Pelas Lentes de André Corrêa

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Make off! – Ensaio: Coloque uma criança na rua!

Fala pessoal! Acabei de receber as fotos que minha amiga Rachel Montenegro (Designer) fez enquanto eu fotografava a mulecada na favela! Ficaram emocionantes! Mais uma vez, o sorriso gigante da Ingrid está em cena!!

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Coloque um muleque na rua ;D

Sim, coloque um muleque na rua… Esse é o slogam de uma campanha muito legal, realizado por um centro evangélico localizado bem no centro de uma favela, aqui em BH. Muitas pessoas critícam muito essa religião, mas não sabem realmente o quão ela é importante pra nossa sociedade. De todas, a religião evangélica é a mais infiltrada nas favelas do BRASIL, e intervem positivamente na comunidade local mais do que qualquer outra instituição municipal/estadual/federal ou religiosa. E esse projeto é mais uma prova disso. O Trabalho deles é transformarem crianças de rua em verdadeiros atletas de maratona! No projeto, as crianças recebem muito carinho, ensino religioso, comida e um treinamento profissional além de terem a oportunidade de viajar o país correndo atrás de maratonas! Aos que vivem críticando os evangélicos, repessem o que realmente deve ser criticado.

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Artigo: Migre da Foto para a Fotografia

Hoje em dia está muito fácil possuir um “equipamento registrador de imagens”. Não estou falando só em câmeras fotográficas uma vez que celulares, caixinhas de fósforo e até mesmo canetas conseguem bater uma foto. Também, não vou entrar no mérito da qualidade desses equipamentos. Afinal, não sei qual o “equipamento registrador de imagens” você possui, mas o que eu quero-lhe dizer é: Migre da FOTO para a FOTOGRAFIA.

Você consegue perceber a diferença entre uma FOTO e uma FOTOGRAFIA? FOTO, do latim PHOTO, significa simplesmente LUZ. Não há nada de errado em se “bater uma FOTO”. É o que a maioria das pessoas fazem. Elas pensam: “Vou bater uma foto daquela Flor” e então, elas pegam a câmera, miram a flor e clicam! Pronto, a Foto está feita – Isso é o que eu chamo de “bater uma foto”. Agora, imagine que ao invés de bater uma foto, você vai fazer uma Fotografia da Flor. Infinitas possibilidades de registro, da mesma Flor, surgem apenas adicionando o sufixo “Grafia”.

Num contexto mais amplo, Fotografia significa comunicar com a luz. Dizer algo com ela. Seja um sentimento, uma IDÉIA, pensamento, informação ou emoção: A Fotografia tem que se comunicar com o mundo. O que você quer comunicar com a fotografia de uma Flor? Os detalhes da perfeita mãe-natureza? As cores da Terra? O sacrifício de sua própria existência em meio uma selva de pedra urbana? Agora sim, depois de entender o que essa flor significa para o planeta Terra: mire, clique e Fotografe a sua Idéia. Independente de qual é o seu equipamento fotográfico, se é um celular ou uma câmera amadora: Migre da Foto para a Fotografia.

Talvez você não possa trocar seu equipamento por agora, mas o olhar sobre seu trabalho você pode! Não é o equipamento que define se você é um Fotografo ou não. O que adianta ter uma câmera profissional se o que você vai bater são apenas mais fotos? Melhor é treinar o seu olhar e aprender a comunicar com suas fotos, aí sim: você é um fotógrafo e já pode ter sua câmera profissional! Não me entenda mal, não há nada de errado se em bater uma foto, eu mesmo ainda faço isso e não duvide que o Sebastião Salgado também faça! Mas entenda que, à medida que você migra da foto para a fotografia, você deixa de “mexer com foto” e se torna um Fotógrafo.

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O Pastor e os Punks

De um lado, um Pastor empunhado de sua Bíblia. Do outro, um grupo Punk armado de suas ideologias. Os dois pregando as suas verdades incontestáveis.

Algo que adoro neste mundo são os contrastes. Não apenas das cores ou do preto e branco das fotografias. Os contrastes ideológicos são bastante intrigantes. Nesta cena, o pastor defende a liberdade humana através da Bíblia já os Punks procuram a liberdade no Anarquismo (que também já deve ter  lá o seu tratado). O interessante pra mim, é essa eterna busca humana pela liberdade, que afinal de contas, aonde ela está? Na religião? Na politica? No dinheiro? Na posição social? – Do meu ponto de vista, cada um encontrará a sua, a sua maneira, momento, circunstancias e principalmente: mérito. Uma discussão de ideologias tão diferentes (com todo respeito às duas ideologias) pode ser, no minimo, cômico! hehe

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Nas Feiras a gente encontra…

CD Pirata!

Cata-Ventos e outros brinquedinhos!

Franguinho de ponta-cabeça!

Franguinho de ponta-cabeça!

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Sobre o Mel, as Flores.

Não sou biólogo, nem quero me arriscar nesta área. Mas ainda me lembro das minhas aulas de biologia no colegial, hehe. Como amante da natureza, entendo as abelhas como um dos insetos mais importantes da Terra. Um inseto extremamente pacífico uma vez que não precisa matar para se alimentar o que, do meu ponto de vista, favorece bastante um comportamento amigável. Por mais que elas tenham ferrões em seus corpos, isso não faz delas seres peçonhentos, já que só o usam para se defender quando se sentem ameaçadas. Mesmos nos humanos somos cheios de ferrões (invisíveis), já abelhas possuem apenas um. Além disso, as abelhas fazem um trabalho fundamental na manutenção da vida na Terra. Um trabalho louvável que além de manter viva a própria espécie, contribui para a disseminação e reprodução de outras. Coisa que nós humanos deveríamos aprender com elas.

Não sei se vocês já viram um desenho animado da DreamWorks que se chama “A História de uma Abelha”. Vale muito a pena ver! Estou notando que os desenhos animados estão cada vez mais interessantes e servindo para conscientizar as novas gerações (e as velhas) do mundo que precisarão salvar! Abaixo segue o trailer do filme.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=puXINdXQgRo]

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Especial: Artesã Dona Zezinha

Neste post quero homenagear uma artesa em especial: Dona Zezinha. Mais uma vez, nos hospedamos em sua “Casa de Visitas” onde sempre fomos muito bem recebidos. Desta vez, já conhecendo o magnifico trabalho desta grande mulher, me preparei para fotografar suas peças, para que eu pudesse mostrar a vocês a belíssima arte que as mãos de D. Zezinha é capaz de produzir. Espero que gostem!

Se você se interessou pelo trabalho da artesã e quiser entrar em contato com ela é só me pedir via comentário ou e-mail (andrecorrea@aterra.com.br) que envio o telefone da D. Zezinha. Se fizer por comentário, deixe seu e-mail.

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A Morte, o melhor momento para meditar ~

Há duas semanas atrás, participei de outro retiro budista, em Casa Branca (MG). Novamente, o assunto principal era a morte. No Budismo, essa temática é essencial. Ouvi muitos ensinamentos preciosos expostos pela Lama Khadro. O Tema é tão intrigante, que resolvi fazer um compilado de textos a cerca do mesmo assunto. Espero que vocês possam compreender a essência de cada palavra escrita abaixo, e que possam pensar de forma positiva sobre a morte, a partir de agora. As fotos que seguem, ilustram o clima em que ensinamentos assim são expostos no templo. Que todos os seres possam se beneficiar.

Chagdud Khadro abençoando um Mala, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Ironicamente, podemos descobrir que meditar sobre a morte não é, em nenhum sentido, um exercício mórbido.

Somente quando deixamos de contar com o benefício de algo que tínhamos como garantido (o telefone ou um olho, por exemplo) é que somos levados ao reconhecimento de seu valor.
Quando o telefone é consertado, ou quando a bandagem é removida do olho, por um breve período exultamos por tê-los de volta, mas logo os esquecemos novamente. Por tê-los como garantidos, deixamos de ter consciência deles.
Da mesma maneira, considerando-a garantida, deixamos de estar atentos à vida (já que ficamos aborrecidos e queremos que algo excitante aconteça). Ao meditar sobre a morte, paradoxalmente nos tornamos conscientes da vida.
Para começar, notamos como é extraordinário estar aqui. A consciência da morte pode nos sacudir e nos despertar para a sensualidade da existência. A respiração deixa de ser uma inalação rotineira de ar e torna-se ação pulsante de sorver a vida. O olho é estimulado para o jogo de luz, sombras e cores; o ouvido, para a intrincada mistura de sons.
É a isso que a meditação conduz. Permaneça com isso; repouse nisso. Note como a distração é uma fuga disso, uma maneira de evadir-se do admirável para nossas preocupações e nossos planos.
A questão central sobre a morte, existente em todas as tradições religiosas, é: quem é que morre? Jesus fala em ter de “morrer” para ganhar a vida eterna. Da mesma maneira, Buda disse que tinha atingido o “estado sem morte”, também chamado de “estado não-nascido”. Quem é que “não morre”?
Referências a um “estado sem morte” e a uma “vida eterna” nas tradições religiosas do mundo levantam uma questão a respeito das suposições materialistas tidas como certas no Ocidente. Somos inevitavelmente vítimas da morte?
As tradições espirituais apontam para uma realidade mais profunda na qual a vida após a morte é flexível. Quem é que morre? Enquanto me identificar com este corpo, eu vou morrer. Se eu me identificar com minha inteligência, minha educação, talentos e realizações, desejos, imaginação, projetos, empreendimentos, pensamentos e memórias, eu vou morrer. Todos os eventos mentais dependentes do sistema nervoso humano cessarão quando o sistema nervoso morrer. Sua mente e sua inteligência, dependentes do cérebro, morrerão quando o cérebro morrer.
O que não é dependente do corpo não pode morrer. Aquilo a que o Buda se refere como “sem morte” é a consciência pura — ampla, vívida e atenta, sem se agarrar ou se identificar –, a conscientização livre da identificação com o corpo e que observa as sensações surgirem e passarem, que observa os eventos mentais e os sentimentos, que observa todos os fenômenos surgindo e passando no espaço como nuvens que se dissolvem no céu. Se eu não estou identificado com este corpo, com as memórias, desejos ou sentimentos, quem morre?

O que fazer quando alguém morrer?!

• Estabeleça o refúgio e a boditchita
Quando um ser humano ou animal morre em nossa presença, devemos deixar de lado o choque, o pesar e outras emoções ou atividades que nos distraiam e pensar: “Este momento após a morte é uma oportunidade de liberação. Agora, vou oferecer o meu apoio nesta transição.” Devemos ter confiança nas bênçãos da nossa linhagem espiritual, na nossa compaixão, nos meios hábeis da nossa meditação e no carma positivo do falecido. O próprio fato de estarmos presentes em tal momento indica uma interdependência cármica. Assim, buscamos refúgio e invocamos o poder de nossa intenção e treinamento espirituais.
• Bata de leve no alto da cabeça
Se possível, bata de leve no chacra da coroa do falecido para direcionar a consciência sutil para cima. Evite tocar em outras áreas do corpo, especialmente nas solas dos pés, para evitar um movimento desfavorável da consciência para baixo. Contudo, se você não puder evitar que outros manipulem o corpo, não perca tempo com discussões. Ao invés disso, ponha em prática o seu método com atenção total.
• Sussurre no ouvido
A audição é o último dos sentidos a parar de funcionar, por isso é útil sussurrar no ouvido do falecido: “Agora que você respirou pela última vez, direcione a sua mente para a natureza absoluta de sabedoria e compaixão.” Também é benéfico sussurrar mantras, especialmente o mantra de Amitaba ou o mantra darani longo de Akshobia, logo após o último suspiro. Se a pessoa não for budista, talvez seja preferível fazer uma recitação mental, silenciosa.
• Powa e a meditação de Tara Vermelha para os mortos
Se você tiver feito o treinamento do Powa dos Três Reconhecimentos de Amitaba, deve iniciar a prática de transferência o mais cedo possível. Assim como a recitação de mantra, a prática de Powa pode ser feita baixinho ou em silêncio, ou, se for apropriado, até em um outro quarto.
Também é muito eficaz fazer a meditação de Tara Vermelha para os falecidos, incluída na prática concisa de Tara Vermelha. Essa prática, escrita por S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, é uma prática de transferência no sentido de que através dela fundimos a consciência do falecido com a mente iluminada de Tara, que tem presente, acima de sua cabeça, Amitaba, o senhor da família Lótus. Contudo, para fazer essa prática é preciso ter a iniciação de Tara Vermelha.
• Outras preces e meditações para o momento da morte
Muitas sadanas longas contêm preces especiais para a transição do momento da morte que não requerem iniciação. No final da sadana de Powa, há uma prece a Amitaba; no final da Chuva de Bênçãos, há a “Ieshe Sanglam” a Guru Rinpoche. Será muito útil memorizar ou ter sempre consigo tais preces, pois não há como prever quando precisaremos delas.
As preces ao guru e à deidade meditacional apóiam a transição do falecido ao rodeá-lo com um ambiente de fenômenos puros. A dedicação do mérito gerado pela prática cria ainda mais benefícios.
• Avisar os lamas, as sangas e outros praticantes
No momento da morte podemos delegar a tarefa de avisar os mentores espirituais, amigos ou parentes, para que possamos nos concentrar na prática. O momento da morte pode provocar muita atividade, e nós, como praticantes, precisamos nos focar nas prioridades e oferecer aquilo que possa trazer maior benefício.
Se você pedir a alguém que avise os lamas, as sangas e os praticantes em retiro, deve em seguida mandar emails com o nome da pessoa, a relação dela com você, a idade, o local e as circunstâncias da morte dela. É apropriado fazer oferendas em nome do falecido e patrocinar lamparinas e cerimônias especiais. As sangas colocarão o nome do falecido em suas listas de preces, e este nome será lido quando fizerem a prática de Tara.
• Nunca é tarde…
Algumas práticas como a de Powa e as cerimônias tradicionais de 49 dias para os mortos devem ser realizadas dentro de um determinado período. Outras práticas, porém, podem ser feitas contanto que nos lembremos do falecido. Entre estas estão a prática de Akshobia , a oferenda de sur, o patrocínio de tsogs em nome do falecido, contribuições em nome dele para instituições que desenvolvam projetos humanitários ou espirituais e o salvamento da vida de animais que de outra forma morreriam logo. O mérito de nossas oferendas beneficia os falecidos onde quer que tenham renascido. Se tiverem despertado para o estado búdico, o mérito consuma a intenção deles.
Apesar de todos termos vivido e morrido através de inumeráveis renascimentos, nenhum de nós se lembra da experiência da morte. Não sabemos o que a morte realmente é. De acordo com os sutras, quando morremos ainda estamos totalmente conscientes de tudo o que está à nossa volta. Podemos ouvir a voz calma do médico ou os lamentos da nossa família. Podemos ainda ver pessoas se juntando ao redor de nosso corpo, tentando mover nosso corpo que agora está sem batidas de coração e respiração. Podemos nos preocupar com as várias coisas que necessitam ainda ser completadas. Podemos sentir a nós mesmos nos movendo entre nossa família e amigos, querendo dizer a eles o que deveriam fazer. Mas, todos estão cheios de tristeza e ninguém pode nos ver ou escutar.
No Reader’s Digest, saiu uma vez um artigo sobre a experiência de quase-morte de um homem. Um dia, enquanto dirigia, ele sofreu um grave acidente; o carro ficou completamente destruído, e ele morreu na hora. Quando a ambulância, os médicos, a polícia e sua família chegaram ao local, sua consciência já havia deixado seu corpo e ele se sentiu flutuando no ar. Podia ouvir um rumor, um grupo de pessoas discutindo sobre como o acidente ocorrera. Então ele foi até o oficial de polícia e tentou contar-lhe o que de fato ocorrera. Mas o oficial não podia nem vê-lo nem escutá-lo. A essa altura, ele só tinha sua consciência e já não tinha mais a posse de seu corpo. Finalmente ele tomou consciência de que estava flutuando fora de seu corpo, vendo seu próprio corpo como um observador. Em seguida, se encontrou passando, numa velocidade incrível, através de um túnel longo, escuro e estreito.
Uma outra pessoa também relatou sua experiência de quase-morte após sofrer um ferimento grave na cabeça e ser trazida de volta de seu leito de morte. Ela conta: “Lembro que minha cabeça fez ‘boom’ e perdi a consciência. Depois, senti apenas uma sensação de estar aquecido, confortável e em paz”. Isto porque no momento que nossa consciência deixa o corpo, ela não mais está confinada e pode sentir um nível de conforto e serenidade que não teria experimentado antes. Uma outra pessoa também disse o mesmo de sua experiência de quase-morte: “Quando estava morrendo, tive uma sensação extremamente boa e pacificadora”. Outro homem descreveu sua experiência dessa maneira: “Senti que estava leve como uma pluma. Eu voava livremente em direção a um mundo de luminosidade!”. A morte pode não ser tão amedrontadora e horrível como nós imaginávamos.
Nos sutras está escrito que nossa vida nesse mundo é incômoda e desajeitada, não diferente da situação de uma tartaruga curvada sob o peso de sua carapaça. Quando morremos, podemos nos livrar desse peso e transformar uma existência que estava confinada pelos limites do corpo físico. Porém, quando estamos diante da morte, a maioria de nós ainda tenta se apegar às sete emoções mundanas e aos seis desejos sensuais. Ainda não conseguimos nos desprender de nossos filhos, filhas, netos ou de nossos bens. Não queremos morrer e não aceitamos a morte graciosamente. Pensamos na morte como uma experiência dolorosa, como quando se rasga o casco de uma tartaruga viva. O Budismo não compartilha dessa visão da morte. O Budismo nos ensina que quando morremos, nos libertamos desse corpo e nos sentimos extremamente à vontade e livres. É como se tirássemos das costas um grande peso. Como isto é leve e livre!

Independente de sermos espertos ou lerdos, bons ou maus, todos nós temos de encarar a morte. A morte não é uma questão de se, mas uma questão de quando e de como.

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A TERRA PEDE SOCORRO

SOS – Lagoa da Pampulha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Não é de hoje que estamos sendo alertados sobre os perigos que nosso planeta está passando. Aquecimento global, contaminação das águas dos rios e oceanos, degelo das áreas polares, queimadas e muitos outros desastres ambientais. Aqui em minha cidade, Belo Horizonte, tem ocorrido fortíssimas e freqüentes chuvas , causando mortes, e perdas em toda sociedade. Mas, não é hora de sair procurando culpados. É hora de agir, cessar a causa desses desastres, e recorrer a caminhos sustentáveis e de regeneração.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.

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O Santuário do Caraça ~

Guardado pelas matas e montanhas mineiras, encontra-se o Santuário do Caraça. Para mim, um dos lugares mais belos do Planeta Terra. – por André Corrêa

Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça

Propriedade da Igreja Católica, o Santuário do Caraça foi fundado em 1774 para ser uma Casa de Hospedagem para a acolhida de peregrinos e visitantes, que quisessem, principalmente, se converter e mudar os rumos de sua vida.

Vitral da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santuário do Caraça

Hoje conta com mais de 40 apartamentos e quartos, além de algumas casas, com acomodações mais simples, para a hospedagem de até 180 pessoas. Suas diárias são com pensão completa, isto é, com direito a café da manhã, almoço e jantar, além da entrada na Reserva Natural.

A Caminho de Bocaina

Bocaina é uma das cachoeiras da Reserva Natural do Santuário do Caraça. Sua trilha mede em média 5 Km e se vai até lá tomando o caminho da Cascatinha, no estacionamento dos visitantes. Até a cachoeira, muitos desafios e barreiras são encontrados. Pinguelas, Rios, Barreiro, Pontes frágeis e muitos outros obstáculos dão um sabor especial a caminhada que, certamente, é recompensada com a cachoeira no fim da trilha.

Garganta do Gigante – Serra do Espinhaço

A Bocaina encontra-se entre o Pico do Inficionado e a Caraça. É um grande desfiladeiro, neste contraforte da Serra do Espinhaço. É a Bocaina que propriamente nomeou o Caraça como tal. Em tupi-guarani, caraça é desfiladeiro ou, como hoje dizemos, bocaina, uma grande depressão situada numa serra.

Bocaina, além da beleza das montanhas e dos campos por onde se passa, oferece uma série de quedas d’água, piscinas naturais e córregos para o descanso e o lazer. No tempo da seca, a trilha pode ser feita com certa facilidade, apesar da distância. Já no tempo das chuvas, a trilha fica um pouco prejudicada, além de às vezes não ser possível atravessar o rio.

Trilha de Bocaina

Então, cada vez mais que nos aproximamos da cachoeira, percebo a grandiosidade deste Santuário. Um verdadeiro Templo natural. Repleto de Vida, Força e Paz.

Borboleta pousa nas mãos de Lucas

Bocaina

Sem grandes quedas, a cachoeira Bocaina tem um visual espetacular com suas águas frias e avermelhadas. Apesar de sua queda ter apenas, aproximadamente, de 10 metros, a força da correnteza é grande devido ao volume de aguá que cai. Mas nada que coloque em risco quem deseja refrescar-se na queda.

Cachoeira Bocaina
Detalhes da Cachoeira

“A Bocaina é situada onde se apertam as serras do Inficionado e da Caraça. É um canal de onde sai o córrego que tomou o seu nome. Um passeio estreito, com pouca frente e muito fundo. Um desfiladeiro úmido e intransitável onde habitam a Noite, o Frio e o Pavor. Onde se treme de sustos e calafrios. Onde uma ave de rapina de tamanho descomunal saúda o visitante, corvejando: ‘Te pego, rapaz, rapaz, rapaz”. Um rio subterrâneo e infernal, onde as águas são turvas e pretas. A Bocaina é um Estígio. Um passeio à Bocaina é um passeio ao outro mundo”.

Padre Pedro Sarneel, C.M.
Guia Sentimental do Caraça, 1953

Contudo, Bocaina guarda com suas águas lugares fantásticos. Mas apenas os mais aventureiros conseguem chegar. Definitivamente, não aconselho ninguém a explorar sozinho o Caraça. Nesta ocasião, contávamos com um guia, que nos levou a esses lugares especiais da Serra do Caraça. Sempre que vier ao Caraça, avise sua família e na portaria do caraça deixe registrado qual a trilha você ira fazer. No caraça não é permitido acampar e a visitação a reserva natural termina as 17:00.

A Gruta de Bocaina

Escuridão. Repleta de sombras, a Gruta de Bocaina se guarda entre as águas da Garganta do Gigante na Serra do Espinhaço. Pouco antes da Gruta existe um “mini canion” onde a parada é obrigatória para admirar e fotografar sentado à beira de um paredão negativo.

Lucas observa o véu do "mini canion" da Gruta

Véu do "mini canion" Gruta

Entrar dentro da gruta sem os equipamentos de segurança e iluminação adequados é muito perigoso. Ainda assim, nos arricamos, apenas porque nosso guia conhecia cada canto da gruta. Munidos de apenas algumas lanternas, adentramos à Gruta. O primeiro salão é amplo e nota-se a presença de um rio em seu interior, que, aliás, percorre quase toda a extensão da Gruta. Prosseguindo por um corredor estreito, que vai se afunilando até caber apenas uma pessoa, chega-se ao segundo salão, onde há uma pequena queda d’água. Para experimentar e absorver a energia do lugar é essencial apagar as lanternas, ouvir o som das águas, sentir o microclima ambiente e meditar e foi o que fizemos. Sentamos em uma Rocha da Gruta, desligamos nossas lanternas, e ficamos escutando o som das aguas na completa escuridão da Gruta. Uma experiência única! Lucas ainda se arrisca em banhar na completa escuridão. Ele não conseguia segurar seu espirito primitivo de aventuras.


Lightpaint feito dentro da Gruta Bocaina

Gruta de Bocaina

Em fim, saímos da gruta para completar nosso passeio.
Ainda nos faltava conhecer um lugar muito especial do Caraça.

O Templo do Santuário do Caraça

O Coração do Santuário do Caraça

Seguindo contra as correntezas dos rios que enchem Bocaina, encontra-se o verdadeiro Templo do Caraça. Um lugar impar, sem igual e guardado por toda a Natureza. São poucos na Terra que chegaram a conhecer pessoalmente esse pequeno paraíso.

Caminhada entre rios e pedras

Clique e veja em tamanho maior

Simplesmente não há palavras que descrevam o verdadeiro coração do Santuário do Caraça. Espero que minhas fotografias passem pelo menos uma idéia de quão perfeito é o Caraça.

Guará, o Lobo Vermelho

O Guará possui o corpo todo dourado; as patas e os pelos da nuca pretos; a cauda, o papo e um pouco do rosto brancos. É branco também o pavilhão das orelhas, que se movimentam como um radar, captando todos os sons e movimentos.

Guará em tupi-guarani, a língua dos indígenas, significa “vermelho”.

É o maior canídeo da América do Sul, sendo encontrado desde o sul da Amazônia até o Uruguai. É canídeo, ou seja, da família do cachorro, do cachorro-do-mato, do coiote, do chacal, da raposa e do lobo europeu, estadunidense e canadense, o Canis lupus. E é o maior canídeo da América do Sul medindo da ponta do focinho até a ponta do rabo, 1,45m.

Certa vez, em maio de 1982, quando algumas lixeiras do Santuário começaram a aparecer reviradas o Irmão Thomaz, que vive hoje em Belo Horizonte, falou ao Padre Tobias, superior de então, que algum cachorro estava aprontando a bagunça. Padre Tobias achou muito difícil, porque nenhum cachorro subiria a serra com tanta freqüência. Começaram a observar e descobriram que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário do Caraça era o Lobo Guará. Desde então, os padres sempre colocam uma bandeja com carne em frente a Igreja para alimentar os Guarás. Todas as noites os visitantes podem apreciar a imponência e elegância deste belo animal.

Maiores Informaçòes sobre o Caraça:
http://www.santuariodocaraca.com.br/

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Projeto: A Terra, Revista Virtual ~

A Terra quer crescer, e deixar de ser um blog pessoal. Se tudo der certo, dentro de 30 dias teremos uma Nova Equipe por aqui. Além de Karina e Eu, mais 3 integrantes devem aparecer por aqui! Mais um(a) fotógrafo(a), um(a) jornalista e um(a) MovieMaker! Para saberem mais do projeto acessem:  http://www.aterra.com.br/projeto/

O Projeto Iniciará seu trabalho com pautas inéditas!

Série: Profissões de Rua

Iremos acompanhar o dia-dia desses profissionais autonomos, à serviço de terceiros ou do país. Trazendo todas as peculiaridades de cada profissão, desenvolvida nas ruas contemporâneas das grandes cidades! Aguardem ;)

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A Miséria na Terra ~

O “Prato Vazio” é o símbolo da Miséria na Terra

Inúmeros índices são utilizados para medir o índice de pobreza no mundo. O Banco Mundial define a pobreza extrema aquela em que o indivíduo sobrevive com menos de 01 dólar por dia. Estima-se que 01 bilhão e 100 milhões de pessoas em todo o mundo tenham consumo inferior à 1dólar/dia.

Dos 183,9 milhões de habitante do Brasil, 9,3% se encontram no Índice de Pobreza Humano (IPH). O índice é representa as carências quanto ao desenvolvimento humano relativos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Apesar dos inúmeros programas do governo brasileiro, como a Bolsa-Família ou o instinto programa Fome Zero, a situação Brasileira não mudou muito com o anos. A mortalidade infantil ainda continua alta: no Brasil, são 25,6 mortes para cada mil nascimentos, enquanto em países desenvolvidos esse número cai para 5 mortes para cada mil nascimentos.

Segundo o IPEA, o Distrito Federal apresenta a maior renda per capita do país: mais que o dobro da média nacional. Já o IBGE, classifica a capital capixaba com a maior renda per capita no Brasil.

O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a qualidade de vida, mostra o Brasil na 69ª posição. Países como Cuba, México e Uruguai estão na frente do Brasil. Entretanto, o país considerado pior para se morar é Níger na África, na 177ª posição. Acima dele estão estão Serra Leoa, Mali, Burkina Fasso, Guiné-Bissau, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, Burundi, Moçambique e República Democrática do Congo, que ficou no 167o lugar.   Para a ONU os países africanos estão no final da lista devido a propagação da AIDS.

Aparecida

Imagine uma criança com menos de 1 ano de vida morar em um acampamento na Capital Federal junto a sujeira, lixo, fezes, urina, resto de comida e estar sujeito a contrair doenças transmitidas por ratos (como a Leptospirose).

Imagine ter que pedir dinheiro na rua para comprar medicamentos e alimentos. Em muitos casos, esse dinheiro é usado para a compra de bebidas alcoólicas. Esses casos não são  incomuns. É fácil encontrar histórias comuns ao se andar pelas áreas verdes da cidade.

Aparecida é uma garotinha linda, com olhos verdes e super-simpática. Com seus poucos meses de vida já passa por toda essa situação descrita acima. Seus pais vieram de Feira de Santana a pé para tentar a vida em Brasília. Acreditaram que na capital poderiam crescer e conseguir algo melhor.  Existem milhares de brasileiros que vivem em situações como a de Aparecida e sua família

No final de 2008, o jornal Correio Braziliense publicou uma série de matérias sobre a prostituição infantil. Garotas de 13 e 14 anos na rodoviária da Capital usadas como objetos sexuais em plena luz do dia. O pouco dinheiro ganho (R$ 5,00) em muitos casos é para conseguir alimento e ajudar a família.

O Governo da Capital espalhou cartazes sobre a prostituição infantil (crime) e intensificou o policiamento durante pouco tempo. Depois de menos de um mês, já existem famílias que moram na rodoviária. Lá é onde as mulheres têm seus filhos e onde os pais a educam. É lá também onde as crianças ainda são abusas sexualmente em frente ao palácio que rege o governo do nosso país.

O que poderia ser feito para melhorar a vida dessas pessoas? Não adianta apenas a dar comida… Como a vovó diria “é preciso ensinar a pescar e não dar o peixe”.  É preciso de incentivo do governo a educação e planos de moradia. No Brasil, o saneamento básico atinge apenas a 75% do território nacional, enquanto em países a Coréia do Sul, esse índice é de 91%.

Arte de Rua

Em Pirenópolis, um artista local expôs suas obras pela cidade mostrando a vida de menores abandonados. O trabalho de Da Rua é contemporâneo. Em uma pequena galeria ele expõe pinturas em quadros e esculturas. Já em prédios abandonados pequenas populações de estátuas de gesso representam os jovens moradores de rua.

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Um Peão de Barretos ~

Acordar cedo, tirar o leite da vaca, cuidar dos cavalos, distribuir as tarefas para os outros funcionários, esse é o cotidiano de Francisco. Com 52 anos de idade e trabalhando dez na Fazenda Água Viva, em Pirenópolis (GO), ele sabe bem como dar andamento na fazenda e organizá-la quando o patrão não está.

Nascido e criado em Cocalzinho (GO), ele começou a vida cuidando da pastagem e até a adestrar cavalos nas fazendas que eram perto de casa. No final de cada dia, ele e outros funcionários celavam animais para se divertirem.

Em um desses finais de tarde, o responsável pelo rodeio de Cocalzinho o viu montar e o convidou para participar do evento. Francisco largou a vida na roça e resolveu a correr o país montando cavalos e bois nos rodeios. “Cheguei a ir até a Barretos”… é o que ele conta!

No final das festas, ele retornava para sua cidade de origem para ver a mãe. Dona Maria ficava aliviada de vê-lo vivo e sem se machucar. Uma senhora muito religiosa, sempre fazia promessa pedindo pela proteção do filho. O maior desejo da mãe era para que esse filho deixasse os rodeios e passasse a ter uma vida tranqüila.

Sua última montaria foi aos 32 anos, no rodeio de Cocalzinho. A despedida foi ao ganhar o prêmio ao montar o cavalo Chauí, considerado o animal mais perigoso da região. Francisco ficou mais de 12 segundos em cima do animal, mais do que qualquer outro peão.

Ao chegar ao hotel fazenda, logo fomos avisados pela gerente “o seu Francisco é o responsável pelos cavalos e pelas charretes. Ele tem boas histórias”.. É, ele realmente teve uma vida cheia de histórias!

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Vamos Soltar Pipa!

Soltar Pipa, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Essa semana acompanhei a molecada de Brasília saindo as ruas, campinhos e lotes vagos para soltar Pipa! Estamos quase no fim das férias, e não há nada mais gostoso nessa idade do que empinar uma Pipa ! Brasília é uma ótima cidade para essa brincadeira. Ruas largas, vazias e interditadas nos finais de semana, muitos lotes vagos, muita área verde, limpa e bem cuidada. Fazia tempo que queria fotografar algum grupinho, mas não estava tendo a oportunidade. Mas na semana passada, estava com minha câmera apontada para essa galerinha esperta!

Chego discretamente, [se é que isso é possível com  uma 70-200], apontando minha lente para Carlinhos, que empinava sua Pipa,  para pegar cada detalhe de suas expressões e movimentos ao levantar sua Estrela. Quando, de repente, Manu corre em minha direção e diz:

- Para! Para! Você não pode fotografar!
- Ué, porque não garoto?! – retruco
- Essa Pipa é particular!

Começo a rir, e todos os outros amigos de Manu e Carlos me rodeiam por curiosidade. Quando vejo, Kaka e Eu estamos no meio de uma palestra sobre como fazer uma Pipa, como empina-la e como abater a Pipa do “coleguinha”.

- Você corta as taquaras de bambu, faz elas bem fininhas e flexíveis.
- Depois, corta a seda no formato que você que e monta a Pipa.
- E como vocês sabem se ela voa ou não?
- Ahh! Só tentando empinar mas, geralmente,  sobe!
- Qualquer coisa é só comprar uma também! – completa Carlos

Karina, perguntadeira de primeira, toca no assunto delicado da brincadeira. Pergunta se eles usam cerol na linha para brincar. A criançada é sincera e respondem que usam, mas ninguém assume a culpa!

Manu mostra a linha com cerol.

Eles sabem que é proibido e muito perigosos, mas a brincadeira perde a graça se eles não usam. Pois, é dessa forma que eles podem disputar quem tem a melhor Curica no ar. Infelizmente, é na inocência dessa brincadeira que muitas crianças acabam perdendo a vida.

Carlinhos explica como fazer o cerol.

Carlos explica que o vidro tem que ser muito bem moído, até ficar bem fininho, para depois misturar a cola e passar delicadamente no inicio da linha da Pipa. Quanto mais fininho o vidro do Cerol, mais eficiente ele é. Carlinhos admite já ter se cortado com o vidro, mas diz que toma muito cuidado.

Mas Carlos, Manu e seus amigos devem ficar bastante espertos, pois, não é apenas o cerol que oferece risco a vida deles e dos outros:

Risco que Choque:

Empinar Pipa em dias chuvosos ou mesmo perto fios de redes elétricas, antenas ou cabos  de eletricidade são riscos na certa de uma descarga elétrica.

Risco de Atropelamento:

Não saia correndo para pegar a pipa que foi abatida por outra, mesmo que seja a sua! São freqüentes os casos de atropelamento nesses momentos. Se sua Estrela foi abatida, não se desespere. Outra custa menos de R$ 1,50 – Já sua vida, não tem preço.

Risco de Queda:

Soltar pipa do telhado ou lage de casa não é uma coisa de garotos espertos! Você se concentra tanto em sua Pipa e se esquece de onde está e de olhar por onde anda. Mesmo para quem está no chão, é bom tomar cuidado com os buracos e barrancos! Uma queda, se não for fatal, pode chegar a quebrar seu braço e te impedir de jogar futebol!

Mais do que um alerta para as Crianças, são os pais que devem ficar atentos e sempre acompanharem, com responsabilidade, os seus filhos na hora de empinar uma Pipa! – Mas é bom deixem seus filhos brincarem também! ;)

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As Marcas da Vida Terrena ~

No Brasil são quase 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que é relativos a 8,6% do total da população brasileira segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano de 2050 um quinto da população mundial serão de idosos. Ainda segundo projeções da OMS, nos próximos 40 anos o número de pessoas com mais de cem anos aumentará 15 vezes.

Em Sobradinho (DF) está localizado o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes com 60 idosos que são mantidos pelo Centro Espírita Irmão Jorge. Os moradores da casa têm diferentes necessidades, algumas físicas como assistência para locomoção, para as necessidades fisiológicas ou para lembrar o passado e até de suas próprias necessidades.

Nos últimos seis anos, jovens, adultos, crianças e até idosos do GECCAL disponibilizam duas horas para realizar a visita aos moradores do Lar no segundo domingo de casa mês. Os participantes do grupo já receberam pedidos de casamentos e compartilham de suas felicidades quando algum familiar e as tristezas do abandono.

SEU BENEDITO

Das várias conversas nas visitas, nunca se soube ao certo qual a idade do Seu Benedito: algumas vezes ele tem 15, 32 ou até 65 anos. “Bené” tem histórias e histórias… Com uma das pernas amputadas ele disse certa vez que sofreu um acidente no trabalho na roça. Em outra oportunidade ele disse que estava com problemas na perna, que não sabia o que havia acontecido.

Benedito é namorador, diz que não quer saber de mulheres mais velhas, mas sempre tem um “caso” com Dona Margarida. Há vezes que eles estão namorando, em outras vezes terminaram, às vezes ele a quer, outras vezes não.

Seu Bené também é expressivo e conversador. Quem visita a casa e tem a oportunidade de encontrá-lo acordado, já sabe que terá boas conversas e histórias. Quando se trata do relacionamento na casa, ele não reclama do tratamento dos funcionários, mas não gosta de alguns outros moradores. Porém, quando se trata da sua vida antes de morar no lar, grande parte do que fala é fruto da imaginação. Não se sabe se ele tem filhos, mas a única pessoa que o visita de fez às vezes é uma sobrinha que mora na cidade.

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Nos campos de Terra ~

Chuteira, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .
Sem dúvida, é o esporte mais popular da Terra.  Jogado em praticamente todas as nações do Planeta, o Futebol é fonte de alegria e diversão para milhões de pessoas em todo mundo. Um esporte sem igual capaz de permear todas as culturas e tradições. O Futebol é muito mais importante para Terra do que você pode imaginar. Além de fonte de alegria, é fonte de sonhos e transformações na vida de… pequenos craques! Muitas vezes, por não terem um país  que lhes dão uma boa educação, esses pequenos craques só podem sair pra rua e ir jogar bola! No Brasil, o futebol vai muito mais além de ser apenas mais um esporte. Além de simbolo do país, se torna meio de integração de Crianças de Favelas na sociedade. Elas aprendem através do esporte como formar uma equipe para vencerem juntos as dificuldades e assim formarem seu caráter, ficando longes (por alguns instantes) do mundo das drogas.

Seu nome é Eduardo…

Ele é goleiro titular do time Estrela Futebol Clube - Sobradinho, DF. Como ele, milhares de outros garotos  sonham em jogar em algum grande time Brasileiro ou Europeu e claro, na nossa Seleção. O Futebol para ele é mais do que um esporte ou lazer. É um sonho.

O time chega cedo para o Treino. No dia seguinte acontecerá o primeiro jogo do ano no Campeonato regional. Acabaram as férias.

O treinador cumprimenta sua equipe e todos vão para suas posições. Eduardo veste suas luvas. Ele sabe que o treino é tão importante como a final de um campeonato.

O treinador da as primeiras instruções e inicia o treino. A primeira jogada será pela lateral. Eduardo deve interceptar os cruzamentos e defender as bolas que a zaga não conseguir desarmar.

O Goleiro é o único jogador que tem toda visão do jogo. Em sua área é ele quem deve colocar e ordenar seus companheiros para armar a melhor defesa. Essa é a visão de Eduardo, o camisa numero um.

Já nas primeiras jogadas Eduardo mostra familiaridade com o gol e com o time.

Pula no angulo para defender a cabeçada!

Segura firme a bola rasteira…

E lança muito bem a bola!

Mais um ataque esta por vir, o treinador pede mais concentração e atenção de seus atacantes e que toquem mais rápido a bola para aquele que estiver livre de marcação.

É feito o lançamento…

Eduardo arma a zaga…

Todos correm em direção a bola e…

A bola passa por Eduardo. É gol.

Ele se levanta…

Olha para o gol…

Verifica a rede…

E retorna ao treino.

Eduardo é só mais um garoto com o sonho de ser um grande jogador de futebol. Talves não venha jogar futebol profissionalmente, afinal, são poucos que conseguem. Mas para ele, hoje, o futebol é seu sonho!

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O Natal na Terra ~

Quem não consome?

Começo com esta pergunta antes que comunistas taquem pedra no Natal!

Nesta noite, 23 de dezembro de 2008, fui a um shopping freqüentado por grande parte da Classe Média belo-horizontina para registrar um pouco do comportamento das pessoas durante o período natálino.

Como é de se esperar, o shopping estava lotado. Meu primeiro desafio foi encontrar uma vaga para estacionar o carro. Acabei tendo de estacionar no passeio, caso contrario, eu passaria horas rodando o estacionamento do Shopping em vão.
Dentro do shopping, tudo muito lindo e decorado. Luzes para todos os lados e a clássica música natalina ao fundo. Entretanto, desta vez o meu foco não é todo esse encanto natalino mas sim, o comportamento dos humanos durante o natal.
Basicamente, todos os seres querem ser felizes e fazer as outras pessoas felizes. E é por isso que elas consomem tanto! O que há de errado em se dar um presentinho à alguém? Nada!  Alias, isso é muito virtuoso. É uma forma básica de generosidade. Você gasta parte do seu salário, dinheirinho ou mesada para presentear alguém com algo que ela goste ou a faça um pouco mais feliz. É por isso que as pessoas compram. Nada a ver com esbanjar poder, glamour ou luxo. É o simples ato de dar algo a alguém que move a roda da economia.
Calma comunistas, também não vou defender aqui o capitalismo. Então, qual é a solução para esse consumismo desenfreado? Do meu ponto de vista, existem duas frentes a serem trabalhadas: O Consumo Consciente e a Produção Industrial Consciente. Com o consumo consciente as pessoas compram aquilo que realmente é necessário ou realmente vá ser útil à felicidade de alguém. Olhe, pesquise e entenda o que você quer, o que você necessita. Entenda a pessoa que quer presentear, dar algo. E olhe muito bem para aquilo que está comprando. Não compre por impulso ou só porque está na moda, a menos que estar na moda seja essencial para você ou para a pessoa que vai presentear.
Muitos dos presentes que ganhamos, não nos são úteis de verdade. E podem nos trazer muita dor de cabeça. Além disso, o consumo consciente trás consigo a mudança na segunda frente: A produção industrial Consciente. Em vista do mercado, cada vez mais exigente e informado das conseqüências de produtos danosos a saúde mundial, as empresas terão cada vez mais de respeitar o meio ambiente, culturas e a sociedade como um todo, só empresas assim sobreviveram em um futuro próximo. Transformando sua maneira de produzirem os bens de consumo e continuando a gerar empregos.

E o papai noel, existe?

10 anos trabalhando no shopping como Papai Noel,  o Senhor Eduardo, 68 anos,  tem certeza que ele existe. Afinal, ele é o próprio bom velhinho. Imagine, em todo o mundo, quantos velhinhos ganham um trocado extra nessa época para completar a renda de sua família!? Em um trabalho bem gostoso rodeado por criancinhas pentelhas! Quem não acredita em papai noel, convido a ter um bom papo com o Eduardo no próximo natal.

Aonde o Papai Noel Não Chega

Mas não são todos que podem realizar seus sonhos no natal. Alguns só conseguem apreciar os produtos que gostariam de ter. Mas talvez, não sejam isso que eles realmente precisam neste momento. Quem sabe o que realmente cada um precisa? Quem pode julgar alguém? Se alguém sonha, o sonho existe.

Não precisamos acabar com o Natal,
precisamos aprender a consumir.

Feliz Natal à todos!

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Escravidão Contemporânea ~ A Terra Terceiro Mundo.

Carvoeiro, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

O Brasil, assim como diversos outros países, ainda carregam em seus solos resquícios de uma das eras sombrias da Humanidade: A Escravidão. E hoje, a chamada Escravidão Contemporânea arrasta cerca de 12 Milhões de  Humanos de todas as raças escravizados por pessoas sem escrúpulos que só pensam no lucro. A Escravidão é uma “relação” trabalhista mais antiga que a própria humanidade. Outros Seres da TerrA, por pura ignorância, usam esse sistema trabalhista para sobreviverem.
Em um País imenso como o Brasil, sei que é difícil a fiscalização Federal. Mas os órgãos municipais, que estão ali… próximos ao problema, deveriam  se preocupar um pouco mais com essa situação. Não são apenas as Carvoarias e Canaviais que sustentam os regimes Semi-Escravo e Escravocrata no País.  Podemos citar outros casos envolvendo a Industria Têxtil e Siderúrgica. Segundo a OIT, cerca de 25 mil Brasileiros ainda sofrem com o regime de trabalho análogo ao escravo, uma prática que movimenta 32 bilhões de dólares em todo mundo.

Carvão

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Favela do Morro do Papagaio ~


Morro do Papagaio
, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Naquela mesma manha em que fui cobrir o evento do Hospital do Câncer,  acabei sendo “raptado” pelos palhaços para cobrir outra apresentação deles, desta vez em uma Creche, que para minha surpresa era no Morro do Papagaio. Eu sempre quis entrar nessa Favela por ser uma das mais simpáticas [estéticamente falando]. Ela tem vista para a Avenida Nossa Senhora e cada casinha tem uma cor diferente, dando todo um charme especial ao morro. Contudo, adentrar-se à Favela pode ser muito perigoso devido a violência e ao intenso tráfico de drogas…

a menos que…

você esteja escoltado por um bando

de palhaços e criancinhas!

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

Creche Criança Feliz - Morro do Pagagaio

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"A Vida é Sofrimento" ~ Hospital do Câncer 2008

Hospital do Câncer – 2008, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .


Desde o dia em que nascemos caminhamos rumo a nossa morte. Em breve, todos nós, iremos nos separar de todas as pessoas que amamos. Baseado nessa observação, Sidharta Gautama disse que: “A vida é Sofrimento”. Afinal, ele percebeu que independentemente de sua vontade, do que ele era, do quanto de dinheiro ele tinha, ou de seu estado de saúde… de repente, na velocidade de um raio, sua vida iria se desfazer, e ele se veria longe de sua amada esposa Yoshodara e de seu filho Raula. Como pode a vida, então, não ser sofrimento?!

Quem de nós não odeia a idéia da morte?
Quem de nós tem mais tempo de vida que um doente terminal?!
Quem de nós tem mérito suficiente para viver mais um dia na TerrA?!

Ontem, em mais um dia especial da minha existência, fui convidado para fotografar um evento organizado pelo Hospital do Câncer de Belo Horizonte. Um evento anual, que ocorre sempre na época natalina, para trazer um pouquinho mais de felicidade e alegria às Crianças internas do hospital.

Hospital do Câncer - 2008

Um evento muito gostoso, por toda magia que trás com simples gestos de bondade.

Hospital do Câncer - 2008

Eu sinceramente não sei quem é que precisa mais de quem: As criancinhas de nós, ou nós delas. Conversando com um dos palhaços que foram animar o evento, ele me contou que é separado de sua esposa, e que só pode ver seu filho uma vez por semana. Se não me engano, a pior coisa que existe na vida (mais do que qualquer doença) é a separação das pessoas que amamos. Ele ainda pode ver seu filho uma vez por semana, mas em breve, nem isso poderá mais. Então, não tendo outra alternativa judicial, ele sempre vai brincar com o filho dos outros, quando não pode estar com seu próprio filho. E ele sempre sai grato e feliz de todas as animações que faz junto ao grupo “Sempre a Frente”.

Hospital do Câncer - 2008

Quem precisa mais de quem?!

Os médicos precisam de seus pacientes.
Os fotógrafos precisam dos momentos.
Os palhaços precisam das crianças.

Os pacientes precisam dos médicos.
Os momentos precisam dos fotógrafos.
As crianças precisam dos palhaços.

Hospital do Câncer - 2008

Então vi que, nesta vida onde todos sofrem, todos precisam uns dos outros. São as crianças internas fazendo os palhaços felizes. Os palhaços fazendo os médicos felizes. Os médicos fazendo os fotógrafos felizes. E os fotógrafos fazendo as crianças felizes.

Hospital do Câncer - 2008

O laço eterno da Interdependência
vivo e presente em cada sorriso ;)

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De volta ao Vale!

Camila e Carol – Vale do Jequitinhonha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Em nossa primeira viagem ao Vale do Jequitinhonha, em busca de um objetivo com o qual direcionaríamos nosso projeto de Design, diagnosticamos a carência da região em Embalagens para os produtos artesanais. E esse foi nosso foco e ponto de partida para o projeto. Ir ao Vale foi essencial para descartarmos algumas idéias e ver novas possibilidades para o projeto. Desta vez, já com a proposta de trabalho definida, fomos apresentar nosso projeto a comunidade de artesãs e ver se elas aprovariam. Recebemos aplausos no fim das apresentações! Ou seja: Projeto aceito pela comunidade! O que nos deixa muito felizes e livres para trabalhar!
Ana Luiza Apresentando o Projeto - Vale do Jequitinhonha
Ana Luiza apresenta o projeto às comunidades do Campo do Buriti e Campo Alegre

O Projeto consiste em:
- Criar embalagens que caracterizem a região e o artesanato locar
- Criar embalagens que agregue valor de estima para o produto e para a cultura local
- Criar embalagens que protejam efetivamente os produtos cerâmicos
- Criar uma oficina de Embalagens de madeiras na comunidade

Dessa forma nosso projeto atinge o produto em si e a comunidade como um todo. Gerando novas experiencias inclusive para aqueles que não estão diretamente ligados ao artesanato.

Vale do Jequitinhonha
Artesa asiste atentamente a apresentaçao do projeto

Arikclenes - Vale do Jequitinhonha
Aricklenes fazendo bagunça durante a apresentação!
Camila e sua Mamãe - Vale do Jequitinhonha
Camila mamando em sua mamãe, também artesã

Thiago - Vale do Jequitinhonha
Thiago em sua Bike!

Thalita - Vale do Jequitinhonha
Thalita na rua de casa
Textura do Vale do Jequitinhonha
Textura do Vale do Jequitinhonha

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X Volta Internacional da Pampulha ~


X Volta Internacional da Pampulha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Começa a corrida!
(todo mundo cheio de pique!)


X Volta Internacional da Pampulha

X Volta Internacional da Pampulha


X Volta Internacional da Pampulha

X Volta Internacional da Pampulha


Termina a Corrida!
(todo mundo quebrado)


X Volta Internacional da Pampulha

X Volta Internacional da Pampulha


X Volta Internacional da Pampulha

X Volta Internacional da Pampulha


X Volta Internacional da Pampulha

X Volta Internacional da Pampulha


Os pés já podem descansar ;)


X Volta Internacional da Pampulha


X Volta Internacional da Pampulha

E quem vence?!

(os Quenianos =P)
X Volta Internacional da Pampulha
Sprint Final ~
X Volta Internacional da Pampulha
Caldeira, 3o colocado ~

X Volta Internacional da Pampulha
Pódio

E seeeempre tem os brincalhões ;)

X Volta Internacional da Pampulha
Só palhaçada daqui pra frente…

X Volta Internacional da Pampulha
Cangaceiro correndo do nordeste?

X Volta Internacional da Pampulha
A Floresta Amazônica corre atras de ajuda….

X Volta Internacional da Pampulha
John Lennon Caipira corre pela paz no mundo…

X Volta Internacional da Pampulha
Papai Noel corre para comprar presentes!

X Volta Internacional da Pampulha

Até a Próxima ;)


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Dona Zezinha, o Vale do Jequitinhonha ~

Vale do Jequitinhonha, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Em minha ultima viagem ao Vale do Jequitinhonha, pelo projeto de Design que estamos desenvolvendo lá, tive a honra de conhecer a Dona Zezinha. Uma das grandes artistas da região. De origem humilde como todas as outras, sem dinheiro nem para se vestir com roupas de pano e sem conseguir freqüentar a escola. Dona Zezinha começou a aprender a arte de suas bonecas aos 14 anos de idade, quando sua família passava por dificuldades e o artesanato era a única fonte de renda da família.

Artesanato da Dona Zeninha - Vale do Jequitinhonha
Boneca de Dona Zezinha
Vale do Jequitinhonha
Casa da Dona Zezinha

Dona Zezinha nos recebe em sua própria casa. Com o dinheiro de suas vendas, Dona Zezinha construiu uma pousada em sua terra, onde recebe suas visitas que vem de toda parte do Brasil e do mundo. Ficamos hospedados por lá durante dois dias. É a própria Zezinha quem faz nosso almoço e janta. Com a ajuda de suas duas filhas e do marido Ulisses, seu trabalho ganha força e reconhecimento por todo o mundo.

Vale do Jequitinhonha
Senhor Ulisses ajuda no forno

E, é esse mesmo reconhecimento que queremos trazer para todas as artesas do Vale com nosso projeto. Cada uma com seu brilho ;)

Eu e Dona Zezinha - Vale do Jequitinhonha
André Corrêa e Dona Zezinha

Quem tiver interesse de comprar alguma peça ou até mesmo visitar a Dona Zezinha, basta ir a Turmalina e pedir a algum taxista que o leve até a Casa de Visitas dela. Certamente, você será muito bem recebido. Caso queiram o contato (celular) de Dona Zezinha, peça por comentário e deixe seu e-mail.

Encontrei essa reportagem do SEBRAE que mostra exatamente a região que estamos visitando e tem uma linda reportagem com a Dona Zezinha, vale a pena conferir ;)

-> Reportagem (abra em uma nova janela)

Veja também meu novo post sobre o trabalho de D. Zezinha
-> http://aterra.wordpress.com/2009/05/05/especial-artesa-dona-zezinha/

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Um poema na forma de Rochas – Gruta de Maquiné ~


Entrada da Gruta Maquiné, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Sexta-Feira sem nada o que fazer pela tarde, meu primo (Daniel) e eu resolvemos fazer um passeio que há tempos estávamos com vontade mas nunca saía da cabeça: fotografar a Gruta de Maquiné. Descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, a Gruta serviu de abrigo para homens pré-históricos e também para animais.

Sr. Evaristo
Senhor Evaristo

O Senhor Evaristo, guia da Gruta a mais de 3 décadas, conhece cada formação rochosa da gruta. Nos guia como um poeta nos fazendo enxergar figuras e cenas em cada cantinho e onde menos se espera. O macaco torto, a concha, o Rio de Janeiro, a Coruja que se transforma em carneiro e o Véu da Noiva. Segundo o Sr. Evaristo, cerca de 60% dos visitantes são estrangeiros – “E eles nos dão a gorjeta em Euros! Cada um me dá 20 euros ou mais. Eles valorizam muito a informação e saem daqui maravilhados”, completa.

Sr. Evaristo em seu Templo
Senhor Evaristo em seu “Templo”
Evaristo só fica triste em ver os Estalactites e Estalagmites, formações rochosas pré-históricas, quebradas pela ignorância humana – “Eles quebram pra jogar fora! É muito triste isso”.

Sr. Evaristo mostra a "Pedra Transparente"
A “pedra transparente”

Dentro da Gruta, você é transportado para outro mundo. Uma dimensão completamente diferente da nossa habitual vida Urbana. Lá dentro, me sinto com vontade de virar um “Yogin Tibetano”, e só sair de lá com a iluminação em mãos! A Gruta é simplesmente majestosa, e nos inspira com lindas formações e esculturas por todos os lados, que nenhum artista plastico ousaria em superar. É um poema na forma de Rochas.

Gruta Maquiné
Estalactites
Concha - Gruta Maquiné
A Concha do Mar
Corais - Gruta Maquiné
Formações Pré-Históricas de Corais da Gruta
Estalactites - Gruta Maquiné
Teto da Gruta
Estalactites - Gruta Maquiné
Salão das Piscinas

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