela)
Veja também meu novo post sobre o trabalho de D. Zezinha
-> http://aterra.wordpress.com/2009/05/05/especial-artesa-dona-zezinha/
Um poema na forma de Rochas – Gruta de Maquiné ~

Entrada da Gruta Maquiné, upload feito originalmente por André Corrêa
O Senhor Evaristo, guia da Gruta a mais de 3 décadas, conhece cada formação rochosa da gruta. Nos guia como um poeta nos fazendo enxergar figuras e cenas em cada cantinho e onde menos se espera. O macaco torto, a concha, o Rio de Janeiro, a Coruja que se transforma em carneiro e o Véu da Noiva. Segundo o Sr. Evaristo, cerca de 60% dos visitantes são estrangeiros – “E eles nos dão a gorjeta em Euros! Cada um me dá 20 euros ou mais. Eles valorizam muito a informação e saem daqui maravilhados”, completa.
Dentro da Gruta, você é transportado para outro mundo. Uma dimensão completamente diferente da nossa habitual vida Urbana. Lá dentro, me sinto com vontade de virar um “Yogin Tibetano”, e só sair de lá com a iluminação em mãos! A Gruta é simplesmente majestosa, e nos inspira com lindas formações e esculturas por todos os lados, que nenhum artista plastico ousaria em superar. É um poema na forma de Rochas.
Caminhar é preciso ~
Nada mais do que 16 km de caminhada entre uma das mais belas montanhas da região sob a Luz da Lua cheia que iluminaria sozinha todo o nosso percurso. A caminhada contou com 25 pessoas sendo que todas chegaram até o final (sim, não tinha como desistir) e foram consagradas com um delicioso Macarrão feito em um simpático restaurante da região.
Para chegar até o inicio da trilha tivemos de praticamente fazer um Rally! O tempo seco e a estrada de terra nos proporcionou momentos de adrenalina e tensão dentro do Uninho do meu primo.
A Cerquinha da o charme à foto…
A vista é simplesmente linda, mas basta inclinar a cabeça para baixo…
…para entender o porque da cerquinha lá em cima.
Não, isso não foi um acidente de carro. A região era usada por ladroes que desmanchavam os carros e os jogavam la de cima para não deixarem pistas.
A caminhada começa com toooodo mundo animado…
…alguns grupinhos mais a frente e outros mais atras.
Um Golden alii…
…e muito chão e pedra pela frente.
A Lua ilumina a pequena arvore e colore o céu de roxo.
5 horas de caminhada, das 17:00 as 22:00.
As Minas Gerais e seu SubMundo ~
São 05:00am, estamos prontos para viajar. A idéia é passar a manhã em Ouro Preto, almoçar por lá e em seguida pegar a Maria até Mariana.
Meu pai acompanha eu e meu primo nesta viagem. Faziam poucos dias, eu havia passado algumas horas em ouro preto com amigos na volta de uma cachoeira em Itabirito, cidade vizinha. Mas desta vez, diferentemente, eu iria passar o dia por lá.
A estrada até Ouro Preto é tranqüila e está bem cuidada. O Governo mineiro tem investido muito em turismo através da chamada Estrada Real que liga o litoral do Rio de Janeiro até às Minas de ouro de Minas. No caminho temos lindas paisagens para observar, montanhas com vegetação ainda intactas e outras nem tanto. Passamos por diversas cidadezinhas até chegar às ruas de pedra de Ouro Preto.
Era um domingo tranqüilo, não era uma data turística e não havia nada de especial ocorrendo na cidade. Estacionamos o carro e logo um flanelinha já pediu pra dar uma olhadinha básica em nosso veiculo, pratica comum aqui em BH e nas grandes cidades que já se espalhou para o interior.
O passeio começa tímido devido àquela manha gelada. Ainda sem saber o que iríamos visitar de novo em Ouro Preto, ficamos apenas observando a linda arquitetura colonial e as imponentes igrejas nas praças publicas. Mas logo o sol nasce e espanta a neblina que cobria as gigantescas montanhas mineiras.
É possível observar, por marcas históricas, como eram divididas as classes sociais nas colônias portuguesas. Os exemplos mais claros ficam expressos nas casas e nas igrejas. As igrejas mais imponentes e cheias de ouro eram os templos da alta sociedade enquanto as mais simples serviam de refugio para os oprimidos.
Um dos “detalhes” que achei interessante nessas igrejas colônias é a forma como a morte esta inserida na arquitetura das mesmas. Em muitas, as pessoas importantes eram enterradas dentro da própria igreja no tablado abaixo dos pés dos fiéis que se ajoelhavam ao rezar. Mas para o resto da população havia um terreno ao lado da igreja com diversos túmulos à espera. Isso quando a pessoa tinha sorte de ser enterrada.
Ah! É uma delicia andar por Ouro Preto! Aquelas casinhas todas coladinhas umas nas outras. Cada uma com seu charme e estilo à moda antiga. Hoje como uma cidade turística, nos oferece o melhor da comida mineira (que eu como vegetariano não aprecio) e o artesanato típico da região, com destaque para a pedra sabão.
E foi andando pelas ruas de Ouro Preto que encontrei o meu amor que me esperava na janelinha de sua casa. =P
Mas, o que esta por trás de todo esse encanto dourado das igrejas e o requinte da arquitetura colonial?
São poucos, muito poucos os turistas que tem a oportunidade de visitar o SubMundo dos Escravos. Não tão distante da praça de Tiradentes, por cerca de dez minutos de carro em direção a Mariana, é possível visitar a maior mina de ouro aberta ao publico do mundo. Todos nós sabemos que Ouro Preto, assim como as grandes cidades coloniais, foi erguida pelo sofrimento causado pela escravidão. Isso é contado em TODOS os livros de história de nosso país. Mas quem realmente ja visitou a morada dos escravos? Não falo das Senzalas nem das plantações de Café, em comparação, esses locais deveriam ser considerados paraísos para os escravos! Uma vez que era possível ver a luz do sol.
Para cada Tonelada de pedra retirada em uma mina, conseguia-se extrair cerca de 2g de ouro. Minas Gerais, no auge de sua mineração, conseguiu 700 TONELADAS de ouro. Olha, confesso que não consigo fazer a conta de quantas toneladas de Pedra foram retiradas para se conseguir essa quantia de ouro. Mas imagino cerca de 100 mil pessoas (escravos) tentando sobreviver no submundo das Minas de Ouro. No Brasil, são poucas as minas de ouro ativa. Mas hoje em dia as coisas melhoraram significativamente, não que seja uma maravilha trabalhar em uma mina, mas já existe até segurança no trabalho. Contudo essa realidade ainda é vivida em outras nações. O estúpido governo Chinês ainda consegue manter práticas escravocratas em seu regime tosco.
Hoje a Mina da Passagem é atração turística, mas ainda pouco conhecida até pelos próprios mineiros. Há 20 anos ainda se extraia ouro dela. Só indo até ela para constatar o quão árduo era o trabalho dos mineiros. É possível visitar 800 metros dos 32 Kilometros da mina.
Ficamos cerca de uma hora dentro da mina, apreciando cada detalhe resultante da intensiva escavação. No local, além da mina de ouro, existem outras atrações como jogos e atividades de Aventura: Tirolesa, escalada e etc. Vale muito a pena dar uma olhada. =D
Voltamos à Ouro Preto, almoçamos e pegamos à Maria Fumaça em Direção à Mariana.
Uma viagem gostosa ao som da velha Maria que corta as montanhas Mineiras. Diáriamente o trem liga Ouro Preto à Mariana em uma viagem de mais ou menos uma hora e meia. Nada cansativo.
O trem além de ligar as duas cidades é uma atração não somente para os turistas. Durante seu percurso vemos crianças correndo e gritando: “Olha o trem! Olha o trem!”. Elas saem de suas casas e vem ver a Maria passar.
Mariana é uma cidade bem simpática. Ela se encontra em um vale entre as montanhas, o que faz dela menos “morrosa” que Ouro Preto. Arquiterura semelhante, pra não falar idêntica, à da cidade vizinha. Mas o que me chama mais atenção é o charme das pequenas Janelas, muito bem cuidadas por sinal.
Não ficamos muito tempo em Mariana, o suficiente apenas para atravessar toda cidade e pegar um ônibus de volta. Sim, a cidade é muito pequena. Pelo menos a região central dela é. A praça principal é o “point”, acho que muito da população de Marina é composta por universitários e a praça fica lotado deles… bebendo. Funk é a musica que ecoa por Mariana.
Voltamos à Ouro Preto e ficamos até o anoitecer para fotografar e apreciar a noite ouro pretana. No caso, a foto abre o post. Chegamos em casa às 23:00, exaustos mas satisfeitos.
Rebolation – Raves! ~
A música toca a uma altura estonteante, as pessoas dançam ao som do tuntz-tunz durante horas a fio. A festa começa às 20:00 e só termina às 20:00 do dia seguinte. Malabares invadem o “dancing floor” cuspindo fogo e girando bandeiras coloridas dando um ar encantador ao ambiente. Em meio à natureza, a música eletrônica rola sem parar.
De fato, uma festa estilo “Paradise” onde garotas lindas desfilam a moda Trance e os garotos seus corpos sarados “fritando” ao sol. Um tipo de festa que de fato encanta qualquer pessoa (normal).
Bom, mas o que se esconde por trás de toda essa mágia?
A tentativa de criar um lugar paradisíaco, onde todas as tribos poderiam se reunir em paz ao som da música eletrônica; um lugar onde todas as pessoas seriam felizes… parece se frustrar a cada rave que passa. Atualmente, as Raves tem sido alvo de diversos noticiários em todo território nacional. Qual seria o problema deste Paraíso?
Onde está o ponto fraco destas festas, que ao meu ver, tinham TUDO para conseguirem o que queriam?
As Raves apresentam um ambiente místico, mas para mim não passa de mais uma festa comum; podemos dizer que ela ideológicamente difere das demais festas, contudo, na prática, o que ocorre é basicamente o mesmo. Boates e micaretas, dentre outras, são algumas das modalidades de festas que ocorrem na nossa sociedade. E as festas Raves (importadas da Índia) nada mais oferece do que uma forma diferente de acontecer tudo o que acontece nas demais, uma vez que esta se inserindo em nossa cultura.
Como disse anteriormente, o que acontece nas raves… acontece nas demais
festas de nossa sociedade. Quero enfatizar isso por que vou tocar na polêmica que estas festas tem gerado por todo país: As Drogas.
Olha, não vou gastar meu dedo no teclado falando das drogas. Chega!
Todos que estão lendo este post sabem muito bem seus efeitos e para onde as drogas levam as pessoas neste e no outro mundo. Só falo que não tenho NADA contra quem USA, mas tenho TUDO contra as drogas.
Bom, mas o fato é que neste mundo todas as festas são contaminadas. Não há uma que você pise e que as Drogas não estejam presentes.
(entenda Festa no contexto apresentado, não estou falando da festinha de aniversário
do seu priminho de um ano) Seja na forma da Cerveja ou na forma da Maconha, essas substâncias que alteram e degradam a mente, estão lá.
Acontece é que pelo ar místico apresentado nestas festa, alias muitas vezes associados com o Budismo (e outras religiões), as pessoas encarnam essa idéia de paraíso (nirvana, Buda?) e o índice de uso de Drogas é Altissímo.
O consumo de Drogas em Raves é maior do que em outras festas.
É uma pena. Legal, nesse mundo, seria se os seres soubessem festejar ~
Se soubessem o tanto de sofrimento acarretado pelas drogas, não só para eles mesmos, mas para seus familiares e para sociedade como um todo; Se conseguissem vislumbrar essa nuvem de lágrimas, tenho certeza que parariam na hora, até mesmo o mais dependente delas.
Mas é algo muito difícil de acontecer, visto que as drogas apresentam à mente um mundo lindo e amoroso. Sabe? Aquele mundo com que todos sonhamos? As drogas jogam ele falsamente em nossas mentes, produzindo um falso amor e denegrindo nossa mente, vida e relacionamentos.
A busca pelas drogas, como disse meu professor de budismo, é na verdade uma busca espiritual. As pessoas buscam esse mundo perfeito, é natural que nossos corações anseiem por ele, pelo nirvana. Mas a diferença é onde cada um de nós vai buscar. Muitos seres buscam, infelizmente, nas drogas.
Acabei saindo um pouco do assunto, não quero converter ninguém ò_ó
se você usa drogas, beleza… eu medito. =*
Mas voltando as Raves, alguns jovens tem morrido no “Dancing Floor”
(sim o mesmo local onde os malabares cospem fogo e rodam bandeiras coloridas =D) .
devido a esse excesso do consumo de drogas. Resta às autoridades regulamentarem e exigirem segurança, vigilância e atendimento médico MÍNIMO para que isso não ocorra mais. É injusto acabar com as Raves por este motivo.
O consumo de drogas não vai acabar nem nas Raves, nem nas outras Festas e nem em qualquer outro lugar deste mundo. O que pode acontecer é que isso diminua. A única medida que poderia acabar com as drogas neste mundo é a conscientização das pessoas, apenas isso.
Vale lembra que não é todo mundo que usa drogas nas Raves, bem como nas outras festas. Eu mesmo vou em Raves e tenho amigos que vão e não usam, apenas se divertem com a música e as pessoas. Quer melhor modo de festejar do que esse? Não tem. =D
























































































