Pelas Lentes de André Corrêa

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Make off! – Ensaio: Coloque uma criança na rua!

Fala pessoal! Acabei de receber as fotos que minha amiga Rachel Montenegro (Designer) fez enquanto eu fotografava a mulecada na favela! Ficaram emocionantes! Mais uma vez, o sorriso gigante da Ingrid está em cena!!

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Coloque um muleque na rua ;D

Sim, coloque um muleque na rua… Esse é o slogam de uma campanha muito legal, realizado por um centro evangélico localizado bem no centro de uma favela, aqui em BH. Muitas pessoas critícam muito essa religião, mas não sabem realmente o quão ela é importante pra nossa sociedade. De todas, a religião evangélica é a mais infiltrada nas favelas do BRASIL, e intervem positivamente na comunidade local mais do que qualquer outra instituição municipal/estadual/federal ou religiosa. E esse projeto é mais uma prova disso. O Trabalho deles é transformarem crianças de rua em verdadeiros atletas de maratona! No projeto, as crianças recebem muito carinho, ensino religioso, comida e um treinamento profissional além de terem a oportunidade de viajar o país correndo atrás de maratonas! Aos que vivem críticando os evangélicos, repessem o que realmente deve ser criticado.

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Artigo: Migre da Foto para a Fotografia

Hoje em dia está muito fácil possuir um “equipamento registrador de imagens”. Não estou falando só em câmeras fotográficas uma vez que celulares, caixinhas de fósforo e até mesmo canetas conseguem bater uma foto. Também, não vou entrar no mérito da qualidade desses equipamentos. Afinal, não sei qual o “equipamento registrador de imagens” você possui, mas o que eu quero-lhe dizer é: Migre da FOTO para a FOTOGRAFIA.

Você consegue perceber a diferença entre uma FOTO e uma FOTOGRAFIA? FOTO, do latim PHOTO, significa simplesmente LUZ. Não há nada de errado em se “bater uma FOTO”. É o que a maioria das pessoas fazem. Elas pensam: “Vou bater uma foto daquela Flor” e então, elas pegam a câmera, miram a flor e clicam! Pronto, a Foto está feita – Isso é o que eu chamo de “bater uma foto”. Agora, imagine que ao invés de bater uma foto, você vai fazer uma Fotografia da Flor. Infinitas possibilidades de registro, da mesma Flor, surgem apenas adicionando o sufixo “Grafia”.

Num contexto mais amplo, Fotografia significa comunicar com a luz. Dizer algo com ela. Seja um sentimento, uma IDÉIA, pensamento, informação ou emoção: A Fotografia tem que se comunicar com o mundo. O que você quer comunicar com a fotografia de uma Flor? Os detalhes da perfeita mãe-natureza? As cores da Terra? O sacrifício de sua própria existência em meio uma selva de pedra urbana? Agora sim, depois de entender o que essa flor significa para o planeta Terra: mire, clique e Fotografe a sua Idéia. Independente de qual é o seu equipamento fotográfico, se é um celular ou uma câmera amadora: Migre da Foto para a Fotografia.

Talvez você não possa trocar seu equipamento por agora, mas o olhar sobre seu trabalho você pode! Não é o equipamento que define se você é um Fotografo ou não. O que adianta ter uma câmera profissional se o que você vai bater são apenas mais fotos? Melhor é treinar o seu olhar e aprender a comunicar com suas fotos, aí sim: você é um fotógrafo e já pode ter sua câmera profissional! Não me entenda mal, não há nada de errado se em bater uma foto, eu mesmo ainda faço isso e não duvide que o Sebastião Salgado também faça! Mas entenda que, à medida que você migra da foto para a fotografia, você deixa de “mexer com foto” e se torna um Fotógrafo.

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Nas Feiras a gente encontra…

CD Pirata!

Cata-Ventos e outros brinquedinhos!

Franguinho de ponta-cabeça!

Franguinho de ponta-cabeça!

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Sobre o Mel, as Flores.

Não sou biólogo, nem quero me arriscar nesta área. Mas ainda me lembro das minhas aulas de biologia no colegial, hehe. Como amante da natureza, entendo as abelhas como um dos insetos mais importantes da Terra. Um inseto extremamente pacífico uma vez que não precisa matar para se alimentar o que, do meu ponto de vista, favorece bastante um comportamento amigável. Por mais que elas tenham ferrões em seus corpos, isso não faz delas seres peçonhentos, já que só o usam para se defender quando se sentem ameaçadas. Mesmos nos humanos somos cheios de ferrões (invisíveis), já abelhas possuem apenas um. Além disso, as abelhas fazem um trabalho fundamental na manutenção da vida na Terra. Um trabalho louvável que além de manter viva a própria espécie, contribui para a disseminação e reprodução de outras. Coisa que nós humanos deveríamos aprender com elas.

Não sei se vocês já viram um desenho animado da DreamWorks que se chama “A História de uma Abelha”. Vale muito a pena ver! Estou notando que os desenhos animados estão cada vez mais interessantes e servindo para conscientizar as novas gerações (e as velhas) do mundo que precisarão salvar! Abaixo segue o trailer do filme.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=puXINdXQgRo]

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Especial: Artesã Dona Zezinha

Neste post quero homenagear uma artesa em especial: Dona Zezinha. Mais uma vez, nos hospedamos em sua “Casa de Visitas” onde sempre fomos muito bem recebidos. Desta vez, já conhecendo o magnifico trabalho desta grande mulher, me preparei para fotografar suas peças, para que eu pudesse mostrar a vocês a belíssima arte que as mãos de D. Zezinha é capaz de produzir. Espero que gostem!

Se você se interessou pelo trabalho da artesã e quiser entrar em contato com ela é só me pedir via comentário ou e-mail (andrecorrea@aterra.com.br) que envio o telefone da D. Zezinha. Se fizer por comentário, deixe seu e-mail.

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O Santuário do Caraça ~

Guardado pelas matas e montanhas mineiras, encontra-se o Santuário do Caraça. Para mim, um dos lugares mais belos do Planeta Terra. – por André Corrêa

Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça

Propriedade da Igreja Católica, o Santuário do Caraça foi fundado em 1774 para ser uma Casa de Hospedagem para a acolhida de peregrinos e visitantes, que quisessem, principalmente, se converter e mudar os rumos de sua vida.

Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça

Hoje conta com mais de 40 apartamentos e quartos, além de algumas casas, com acomodações mais simples, para a hospedagem de até 180 pessoas. Suas diárias são com pensão completa, isto é, com direito a café da manhã, almoço e jantar, além da entrada na Reserva Natural.

A Caminho de Bocaina

Bocaina é uma das cachoeiras da Reserva Natural do Santuário do Caraça. Sua trilha mede em média 5 Km e se vai até lá tomando o caminho da Cascatinha, no estacionamento dos visitantes. Até a cachoeira, muitos desafios e barreiras são encontrados. Pinguelas, Rios, Barreiro, Pontes frágeis e muitos outros obstáculos dão um sabor especial a caminhada que, certamente, é recompensada com a cachoeira no fim da trilha.

Garganta do Gigante – Serra do Espinhaço

A Bocaina encontra-se entre o Pico do Inficionado e a Caraça. É um grande desfiladeiro, neste contraforte da Serra do Espinhaço. É a Bocaina que propriamente nomeou o Caraça como tal. Em tupi-guarani, caraça é desfiladeiro ou, como hoje dizemos, bocaina, uma grande depressão situada numa serra.

Bocaina, além da beleza das montanhas e dos campos por onde se passa, oferece uma série de quedas d’água, piscinas naturais e córregos para o descanso e o lazer. No tempo da seca, a trilha pode ser feita com certa facilidade, apesar da distância. Já no tempo das chuvas, a trilha fica um pouco prejudicada, além de às vezes não ser possível atravessar o rio.

Trilha de Bocaina

Então, cada vez mais que nos aproximamos da cachoeira, percebo a grandiosidade deste Santuário. Um verdadeiro Templo natural. Repleto de Vida, Força e Paz.

Borboleta pousa nas mãos de Lucas

Bocaina

Sem grandes quedas, a cachoeira Bocaina tem um visual espetacular com suas águas frias e avermelhadas. Apesar de sua queda ter apenas, aproximadamente, de 10 metros, a força da correnteza é grande devido ao volume de aguá que cai. Mas nada que coloque em risco quem deseja refrescar-se na queda.

Cachoeira Bocaina
Detalhes da Cachoeira

“A Bocaina é situada onde se apertam as serras do Inficionado e da Caraça. É um canal de onde sai o córrego que tomou o seu nome. Um passeio estreito, com pouca frente e muito fundo. Um desfiladeiro úmido e intransitável onde habitam a Noite, o Frio e o Pavor. Onde se treme de sustos e calafrios. Onde uma ave de rapina de tamanho descomunal saúda o visitante, corvejando: ‘Te pego, rapaz, rapaz, rapaz”. Um rio subterrâneo e infernal, onde as águas são turvas e pretas. A Bocaina é um Estígio. Um passeio à Bocaina é um passeio ao outro mundo”.

Padre Pedro Sarneel, C.M.
Guia Sentimental do Caraça, 1953

Contudo, Bocaina guarda com suas águas lugares fantásticos. Mas apenas os mais aventureiros conseguem chegar. Definitivamente, não aconselho ninguém a explorar sozinho o Caraça. Nesta ocasião, contávamos com um guia, que nos levou a esses lugares especiais da Serra do Caraça. Sempre que vier ao Caraça, avise sua família e na portaria do caraça deixe registrado qual a trilha você ira fazer. No caraça não é permitido acampar e a visitação a reserva natural termina as 17:00.

A Gruta de Bocaina

Escuridão. Repleta de sombras, a Gruta de Bocaina se guarda entre as águas da Garganta do Gigante na Serra do Espinhaço. Pouco antes da Gruta existe um “mini canion” onde a parada é obrigatória para admirar e fotografar sentado à beira de um paredão negativo.

Lucas observa o véu do "mini canion" da Gruta

Véu do "mini canion" Gruta

Entrar dentro da gruta sem os equipamentos de segurança e iluminação adequados é muito perigoso. Ainda assim, nos arricamos, apenas porque nosso guia conhecia cada canto da gruta. Munidos de apenas algumas lanternas, adentramos à Gruta. O primeiro salão é amplo e nota-se a presença de um rio em seu interior, que, aliás, percorre quase toda a extensão da Gruta. Prosseguindo por um corredor estreito, que vai se afunilando até caber apenas uma pessoa, chega-se ao segundo salão, onde há uma pequena queda d’água. Para experimentar e absorver a energia do lugar é essencial apagar as lanternas, ouvir o som das águas, sentir o microclima ambiente e meditar e foi o que fizemos. Sentamos em uma Rocha da Gruta, desligamos nossas lanternas, e ficamos escutando o som das aguas na completa escuridão da Gruta. Uma experiência única! Lucas ainda se arrisca em banhar na completa escuridão. Ele não conseguia segurar seu espirito primitivo de aventuras.


Lightpaint feito dentro da Gruta Bocaina

Gruta de Bocaina

Em fim, saímos da gruta para completar nosso passeio.
Ainda nos faltava conhecer um lugar muito especial do Caraça.

O Templo do Santuário do Caraça

O Coração do Santuário do Caraça

Seguindo contra as correntezas dos rios que enchem Bocaina, encontra-se o verdadeiro Templo do Caraça. Um lugar impar, sem igual e guardado por toda a Natureza. São poucos na Terra que chegaram a conhecer pessoalmente esse pequeno paraíso.

Caminhada entre rios e pedras

Clique e veja em tamanho maior

Simplesmente não há palavras que descrevam o verdadeiro coração do Santuário do Caraça. Espero que minhas fotografias passem pelo menos uma idéia de quão perfeito é o Caraça.

Guará, o Lobo Vermelho

O Guará possui o corpo todo dourado; as patas e os pelos da nuca pretos; a cauda, o papo e um pouco do rosto brancos. É branco também o pavilhão das orelhas, que se movimentam como um radar, captando todos os sons e movimentos.

Guará em tupi-guarani, a língua dos indígenas, significa “vermelho”.

É o maior canídeo da América do Sul, sendo encontrado desde o sul da Amazônia até o Uruguai. É canídeo, ou seja, da família do cachorro, do cachorro-do-mato, do coiote, do chacal, da raposa e do lobo europeu, estadunidense e canadense, o Canis lupus. E é o maior canídeo da América do Sul medindo da ponta do focinho até a ponta do rabo, 1,45m.

Certa vez, em maio de 1982, quando algumas lixeiras do Santuário começaram a aparecer reviradas o Irmão Thomaz, que vive hoje em Belo Horizonte, falou ao Padre Tobias, superior de então, que algum cachorro estava aprontando a bagunça. Padre Tobias achou muito difícil, porque nenhum cachorro subiria a serra com tanta freqüência. Começaram a observar e descobriram que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário do Caraça era o Lobo Guará. Desde então, os padres sempre colocam uma bandeja com carne em frente a Igreja para alimentar os Guarás. Todas as noites os visitantes podem apreciar a imponência e elegância deste belo animal.

Maiores Informaçòes sobre o Caraça:
http://www.santuariodocaraca.com.br/

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Projeto: A Terra, Revista Virtual ~

A Terra quer crescer, e deixar de ser um blog pessoal. Se tudo der certo, dentro de 30 dias teremos uma Nova Equipe por aqui. Além de Karina e Eu, mais 3 integrantes devem aparecer por aqui! Mais um(a) fotógrafo(a), um(a) jornalista e um(a) MovieMaker! Para saberem mais do projeto acessem:  http://www.aterra.com.br/projeto/

O Projeto Iniciará seu trabalho com pautas inéditas!

Série: Profissões de Rua

Iremos acompanhar o dia-dia desses profissionais autonomos, à serviço de terceiros ou do país. Trazendo todas as peculiaridades de cada profissão, desenvolvida nas ruas contemporâneas das grandes cidades! Aguardem ;)

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A Miséria na Terra ~

O “Prato Vazio” é o símbolo da Miséria na Terra

Inúmeros índices são utilizados para medir o índice de pobreza no mundo. O Banco Mundial define a pobreza extrema aquela em que o indivíduo sobrevive com menos de 01 dólar por dia. Estima-se que 01 bilhão e 100 milhões de pessoas em todo o mundo tenham consumo inferior à 1dólar/dia.

Dos 183,9 milhões de habitante do Brasil, 9,3% se encontram no Índice de Pobreza Humano (IPH). O índice é representa as carências quanto ao desenvolvimento humano relativos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Apesar dos inúmeros programas do governo brasileiro, como a Bolsa-Família ou o instinto programa Fome Zero, a situação Brasileira não mudou muito com o anos. A mortalidade infantil ainda continua alta: no Brasil, são 25,6 mortes para cada mil nascimentos, enquanto em países desenvolvidos esse número cai para 5 mortes para cada mil nascimentos.

Segundo o IPEA, o Distrito Federal apresenta a maior renda per capita do país: mais que o dobro da média nacional. Já o IBGE, classifica a capital capixaba com a maior renda per capita no Brasil.

O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a qualidade de vida, mostra o Brasil na 69ª posição. Países como Cuba, México e Uruguai estão na frente do Brasil. Entretanto, o país considerado pior para se morar é Níger na África, na 177ª posição. Acima dele estão estão Serra Leoa, Mali, Burkina Fasso, Guiné-Bissau, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, Burundi, Moçambique e República Democrática do Congo, que ficou no 167o lugar.   Para a ONU os países africanos estão no final da lista devido a propagação da AIDS.

Aparecida

Imagine uma criança com menos de 1 ano de vida morar em um acampamento na Capital Federal junto a sujeira, lixo, fezes, urina, resto de comida e estar sujeito a contrair doenças transmitidas por ratos (como a Leptospirose).

Imagine ter que pedir dinheiro na rua para comprar medicamentos e alimentos. Em muitos casos, esse dinheiro é usado para a compra de bebidas alcoólicas. Esses casos não são  incomuns. É fácil encontrar histórias comuns ao se andar pelas áreas verdes da cidade.

Aparecida é uma garotinha linda, com olhos verdes e super-simpática. Com seus poucos meses de vida já passa por toda essa situação descrita acima. Seus pais vieram de Feira de Santana a pé para tentar a vida em Brasília. Acreditaram que na capital poderiam crescer e conseguir algo melhor.  Existem milhares de brasileiros que vivem em situações como a de Aparecida e sua família

No final de 2008, o jornal Correio Braziliense publicou uma série de matérias sobre a prostituição infantil. Garotas de 13 e 14 anos na rodoviária da Capital usadas como objetos sexuais em plena luz do dia. O pouco dinheiro ganho (R$ 5,00) em muitos casos é para conseguir alimento e ajudar a família.

O Governo da Capital espalhou cartazes sobre a prostituição infantil (crime) e intensificou o policiamento durante pouco tempo. Depois de menos de um mês, já existem famílias que moram na rodoviária. Lá é onde as mulheres têm seus filhos e onde os pais a educam. É lá também onde as crianças ainda são abusas sexualmente em frente ao palácio que rege o governo do nosso país.

O que poderia ser feito para melhorar a vida dessas pessoas? Não adianta apenas a dar comida… Como a vovó diria “é preciso ensinar a pescar e não dar o peixe”.  É preciso de incentivo do governo a educação e planos de moradia. No Brasil, o saneamento básico atinge apenas a 75% do território nacional, enquanto em países a Coréia do Sul, esse índice é de 91%.

Arte de Rua

Em Pirenópolis, um artista local expôs suas obras pela cidade mostrando a vida de menores abandonados. O trabalho de Da Rua é contemporâneo. Em uma pequena galeria ele expõe pinturas em quadros e esculturas. Já em prédios abandonados pequenas populações de estátuas de gesso representam os jovens moradores de rua.

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Um Peão de Barretos ~

Acordar cedo, tirar o leite da vaca, cuidar dos cavalos, distribuir as tarefas para os outros funcionários, esse é o cotidiano de Francisco. Com 52 anos de idade e trabalhando dez na Fazenda Água Viva, em Pirenópolis (GO), ele sabe bem como dar andamento na fazenda e organizá-la quando o patrão não está.

Nascido e criado em Cocalzinho (GO), ele começou a vida cuidando da pastagem e até a adestrar cavalos nas fazendas que eram perto de casa. No final de cada dia, ele e outros funcionários celavam animais para se divertirem.

Em um desses finais de tarde, o responsável pelo rodeio de Cocalzinho o viu montar e o convidou para participar do evento. Francisco largou a vida na roça e resolveu a correr o país montando cavalos e bois nos rodeios. “Cheguei a ir até a Barretos”… é o que ele conta!

No final das festas, ele retornava para sua cidade de origem para ver a mãe. Dona Maria ficava aliviada de vê-lo vivo e sem se machucar. Uma senhora muito religiosa, sempre fazia promessa pedindo pela proteção do filho. O maior desejo da mãe era para que esse filho deixasse os rodeios e passasse a ter uma vida tranqüila.

Sua última montaria foi aos 32 anos, no rodeio de Cocalzinho. A despedida foi ao ganhar o prêmio ao montar o cavalo Chauí, considerado o animal mais perigoso da região. Francisco ficou mais de 12 segundos em cima do animal, mais do que qualquer outro peão.

Ao chegar ao hotel fazenda, logo fomos avisados pela gerente “o seu Francisco é o responsável pelos cavalos e pelas charretes. Ele tem boas histórias”.. É, ele realmente teve uma vida cheia de histórias!

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Vamos Soltar Pipa!

Soltar Pipa, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Essa semana acompanhei a molecada de Brasília saindo as ruas, campinhos e lotes vagos para soltar Pipa! Estamos quase no fim das férias, e não há nada mais gostoso nessa idade do que empinar uma Pipa ! Brasília é uma ótima cidade para essa brincadeira. Ruas largas, vazias e interditadas nos finais de semana, muitos lotes vagos, muita área verde, limpa e bem cuidada. Fazia tempo que queria fotografar algum grupinho, mas não estava tendo a oportunidade. Mas na semana passada, estava com minha câmera apontada para essa galerinha esperta!

Chego discretamente, [se é que isso é possível com  uma 70-200], apontando minha lente para Carlinhos, que empinava sua Pipa,  para pegar cada detalhe de suas expressões e movimentos ao levantar sua Estrela. Quando, de repente, Manu corre em minha direção e diz:

- Para! Para! Você não pode fotografar!
- Ué, porque não garoto?! – retruco
- Essa Pipa é particular!

Começo a rir, e todos os outros amigos de Manu e Carlos me rodeiam por curiosidade. Quando vejo, Kaka e Eu estamos no meio de uma palestra sobre como fazer uma Pipa, como empina-la e como abater a Pipa do “coleguinha”.

- Você corta as taquaras de bambu, faz elas bem fininhas e flexíveis.
- Depois, corta a seda no formato que você que e monta a Pipa.
- E como vocês sabem se ela voa ou não?
- Ahh! Só tentando empinar mas, geralmente,  sobe!
- Qualquer coisa é só comprar uma também! – completa Carlos

Karina, perguntadeira de primeira, toca no assunto delicado da brincadeira. Pergunta se eles usam cerol na linha para brincar. A criançada é sincera e respondem que usam, mas ninguém assume a culpa!

Manu mostra a linha com cerol.

Eles sabem que é proibido e muito perigosos, mas a brincadeira perde a graça se eles não usam. Pois, é dessa forma que eles podem disputar quem tem a melhor Curica no ar. Infelizmente, é na inocência dessa brincadeira que muitas crianças acabam perdendo a vida.

Carlinhos explica como fazer o cerol.

Carlos explica que o vidro tem que ser muito bem moído, até ficar bem fininho, para depois misturar a cola e passar delicadamente no inicio da linha da Pipa. Quanto mais fininho o vidro do Cerol, mais eficiente ele é. Carlinhos admite já ter se cortado com o vidro, mas diz que toma muito cuidado.

Mas Carlos, Manu e seus amigos devem ficar bastante espertos, pois, não é apenas o cerol que oferece risco a vida deles e dos outros:

Risco que Choque:

Empinar Pipa em dias chuvosos ou mesmo perto fios de redes elétricas, antenas ou cabos  de eletricidade são riscos na certa de uma descarga elétrica.

Risco de Atropelamento:

Não saia correndo para pegar a pipa que foi abatida por outra, mesmo que seja a sua! São freqüentes os casos de atropelamento nesses momentos. Se sua Estrela foi abatida, não se desespere. Outra custa menos de R$ 1,50 – Já sua vida, não tem preço.

Risco de Queda:

Soltar pipa do telhado ou lage de casa não é uma coisa de garotos espertos! Você se concentra tanto em sua Pipa e se esquece de onde está e de olhar por onde anda. Mesmo para quem está no chão, é bom tomar cuidado com os buracos e barrancos! Uma queda, se não for fatal, pode chegar a quebrar seu braço e te impedir de jogar futebol!

Mais do que um alerta para as Crianças, são os pais que devem ficar atentos e sempre acompanharem, com responsabilidade, os seus filhos na hora de empinar uma Pipa! – Mas é bom deixem seus filhos brincarem também! ;)

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A Terra – O Blog em Vídeo!

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=4VV92eK3w5w&w=490]

A partir de hoje, todos os leitores que acessarem o Blog pelo endereço www.aterra.com.br verão esse vídeo como à abertura do site! O vídeo tem 1m e 40s, e foi pensado para ser uma apresentação do blog para você, leitor! Eu espero que com ele vocês entrem mais no clima do Blog, que prometo trazer muitas novidades nesse novo ano! O vídeo contém trechos de filmagens dos canais da National Geographic e Discovery Channel, dois canais que inspiram meu trabalho como fotógrafo. Estou com vários projetos para o Blog esse ano, um deles é trazer para vocês míni-documentários e reportagens sobre o mundo que me cerca. Nada grandioso no sentido de viagens exóticas, mas tenho certeza que conseguirei bastante fotografias e histórias interessantes da Terra ao meu redor.

À todos um Feliz Ano de 2009!

Que todos seres possam ser felizes e encontrar a causa da felicidade!

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O Natal na Terra ~

Quem não consome?

Começo com esta pergunta antes que comunistas taquem pedra no Natal!

Nesta noite, 23 de dezembro de 2008, fui a um shopping freqüentado por grande parte da Classe Média belo-horizontina para registrar um pouco do comportamento das pessoas durante o período natálino.

Como é de se esperar, o shopping estava lotado. Meu primeiro desafio foi encontrar uma vaga para estacionar o carro. Acabei tendo de estacionar no passeio, caso contrario, eu passaria horas rodando o estacionamento do Shopping em vão.
Dentro do shopping, tudo muito lindo e decorado. Luzes para todos os lados e a clássica música natalina ao fundo. Entretanto, desta vez o meu foco não é todo esse encanto natalino mas sim, o comportamento dos humanos durante o natal.
Basicamente, todos os seres querem ser felizes e fazer as outras pessoas felizes. E é por isso que elas consomem tanto! O que há de errado em se dar um presentinho à alguém? Nada!  Alias, isso é muito virtuoso. É uma forma básica de generosidade. Você gasta parte do seu salário, dinheirinho ou mesada para presentear alguém com algo que ela goste ou a faça um pouco mais feliz. É por isso que as pessoas compram. Nada a ver com esbanjar poder, glamour ou luxo. É o simples ato de dar algo a alguém que move a roda da economia.
Calma comunistas, também não vou defender aqui o capitalismo. Então, qual é a solução para esse consumismo desenfreado? Do meu ponto de vista, existem duas frentes a serem trabalhadas: O Consumo Consciente e a Produção Industrial Consciente. Com o consumo consciente as pessoas compram aquilo que realmente é necessário ou realmente vá ser útil à felicidade de alguém. Olhe, pesquise e entenda o que você quer, o que você necessita. Entenda a pessoa que quer presentear, dar algo. E olhe muito bem para aquilo que está comprando. Não compre por impulso ou só porque está na moda, a menos que estar na moda seja essencial para você ou para a pessoa que vai presentear.
Muitos dos presentes que ganhamos, não nos são úteis de verdade. E podem nos trazer muita dor de cabeça. Além disso, o consumo consciente trás consigo a mudança na segunda frente: A produção industrial Consciente. Em vista do mercado, cada vez mais exigente e informado das conseqüências de produtos danosos a saúde mundial, as empresas terão cada vez mais de respeitar o meio ambiente, culturas e a sociedade como um todo, só empresas assim sobreviveram em um futuro próximo. Transformando sua maneira de produzirem os bens de consumo e continuando a gerar empregos.

E o papai noel, existe?

10 anos trabalhando no shopping como Papai Noel,  o Senhor Eduardo, 68 anos,  tem certeza que ele existe. Afinal, ele é o próprio bom velhinho. Imagine, em todo o mundo, quantos velhinhos ganham um trocado extra nessa época para completar a renda de sua família!? Em um trabalho bem gostoso rodeado por criancinhas pentelhas! Quem não acredita em papai noel, convido a ter um bom papo com o Eduardo no próximo natal.

Aonde o Papai Noel Não Chega

Mas não são todos que podem realizar seus sonhos no natal. Alguns só conseguem apreciar os produtos que gostariam de ter. Mas talvez, não sejam isso que eles realmente precisam neste momento. Quem sabe o que realmente cada um precisa? Quem pode julgar alguém? Se alguém sonha, o sonho existe.

Não precisamos acabar com o Natal,
precisamos aprender a consumir.

Feliz Natal à todos!

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Escravidão Contemporânea ~ A Terra Terceiro Mundo.

Carvoeiro, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

O Brasil, assim como diversos outros países, ainda carregam em seus solos resquícios de uma das eras sombrias da Humanidade: A Escravidão. E hoje, a chamada Escravidão Contemporânea arrasta cerca de 12 Milhões de  Humanos de todas as raças escravizados por pessoas sem escrúpulos que só pensam no lucro. A Escravidão é uma “relação” trabalhista mais antiga que a própria humanidade. Outros Seres da TerrA, por pura ignorância, usam esse sistema trabalhista para sobreviverem.
Em um País imenso como o Brasil, sei que é difícil a fiscalização Federal. Mas os órgãos municipais, que estão ali… próximos ao problema, deveriam  se preocupar um pouco mais com essa situação. Não são apenas as Carvoarias e Canaviais que sustentam os regimes Semi-Escravo e Escravocrata no País.  Podemos citar outros casos envolvendo a Industria Têxtil e Siderúrgica. Segundo a OIT, cerca de 25 mil Brasileiros ainda sofrem com o regime de trabalho análogo ao escravo, uma prática que movimenta 32 bilhões de dólares em todo mundo.

Carvão

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Favela do Morro do Papagaio ~


Morro do Papagaio
, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Naquela mesma manha em que fui cobrir o evento do Hospital do Câncer,  acabei sendo “raptado” pelos palhaços para cobrir outra apresentação deles, desta vez em uma Creche, que para minha surpresa era no Morro do Papagaio. Eu sempre quis entrar nessa Favela por ser uma das mais simpáticas [estéticamente falando]. Ela tem vista para a Avenida Nossa Senhora e cada casinha tem uma cor diferente, dando todo um charme especial ao morro. Contudo, adentrar-se à Favela pode ser muito perigoso devido a violência e ao intenso tráfico de drogas…

a menos que…

você esteja escoltado por um bando

de palhaços e criancinhas!

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

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De volta ao Vale!

Camila e Carol – Vale do Jequitinhonha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Em nossa primeira viagem ao Vale do Jequitinhonha, em busca de um objetivo com o qual direcionaríamos nosso projeto de Design, diagnosticamos a carência da região em Embalagens para os produtos artesanais. E esse foi nosso foco e ponto de partida para o projeto. Ir ao Vale foi essencial para descartarmos algumas idéias e ver novas possibilidades para o projeto. Desta vez, já com a proposta de trabalho definida, fomos apresentar nosso projeto a comunidade de artesãs e ver se elas aprovariam. Recebemos aplausos no fim das apresentações! Ou seja: Projeto aceito pela comunidade! O que nos deixa muito felizes e livres para trabalhar!
Ana Luiza Apresentando o Projeto - Vale do Jequitinhonha
Ana Luiza apresenta o projeto às comunidades do Campo do Buriti e Campo Alegre

O Projeto consiste em:
- Criar embalagens que caracterizem a região e o artesanato locar
- Criar embalagens que agregue valor de estima para o produto e para a cultura local
- Criar embalagens que protejam efetivamente os produtos cerâmicos
- Criar uma oficina de Embalagens de madeiras na comunidade

Dessa forma nosso projeto atinge o produto em si e a comunidade como um todo. Gerando novas experiencias inclusive para aqueles que não estão diretamente ligados ao artesanato.

Vale do Jequitinhonha
Artesa asiste atentamente a apresentaçao do projeto

Arikclenes - Vale do Jequitinhonha
Aricklenes fazendo bagunça durante a apresentação!
Camila e sua Mamãe - Vale do Jequitinhonha
Camila mamando em sua mamãe, também artesã

Thiago - Vale do Jequitinhonha
Thiago em sua Bike!

Thalita - Vale do Jequitinhonha
Thalita na rua de casa
Textura do Vale do Jequitinhonha
Textura do Vale do Jequitinhonha

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Dona Zezinha, o Vale do Jequitinhonha ~

Vale do Jequitinhonha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Em minha ultima viagem ao Vale do Jequitinhonha, pelo projeto de Design que estamos desenvolvendo lá, tive a honra de conhecer a Dona Zezinha. Uma das grandes artistas da região. De origem humilde como todas as outras, sem dinheiro nem para se vestir com roupas de pano e sem conseguir freqüentar a escola. Dona Zezinha começou a aprender a arte de suas bonecas aos 14 anos de idade, quando sua família passava por dificuldades e o artesanato era a única fonte de renda da família.

Artesanato da Dona Zeninha - Vale do Jequitinhonha
Boneca de Dona Zezinha
Vale do Jequitinhonha
Casa da Dona Zezinha

Dona Zezinha nos recebe em sua própria casa. Com o dinheiro de suas vendas, Dona Zezinha construiu uma pousada em sua terra, onde recebe suas visitas que vem de toda parte do Brasil e do mundo. Ficamos hospedados por lá durante dois dias. É a própria Zezinha quem faz nosso almoço e janta. Com a ajuda de suas duas filhas e do marido Ulisses, seu trabalho ganha força e reconhecimento por todo o mundo.

Vale do Jequitinhonha
Senhor Ulisses ajuda no forno

E, é esse mesmo reconhecimento que queremos trazer para todas as artesas do Vale com nosso projeto. Cada uma com seu brilho ;)

Eu e Dona Zezinha - Vale do Jequitinhonha
André Corrêa e Dona Zezinha

Quem tiver interesse de comprar alguma peça ou até mesmo visitar a Dona Zezinha, basta ir a Turmalina e pedir a algum taxista que o leve até a Casa de Visitas dela. Certamente, você será muito bem recebido. Caso queiram o contato (celular) de Dona Zezinha, peça por comentário e deixe seu e-mail.

Encontrei essa reportagem do SEBRAE que mostra exatamente a região que estamos visitando e tem uma linda reportagem com a Dona Zezinha, vale a pena conferir ;)

-> Reportagem (abra em uma nova janela)

Veja também meu novo post sobre o trabalho de D. Zezinha
-> http://aterra.wordpress.com/2009/05/05/especial-artesa-dona-zezinha/

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Um poema na forma de Rochas – Gruta de Maquiné ~


Entrada da Gruta Maquiné, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Sexta-Feira sem nada o que fazer pela tarde, meu primo (Daniel) e eu resolvemos fazer um passeio que há tempos estávamos com vontade mas nunca saía da cabeça: fotografar a Gruta de Maquiné. Descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, a Gruta serviu de abrigo para homens pré-históricos e também para animais.

Sr. Evaristo
Senhor Evaristo

O Senhor Evaristo, guia da Gruta a mais de 3 décadas, conhece cada formação rochosa da gruta. Nos guia como um poeta nos fazendo enxergar figuras e cenas em cada cantinho e onde menos se espera. O macaco torto, a concha, o Rio de Janeiro, a Coruja que se transforma em carneiro e o Véu da Noiva. Segundo o Sr. Evaristo, cerca de 60% dos visitantes são estrangeiros – “E eles nos dão a gorjeta em Euros! Cada um me dá 20 euros ou mais. Eles valorizam muito a informação e saem daqui maravilhados”, completa.

Sr. Evaristo em seu Templo
Senhor Evaristo em seu “Templo”
Evaristo só fica triste em ver os Estalactites e Estalagmites, formações rochosas pré-históricas, quebradas pela ignorância humana – “Eles quebram pra jogar fora! É muito triste isso”.

Sr. Evaristo mostra a "Pedra Transparente"
A “pedra transparente”

Dentro da Gruta, você é transportado para outro mundo. Uma dimensão completamente diferente da nossa habitual vida Urbana. Lá dentro, me sinto com vontade de virar um “Yogin Tibetano”, e só sair de lá com a iluminação em mãos! A Gruta é simplesmente majestosa, e nos inspira com lindas formações e esculturas por todos os lados, que nenhum artista plastico ousaria em superar. É um poema na forma de Rochas.

Gruta Maquiné
Estalactites
Concha - Gruta Maquiné
A Concha do Mar
Corais - Gruta Maquiné
Formações Pré-Históricas de Corais da Gruta
Estalactites - Gruta Maquiné
Teto da Gruta
Estalactites - Gruta Maquiné
Salão das Piscinas

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Caminhar é preciso ~


Daniel na trilha, upload feito originalmente por De’h Corrêa.


Meu sábado seria mais um dia comum, quando comentei com meu primo que queria fazer algo para sair de casa. Minha idéia era sair para fotografar por perto, já que fazia tempo que não fazíamos isso. Contudo, ele já tinha planos para a tarde… e me convidou para ir junto de seus amigos para uma senhora caminhada entre as montanhas do Retiro das Pedras, região vizinha de Belo Horizonte (MG). Sem “tutibiar” (haha) aceitei o convite e me preparei para a aventura do dia!

Nada mais do que 16 km de caminhada entre uma das mais belas montanhas da região sob a Luz da Lua cheia que iluminaria sozinha todo o nosso percurso. A caminhada contou com 25 pessoas sendo que todas chegaram até o final (sim, não tinha como desistir) e foram consagradas com um delicioso Macarrão feito em um simpático restaurante da região.

A Lua nos acompanhou desde o inicio da caminhada…

Para chegar até o inicio da trilha tivemos de praticamente fazer um Rally! O tempo seco e a estrada de terra nos proporcionou momentos de adrenalina e tensão dentro do Uninho do meu primo.

Rumo a Trilha
No caminho até lá, muitas paisagens e surpresas

Estrada Rola Moça

A Cerquinha da o charme à foto…

A vista é simplesmente linda, mas basta inclinar a cabeça para baixo…

Cemitério de Carros

…para entender o porque da cerquinha lá em cima.

Não, isso não foi um acidente de carro. A região era usada por ladroes que desmanchavam os carros e os jogavam la de cima para não deixarem pistas.

Fiquem agora com as fotos da caminhada!

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A caminhada começa com toooodo mundo animado…

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…alguns grupinhos mais a frente e outros mais atras.

Vegetação

A vegetação e o tempo secos ajudaram a diminuir a sensação térmica do frio que estava por vir junto da noite.

A região também é muito usada por ciclistas, pelo menos uns 5 passaram pelo nosso grupo de caminhantes.

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Um Golden alii…

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…e muito chão e pedra pela frente.

A Lua ilumina a pequena arvore e colore o céu de roxo.

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Depois de 2 horas de caminhada, uma pequena pausa para descansar e reagrupar a galera.

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Nos quilometros finais, uma turma fica para trás: o grupo é dividido. A surpresa fica com eles passando por nós de carro: pegaram carona com um politico da região, esse tem 4 votos garantidos!

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Em fim, chegamos ao simpático Empório Caipira. Que nos serviria o famoso “macarrão na chapa” tão comentado durante TODA a caminhada como conforto e estímulo para continuarmos caminhando e ignorando a dores nas pernas, pés, dedos e o desconforto geral do corpo.

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A decoraçao do restaurante conta com bonequinhos e muitas miniaturas de ambientes.

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Para minha “surpresa” (claro que eu ja esperava isso), o macarrão tinha carne, entao fiquei só na basica batatinha frita… que estava uma delicia =P

5 horas de caminhada, das 17:00 as 22:00.

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As Minas Gerais e seu SubMundo ~


Ruas de Ouro Preto, durante a noite ~,
upload feito originalmente por De’h Corrêa.


São 05:00am, estamos prontos para viajar. A idéia é passar a manhã em Ouro Preto, almoçar por lá e em seguida pegar a Maria até Mariana.

Meu pai acompanha eu e meu primo nesta viagem. Faziam poucos dias, eu havia passado algumas horas em ouro preto com amigos na volta de uma cachoeira em Itabirito, cidade vizinha. Mas desta vez, diferentemente, eu iria passar o dia por lá.

A estrada até Ouro Preto é tranqüila e está bem cuidada. O Governo mineiro tem investido muito em turismo através da chamada Estrada Real que liga o litoral do Rio de Janeiro até às Minas de ouro de Minas. No caminho temos lindas paisagens para observar, montanhas com vegetação ainda intactas e outras nem tanto. Passamos por diversas cidadezinhas até chegar às ruas de pedra de Ouro Preto.

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Era um domingo tranqüilo, não era uma data turística e não havia nada de especial ocorrendo na cidade. Estacionamos o carro e logo um flanelinha já pediu pra dar uma olhadinha básica em nosso veiculo, pratica comum aqui em BH e nas grandes cidades que já se espalhou para o interior.

O passeio começa tímido devido àquela manha gelada. Ainda sem saber o que iríamos visitar de novo em Ouro Preto, ficamos apenas observando a linda arquitetura colonial e as imponentes igrejas nas praças publicas. Mas logo o sol nasce e espanta a neblina que cobria as gigantescas montanhas mineiras.

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É possível observar, por marcas históricas, como eram divididas as classes sociais nas colônias portuguesas. Os exemplos mais claros ficam expressos nas casas e nas igrejas. As igrejas mais imponentes e cheias de ouro eram os templos da alta sociedade enquanto as mais simples serviam de refugio para os oprimidos.

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Um dos “detalhes” que achei interessante nessas igrejas colônias é a forma como a morte esta inserida na arquitetura das mesmas. Em muitas, as pessoas importantes eram enterradas dentro da própria igreja no tablado abaixo dos pés dos fiéis que se ajoelhavam ao rezar. Mas para o resto da população havia um terreno ao lado da igreja com diversos túmulos à espera. Isso quando a pessoa tinha sorte de ser enterrada.

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Ah! É uma delicia andar por Ouro Preto! Aquelas casinhas todas coladinhas umas nas outras. Cada uma com seu charme e estilo à moda antiga. Hoje como uma cidade turística, nos oferece o melhor da comida mineira (que eu como vegetariano não aprecio) e o artesanato típico da região, com destaque para a pedra sabão.

E foi andando pelas ruas de Ouro Preto que encontrei o meu amor que me esperava na janelinha de sua casa. =P

Tá me esperando na janela, ai, ai ~


Mas, o que esta por trás de todo esse encanto dourado das igrejas e o requinte da arquitetura colonial?

São poucos, muito poucos os turistas que tem a oportunidade de visitar o SubMundo dos Escravos. Não tão distante da praça de Tiradentes, por cerca de dez minutos de carro em direção a Mariana, é possível visitar a maior mina de ouro aberta ao publico do mundo. Todos nós sabemos que Ouro Preto, assim como as grandes cidades coloniais, foi erguida pelo sofrimento causado pela escravidão. Isso é contado em TODOS os livros de história de nosso país. Mas quem realmente ja visitou a morada dos escravos? Não falo das Senzalas nem das plantações de Café, em comparação, esses locais deveriam ser considerados paraísos para os escravos! Uma vez que era possível ver a luz do sol.

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Para cada Tonelada de pedra retirada em uma mina, conseguia-se extrair cerca de 2g de ouro. Minas Gerais, no auge de sua mineração, conseguiu 700 TONELADAS de ouro. Olha, confesso que não consigo fazer a conta de quantas toneladas de Pedra foram retiradas para se conseguir essa quantia de ouro. Mas imagino cerca de 100 mil pessoas (escravos) tentando sobreviver no submundo das Minas de Ouro. No Brasil, são poucas as minas de ouro ativa. Mas hoje em dia as coisas melhoraram significativamente, não que seja uma maravilha trabalhar em uma mina, mas já existe até segurança no trabalho. Contudo essa realidade ainda é vivida em outras nações. O estúpido governo Chinês ainda consegue manter práticas escravocratas em seu regime tosco.

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Hoje a Mina da Passagem é atração turística, mas ainda pouco conhecida até pelos próprios mineiros. Há 20 anos ainda se extraia ouro dela. Só indo até ela para constatar o quão árduo era o trabalho dos mineiros. É possível visitar 800 metros dos 32 Kilometros da mina.

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Altar de Nossa Senhora, Mina da Passagem.


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Ficamos cerca de uma hora dentro da mina, apreciando cada detalhe resultante da intensiva escavação. No local, além da mina de ouro, existem outras atrações como jogos e atividades de Aventura: Tirolesa, escalada e etc. Vale muito a pena dar uma olhada. =D

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Voltamos à Ouro Preto, almoçamos e pegamos à Maria Fumaça em Direção à Mariana.

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Uma viagem gostosa ao som da velha Maria que corta as montanhas Mineiras. Diáriamente o trem liga Ouro Preto à Mariana em uma viagem de mais ou menos uma hora e meia. Nada cansativo.

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O trem além de ligar as duas cidades é uma atração não somente para os turistas. Durante seu percurso vemos crianças correndo e gritando: “Olha o trem! Olha o trem!”. Elas saem de suas casas e vem ver a Maria passar.

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Mariana é uma cidade bem simpática. Ela se encontra em um vale entre as montanhas, o que faz dela menos “morrosa” que Ouro Preto. Arquiterura semelhante, pra não falar idêntica, à da cidade vizinha. Mas o que me chama mais atenção é o charme das pequenas Janelas, muito bem cuidadas por sinal.


Não ficamos muito tempo em Mariana, o suficiente apenas para atravessar toda cidade e pegar um ônibus de volta. Sim, a cidade é muito pequena. Pelo menos a região central dela é. A praça principal é o “point”, acho que muito da população de Marina é composta por universitários e a praça fica lotado deles… bebendo. Funk é a musica que ecoa por Mariana.

Voltamos à Ouro Preto e ficamos até o anoitecer para fotografar e apreciar a noite ouro pretana. No caso, a foto abre o post. Chegamos em casa às 23:00, exaustos mas satisfeitos.

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Rebolation – Raves! ~

Rebolation ~, upload feito originalmente por De’h Corrêa.


DÁ O PLAY QUE O ASSUNTO AGORA É RAVE!

A música toca a uma altura estonteante, as pessoas dançam ao som do tuntz-tunz durante horas a fio. A festa começa às 20:00 e só termina às 20:00 do dia seguinte. Malabares invadem o “dancing floor” cuspindo fogo e girando bandeiras coloridas dando um ar encantador ao ambiente. Em meio à natureza, a música eletrônica rola sem parar.

De fato, uma festa estilo “Paradise” onde garotas lindas desfilam a moda Trance e os garotos seus corpos sarados “fritando” ao sol. Um tipo de festa que de fato encanta qualquer pessoa (normal).

Bom, mas o que se esconde por trás de toda essa mágia?

Sibele ~Ajeitando o cabelinho ~Até que a grama vire lama ~

A tentativa de criar um lugar paradisíaco, onde todas as tribos poderiam se reunir em paz ao som da música eletrônica; um lugar onde todas as pessoas seriam felizes… parece se frustrar a cada rave que passa. Atualmente, as Raves tem sido alvo de diversos noticiários em todo território nacional. Qual seria o problema deste Paraíso?

Onde está o ponto fraco destas festas, que ao meu ver, tinham TUDO para conseguirem o que queriam?

As Raves apresentam um ambiente místico, mas para mim não passa de mais uma festa comum; podemos dizer que ela ideológicamente difere das demais festas, contudo, na prática, o que ocorre é basicamente o mesmo. Boates e micaretas, dentre outras, são algumas das modalidades de festas que ocorrem na nossa sociedade. E as festas Raves (importadas da Índia) nada mais oferece do que uma forma diferente de acontecer tudo o que acontece nas demais, uma vez que esta se inserindo em nossa cultura.

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Como disse anteriormente, o que acontece nas raves… acontece nas demais
festas de nossa sociedade. Quero enfatizar isso por que vou tocar na polêmica que estas festas tem gerado por todo país: As Drogas.

Olha, não vou gastar meu dedo no teclado falando das drogas. Chega!
Todos que estão lendo este post sabem muito bem seus efeitos e para onde as drogas levam as pessoas neste e no outro mundo. Só falo que não tenho NADA contra quem USA, mas tenho TUDO contra as drogas.

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Bom, mas o fato é que neste mundo todas as festas são contaminadas. Não há uma que você pise e que as Drogas não estejam presentes.
(entenda Festa no contexto apresentado, não estou falando da festinha de aniversário
do seu priminho de um ano)
Seja na forma da Cerveja ou na forma da Maconha, essas substâncias que alteram e degradam a mente, estão lá.

Acontece é que pelo ar místico apresentado nestas festa, alias muitas vezes associados com o Budismo (e outras religiões), as pessoas encarnam essa idéia de paraíso (nirvana, Buda?) e o índice de uso de Drogas é Altissímo.
O consumo de Drogas em Raves é maior do que em outras festas.

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É uma pena. Legal, nesse mundo, seria se os seres soubessem festejar ~
Se soubessem o tanto de sofrimento acarretado pelas drogas, não só para eles mesmos, mas para seus familiares e para sociedade como um todo; Se conseguissem vislumbrar essa nuvem de lágrimas, tenho certeza que parariam na hora, até mesmo o mais dependente delas.

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Mas é algo muito difícil de acontecer, visto que as drogas apresentam à mente um mundo lindo e amoroso. Sabe? Aquele mundo com que todos sonhamos? As drogas jogam ele falsamente em nossas mentes, produzindo um falso amor e denegrindo nossa mente, vida e relacionamentos.

A busca pelas drogas, como disse meu professor de budismo, é na verdade uma busca espiritual. As pessoas buscam esse mundo perfeito, é natural que nossos corações anseiem por ele, pelo nirvana. Mas a diferença é onde cada um de nós vai buscar. Muitos seres buscam, infelizmente, nas drogas.

Acabei saindo um pouco do assunto, não quero converter ninguém ò_ó
se você usa drogas, beleza… eu medito. =*

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Mas voltando as Raves, alguns jovens tem morrido no “Dancing Floor”
(sim o mesmo local onde os malabares cospem fogo e rodam bandeiras coloridas =D) .
devido a esse excesso do consumo de drogas. Resta às autoridades regulamentarem e exigirem segurança, vigilância e atendimento médico MÍNIMO para que isso não ocorra mais. É injusto acabar com as Raves por este motivo.

O consumo de drogas não vai acabar nem nas Raves, nem nas outras Festas e nem em qualquer outro lugar deste mundo. O que pode acontecer é que isso diminua. A única medida que poderia acabar com as drogas neste mundo é a conscientização das pessoas, apenas isso.

Vale lembra que não é todo mundo que usa drogas nas Raves, bem como nas outras festas. Eu mesmo vou em Raves e tenho amigos que vão e não usam, apenas se divertem com a música e as pessoas. Quer melhor modo de festejar do que esse? Não tem. =D

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