Pelas Lentes de André Corrêa

Posts Tagged ‘Buddhism’

Make off! – Ensaio: Coloque uma criança na rua!

Fala pessoal! Acabei de receber as fotos que minha amiga Rachel Montenegro (Designer) fez enquanto eu fotografava a mulecada na favela! Ficaram emocionantes! Mais uma vez, o sorriso gigante da Ingrid está em cena!!

Post to Twitter


Coloque um muleque na rua ;D

Sim, coloque um muleque na rua… Esse é o slogam de uma campanha muito legal, realizado por um centro evangélico localizado bem no centro de uma favela, aqui em BH. Muitas pessoas critícam muito essa religião, mas não sabem realmente o quão ela é importante pra nossa sociedade. De todas, a religião evangélica é a mais infiltrada nas favelas do BRASIL, e intervem positivamente na comunidade local mais do que qualquer outra instituição municipal/estadual/federal ou religiosa. E esse projeto é mais uma prova disso. O Trabalho deles é transformarem crianças de rua em verdadeiros atletas de maratona! No projeto, as crianças recebem muito carinho, ensino religioso, comida e um treinamento profissional além de terem a oportunidade de viajar o país correndo atrás de maratonas! Aos que vivem críticando os evangélicos, repessem o que realmente deve ser criticado.

Post to Twitter


A Morte, o melhor momento para meditar ~

Há duas semanas atrás, participei de outro retiro budista, em Casa Branca (MG). Novamente, o assunto principal era a morte. No Budismo, essa temática é essencial. Ouvi muitos ensinamentos preciosos expostos pela Lama Khadro. O Tema é tão intrigante, que resolvi fazer um compilado de textos a cerca do mesmo assunto. Espero que vocês possam compreender a essência de cada palavra escrita abaixo, e que possam pensar de forma positiva sobre a morte, a partir de agora. As fotos que seguem, ilustram o clima em que ensinamentos assim são expostos no templo. Que todos os seres possam se beneficiar.

Chagdud Khadro abençoando um Mala, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Ironicamente, podemos descobrir que meditar sobre a morte não é, em nenhum sentido, um exercício mórbido.

Somente quando deixamos de contar com o benefício de algo que tínhamos como garantido (o telefone ou um olho, por exemplo) é que somos levados ao reconhecimento de seu valor.
Quando o telefone é consertado, ou quando a bandagem é removida do olho, por um breve período exultamos por tê-los de volta, mas logo os esquecemos novamente. Por tê-los como garantidos, deixamos de ter consciência deles.
Da mesma maneira, considerando-a garantida, deixamos de estar atentos à vida (já que ficamos aborrecidos e queremos que algo excitante aconteça). Ao meditar sobre a morte, paradoxalmente nos tornamos conscientes da vida.
Para começar, notamos como é extraordinário estar aqui. A consciência da morte pode nos sacudir e nos despertar para a sensualidade da existência. A respiração deixa de ser uma inalação rotineira de ar e torna-se ação pulsante de sorver a vida. O olho é estimulado para o jogo de luz, sombras e cores; o ouvido, para a intrincada mistura de sons.
É a isso que a meditação conduz. Permaneça com isso; repouse nisso. Note como a distração é uma fuga disso, uma maneira de evadir-se do admirável para nossas preocupações e nossos planos.
A questão central sobre a morte, existente em todas as tradições religiosas, é: quem é que morre? Jesus fala em ter de “morrer” para ganhar a vida eterna. Da mesma maneira, Buda disse que tinha atingido o “estado sem morte”, também chamado de “estado não-nascido”. Quem é que “não morre”?
Referências a um “estado sem morte” e a uma “vida eterna” nas tradições religiosas do mundo levantam uma questão a respeito das suposições materialistas tidas como certas no Ocidente. Somos inevitavelmente vítimas da morte?
As tradições espirituais apontam para uma realidade mais profunda na qual a vida após a morte é flexível. Quem é que morre? Enquanto me identificar com este corpo, eu vou morrer. Se eu me identificar com minha inteligência, minha educação, talentos e realizações, desejos, imaginação, projetos, empreendimentos, pensamentos e memórias, eu vou morrer. Todos os eventos mentais dependentes do sistema nervoso humano cessarão quando o sistema nervoso morrer. Sua mente e sua inteligência, dependentes do cérebro, morrerão quando o cérebro morrer.
O que não é dependente do corpo não pode morrer. Aquilo a que o Buda se refere como “sem morte” é a consciência pura — ampla, vívida e atenta, sem se agarrar ou se identificar –, a conscientização livre da identificação com o corpo e que observa as sensações surgirem e passarem, que observa os eventos mentais e os sentimentos, que observa todos os fenômenos surgindo e passando no espaço como nuvens que se dissolvem no céu. Se eu não estou identificado com este corpo, com as memórias, desejos ou sentimentos, quem morre?

O que fazer quando alguém morrer?!

• Estabeleça o refúgio e a boditchita
Quando um ser humano ou animal morre em nossa presença, devemos deixar de lado o choque, o pesar e outras emoções ou atividades que nos distraiam e pensar: “Este momento após a morte é uma oportunidade de liberação. Agora, vou oferecer o meu apoio nesta transição.” Devemos ter confiança nas bênçãos da nossa linhagem espiritual, na nossa compaixão, nos meios hábeis da nossa meditação e no carma positivo do falecido. O próprio fato de estarmos presentes em tal momento indica uma interdependência cármica. Assim, buscamos refúgio e invocamos o poder de nossa intenção e treinamento espirituais.
• Bata de leve no alto da cabeça
Se possível, bata de leve no chacra da coroa do falecido para direcionar a consciência sutil para cima. Evite tocar em outras áreas do corpo, especialmente nas solas dos pés, para evitar um movimento desfavorável da consciência para baixo. Contudo, se você não puder evitar que outros manipulem o corpo, não perca tempo com discussões. Ao invés disso, ponha em prática o seu método com atenção total.
• Sussurre no ouvido
A audição é o último dos sentidos a parar de funcionar, por isso é útil sussurrar no ouvido do falecido: “Agora que você respirou pela última vez, direcione a sua mente para a natureza absoluta de sabedoria e compaixão.” Também é benéfico sussurrar mantras, especialmente o mantra de Amitaba ou o mantra darani longo de Akshobia, logo após o último suspiro. Se a pessoa não for budista, talvez seja preferível fazer uma recitação mental, silenciosa.
• Powa e a meditação de Tara Vermelha para os mortos
Se você tiver feito o treinamento do Powa dos Três Reconhecimentos de Amitaba, deve iniciar a prática de transferência o mais cedo possível. Assim como a recitação de mantra, a prática de Powa pode ser feita baixinho ou em silêncio, ou, se for apropriado, até em um outro quarto.
Também é muito eficaz fazer a meditação de Tara Vermelha para os falecidos, incluída na prática concisa de Tara Vermelha. Essa prática, escrita por S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, é uma prática de transferência no sentido de que através dela fundimos a consciência do falecido com a mente iluminada de Tara, que tem presente, acima de sua cabeça, Amitaba, o senhor da família Lótus. Contudo, para fazer essa prática é preciso ter a iniciação de Tara Vermelha.
• Outras preces e meditações para o momento da morte
Muitas sadanas longas contêm preces especiais para a transição do momento da morte que não requerem iniciação. No final da sadana de Powa, há uma prece a Amitaba; no final da Chuva de Bênçãos, há a “Ieshe Sanglam” a Guru Rinpoche. Será muito útil memorizar ou ter sempre consigo tais preces, pois não há como prever quando precisaremos delas.
As preces ao guru e à deidade meditacional apóiam a transição do falecido ao rodeá-lo com um ambiente de fenômenos puros. A dedicação do mérito gerado pela prática cria ainda mais benefícios.
• Avisar os lamas, as sangas e outros praticantes
No momento da morte podemos delegar a tarefa de avisar os mentores espirituais, amigos ou parentes, para que possamos nos concentrar na prática. O momento da morte pode provocar muita atividade, e nós, como praticantes, precisamos nos focar nas prioridades e oferecer aquilo que possa trazer maior benefício.
Se você pedir a alguém que avise os lamas, as sangas e os praticantes em retiro, deve em seguida mandar emails com o nome da pessoa, a relação dela com você, a idade, o local e as circunstâncias da morte dela. É apropriado fazer oferendas em nome do falecido e patrocinar lamparinas e cerimônias especiais. As sangas colocarão o nome do falecido em suas listas de preces, e este nome será lido quando fizerem a prática de Tara.
• Nunca é tarde…
Algumas práticas como a de Powa e as cerimônias tradicionais de 49 dias para os mortos devem ser realizadas dentro de um determinado período. Outras práticas, porém, podem ser feitas contanto que nos lembremos do falecido. Entre estas estão a prática de Akshobia , a oferenda de sur, o patrocínio de tsogs em nome do falecido, contribuições em nome dele para instituições que desenvolvam projetos humanitários ou espirituais e o salvamento da vida de animais que de outra forma morreriam logo. O mérito de nossas oferendas beneficia os falecidos onde quer que tenham renascido. Se tiverem despertado para o estado búdico, o mérito consuma a intenção deles.
Apesar de todos termos vivido e morrido através de inumeráveis renascimentos, nenhum de nós se lembra da experiência da morte. Não sabemos o que a morte realmente é. De acordo com os sutras, quando morremos ainda estamos totalmente conscientes de tudo o que está à nossa volta. Podemos ouvir a voz calma do médico ou os lamentos da nossa família. Podemos ainda ver pessoas se juntando ao redor de nosso corpo, tentando mover nosso corpo que agora está sem batidas de coração e respiração. Podemos nos preocupar com as várias coisas que necessitam ainda ser completadas. Podemos sentir a nós mesmos nos movendo entre nossa família e amigos, querendo dizer a eles o que deveriam fazer. Mas, todos estão cheios de tristeza e ninguém pode nos ver ou escutar.
No Reader’s Digest, saiu uma vez um artigo sobre a experiência de quase-morte de um homem. Um dia, enquanto dirigia, ele sofreu um grave acidente; o carro ficou completamente destruído, e ele morreu na hora. Quando a ambulância, os médicos, a polícia e sua família chegaram ao local, sua consciência já havia deixado seu corpo e ele se sentiu flutuando no ar. Podia ouvir um rumor, um grupo de pessoas discutindo sobre como o acidente ocorrera. Então ele foi até o oficial de polícia e tentou contar-lhe o que de fato ocorrera. Mas o oficial não podia nem vê-lo nem escutá-lo. A essa altura, ele só tinha sua consciência e já não tinha mais a posse de seu corpo. Finalmente ele tomou consciência de que estava flutuando fora de seu corpo, vendo seu próprio corpo como um observador. Em seguida, se encontrou passando, numa velocidade incrível, através de um túnel longo, escuro e estreito.
Uma outra pessoa também relatou sua experiência de quase-morte após sofrer um ferimento grave na cabeça e ser trazida de volta de seu leito de morte. Ela conta: “Lembro que minha cabeça fez ‘boom’ e perdi a consciência. Depois, senti apenas uma sensação de estar aquecido, confortável e em paz”. Isto porque no momento que nossa consciência deixa o corpo, ela não mais está confinada e pode sentir um nível de conforto e serenidade que não teria experimentado antes. Uma outra pessoa também disse o mesmo de sua experiência de quase-morte: “Quando estava morrendo, tive uma sensação extremamente boa e pacificadora”. Outro homem descreveu sua experiência dessa maneira: “Senti que estava leve como uma pluma. Eu voava livremente em direção a um mundo de luminosidade!”. A morte pode não ser tão amedrontadora e horrível como nós imaginávamos.
Nos sutras está escrito que nossa vida nesse mundo é incômoda e desajeitada, não diferente da situação de uma tartaruga curvada sob o peso de sua carapaça. Quando morremos, podemos nos livrar desse peso e transformar uma existência que estava confinada pelos limites do corpo físico. Porém, quando estamos diante da morte, a maioria de nós ainda tenta se apegar às sete emoções mundanas e aos seis desejos sensuais. Ainda não conseguimos nos desprender de nossos filhos, filhas, netos ou de nossos bens. Não queremos morrer e não aceitamos a morte graciosamente. Pensamos na morte como uma experiência dolorosa, como quando se rasga o casco de uma tartaruga viva. O Budismo não compartilha dessa visão da morte. O Budismo nos ensina que quando morremos, nos libertamos desse corpo e nos sentimos extremamente à vontade e livres. É como se tirássemos das costas um grande peso. Como isto é leve e livre!

Independente de sermos espertos ou lerdos, bons ou maus, todos nós temos de encarar a morte. A morte não é uma questão de se, mas uma questão de quando e de como.

Post to Twitter


A Terra – O Blog em Vídeo!

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=4VV92eK3w5w&w=490]

A partir de hoje, todos os leitores que acessarem o Blog pelo endereço www.aterra.com.br verão esse vídeo como à abertura do site! O vídeo tem 1m e 40s, e foi pensado para ser uma apresentação do blog para você, leitor! Eu espero que com ele vocês entrem mais no clima do Blog, que prometo trazer muitas novidades nesse novo ano! O vídeo contém trechos de filmagens dos canais da National Geographic e Discovery Channel, dois canais que inspiram meu trabalho como fotógrafo. Estou com vários projetos para o Blog esse ano, um deles é trazer para vocês míni-documentários e reportagens sobre o mundo que me cerca. Nada grandioso no sentido de viagens exóticas, mas tenho certeza que conseguirei bastante fotografias e histórias interessantes da Terra ao meu redor.

À todos um Feliz Ano de 2009!

Que todos seres possam ser felizes e encontrar a causa da felicidade!

Post to Twitter


Nectar of the mind ~


Nectar of the mind ~, upload feito originalmente por De’h Corrêa.

Acendi esse incenso para uma pessoa que amo muitooo. Hoje, tenho certeza que minhas preces chegaram até ela e isso me motiva a querer cada vez mais o bem de todos os seres.

Vocês sabiam que rezar para alguem, de fato, ajuda a pessoa?

Uma experiencia realizada na Universidade de Brasília (Unb) reuniu religiosos de diversas tradições e a eles foram dados fotografias de pessoas para que eles rezassem para elas. Na universidade, foi constatado (por exame de sangue) que os voluntários que receberam as preces tiveram seu sistema imunológico fortalecido! Coincidência?! ;)

Fonte:
http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/2008/04/11/pesquisadores-avaliam-efeitos-da-espiritualidade-sobre-o-organismo/

IMG_5071

Post to Twitter


A morte do Buda, um novo discípulo ~


Nobres Discípulos, originally uploaded by Deh!.


Mantra da Nobre Mãe Tara Verde

“Então, descobri essa profunda verdade. Tão difícil de se perceber, difícil de se compreender, tranqüilizante e sublime. A qual não é para ser ganho por mero intelecto e é visível apenas ao sábio.” Buda ~

É tão difícil falar de algo tão simples! Mas vou me aventurar em falar da simplicidade do sorriso de um Buda.

-


Buda não era um Deus, nem se proclamou filho do mesmo ou enviado por ele. Buda era um ser humano comum, como eu e você… A não ser pelo fato de ter nascido em um reino e ser justamente o filho do Rei!

Sidhartta, o Buda, era um belo príncipe na antiga Índia há 2500 anos atrás. Cercado de todo o luxo que um reino próspero podia oferecer. Ele tinha a tão sonhada vida dos “Deuses”. Todos os dias participava de festas; dezenas de cortesãs o esperavam em seu quarto; comia e bebia os melhores pratos da culinária Indiana. Estudou as ciências da época com os melhores mestres e se tornou um grande guerreiro, aos 20 anos.

Sidharta, possuia tudo! Imagine você! Com toda a riqueza, beleza e saúde de Sidharta, o que você faria… hein?

O carro do ano? Sim, você poderia comprar.
Uma Canon EOS 40D? sim! *_*
Viajar o mundo? Porque não? A grana é tua!

Meditação Budista analisada cientificamente,
National Geographic Channel.

Na verdade, era o que Sidharta possuía… Além de toda a fama e poder. Afinal era um príncipe, tinha poder politico e poderia influenciar até na religião local… se quisesse.

Definitivamente,

Sidharta não era um Santo;
Era um ser humano, com defeitos e virtudes, como eu e você.

“Conta-se” que certa vez, Sidharta caminhava por seu Castelo de Primavera e parou para observar uma flor, que diferentemente das outras, estava murcha. Pela primeira vez na vida, Sidharta via algo que não era belo. Afinal, todas as flores de seu palácio, bem com as mulheres, eram lindas, cheirosas e cheias de vida.

Logo em seguida, um vulto passa por Sidharta que o assusta! Era um rapaz impregnado de sangue que escorria de uma ferida em seu corpo. O garoto gemia de dor e lágrimas escorriam de seus olhos. O que fez Sidharta estremecer. Mas, ao ver aquela cena, algo se esquenta no centro do peito de Sidharta que, por impulso, o faz perder o medo e se aproximar daquele homem e pergunta-lo:

- O que você tem?
- Estou doente, tenho câncer… – Respondeu o garoto
- O que isso significa?
- Em breve, a minha vida se extinguirá…
- O que eu posso fazer por você?
- Nada, nem os médicos puderam me salvar, eu irei morrer.

Meu Altar Budista
Meu altar budista

“POR FAVOR, O QUE EU POSSO FAZER POR VOCÊ!!!
Gritando, Sidharta acorda do pesadelo.

Ele olha para o lado, e vê sua linda esposa dormindo. Mira mais ao fundo e contempla o berço de seu filho. E pensa consigo mesmo: “Vou perder vocês, mas porque se eu os amo tanto? E nada vou poder fazer quando estiverem a beira da morte.” (Sidartha já era um homem casado nessa época, e mantinha firme seus votos de esposo).

Naquela mesma noite, Sidharta toca os lábios na testa de sua esposa. Se dirige até o berço de Rahula, mas não consegue olhar nos olhos do filho, dá as costas e chora pela primeira vez.

Novamente, aquela sensação quente invade o peito de Sidharta, e ele ganha a coragem para fugir de seu palácio, do seu mundo encantado. Abandona a esposa, o filho, o pai, o palácio, as festas as riquezas e toda sua vida fácil.

Para quê? Para dar de cara com aquilo que ele sempre vinha ignorando: a verdadeira realidade das coisas. O sofrimento.

http://dehcorrea.blogspot.com/
Tara Vermelha, a forma feminina do Buda.

O sofrimento impregnado em cada movimento da vida. Ao andar, Sidharta pisava em formigas. Ao olhar para o lado, um gavião atacava um pequeno pássaro. Mais a frente, um velho passava fome e mais adiante um corpo humano podre era comido por abutres. Sidharta observa que seu próprio corpo fora construído para adoecer e apodrecer até a morte. Aquele corpo que fora veiculo de todos os prazeres na juventude, na velhice seria fonte de toda a dor!

A sensação quente no peito é ofuscada pela mente turbulenta que começa a perturbar Sidharta. Aquela dezenas de “Porquês” tomam conta de sua mente e, como se fossem ladrões, roubam a serenidade do príncipe.

Soninha e Lama Tsering
Soninha e Lama Tsering – Hospital dos Olhos em Nova Lima

Inconformado com sua sina, que seria a mesma de sua esposa e de seu filho, Sidharta tenta buscar um meio de se livrar da morte e dos sofrimentos da vida. Mais do que qualquer coisa, ele não queria ver as pessoas que mais amava sofrendo.

Não foi um ato irresponsável ou desesperado abandonar o castelo, e sim um puro ato de amor e compaixão por aqueles que ele mais amava. Sidharta abria mão de tudo para poder achar o caminho que poderia aniquilar o sofrimento da vida das pessoas que ele mais amava. Sem que elas precisassem fazer o mesmo.

Sidharta senta-se embaixo de uma Arvore, cruza as pernas na posição de lótus perfeita, coloca a palmas das mãos juntas sobre seu colo, fecha ligeiramente os olhos e jura só se levantar quando descobrisse a resposta sobre o sofrimento.

Quarenta e nove dias e quarenta e nove noites se passam, na manha seguinte a brisa toca o rosto do principe juntamente com os primeiros raios do sol. Um sorriso brota no rosto daquele que acabará de se tornar um Buda.

O Buda se levanta e se banha no rio Ganges que corria logo em frente de onde meditara incessantemente. O Corpo parecia fraco, mas sua mente parecia um oceano calmo. Uma garota que passava por perto, viu o jovem e lhe ofereceu um prato de comida.

Ao olhar nos olhos do Buda, a garota chora e pergunta:
- Quem é você? Você é Deus?

O Buda, com aquele mesmo sorriso que tinha ao levantar de sua meditação, responde com uma serenidade que aquece e alimenta o coração da mocinha:
- Eu sou o Amor, eu sou a Compaixão.
- Até ontem a noite eu era um ser humano comum, mas hoje a minha mente encontrou aquilo que todos nós procuramos e meu coração se tornou livre. Eu despertei do sono da ignorância.

Budismo, A Ciência da Mente. Parte I
National Geographic Channel

Budismo, A Ciência da Mente. Parte II
National Geographic Channel

http://dehcorrea.blogspot.com/
Lama Tsering e Igor, Templo Budista em Casa Branca / MG

Post to Twitter