Neste post quero homenagear uma artesa em especial: Dona Zezinha. Mais uma vez, nos hospedamos em sua “Casa de Visitas” onde sempre fomos muito bem recebidos. Desta vez, já conhecendo o magnifico trabalho desta grande mulher, me preparei para fotografar suas peças, para que eu pudesse mostrar a vocês a belíssima arte que as mãos de D. Zezinha é capaz de produzir. Espero que gostem!













Se você se interessou pelo trabalho da artesã e quiser entrar em contato com ela é só me pedir via comentário ou e-mail (andrecorrea@aterra.com.br) que envio o telefone da D. Zezinha. Se fizer por comentário, deixe seu e-mail.

May 05, 2009 | Aventuras | 19 Comments »

A Terra quer crescer, e deixar de ser um blog pessoal. Se tudo der certo, dentro de 30 dias teremos uma Nova Equipe por aqui. Além de Karina e Eu, mais 3 integrantes devem aparecer por aqui! Mais um(a) fotógrafo(a), um(a) jornalista e um(a) MovieMaker! Para saberem mais do projeto acessem: http://www.aterra.com.br/projeto/
O Projeto Iniciará seu trabalho com pautas inéditas!
Série: Profissões de Rua

Iremos acompanhar o dia-dia desses profissionais autonomos, à serviço de terceiros ou do país. Trazendo todas as peculiaridades de cada profissão, desenvolvida nas ruas contemporâneas das grandes cidades! Aguardem

Feb 08, 2009 | Aventuras | 3 Comments »

Camila e Carol – Vale do Jequitinhonha, upload feito originalmente por André Corrêa
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Em nossa primeira viagem ao Vale do Jequitinhonha, em busca de um objetivo com o qual direcionaríamos nosso projeto de Design, diagnosticamos a carência da região em Embalagens para os produtos artesanais. E esse foi nosso foco e ponto de partida para o projeto. Ir ao Vale foi essencial para descartarmos algumas idéias e ver novas possibilidades para o projeto. Desta vez, já com a proposta de trabalho definida, fomos apresentar nosso projeto a comunidade de artesãs e ver se elas aprovariam. Recebemos aplausos no fim das apresentações! Ou seja: Projeto aceito pela comunidade! O que nos deixa muito felizes e livres para trabalhar!
Ana Luiza apresenta o projeto às comunidades do Campo do Buriti e Campo Alegre
O Projeto consiste em:
- Criar embalagens que caracterizem a região e o artesanato locar
- Criar embalagens que agregue valor de estima para o produto e para a cultura local
- Criar embalagens que protejam efetivamente os produtos cerâmicos
- Criar uma oficina de Embalagens de madeiras na comunidade
Dessa forma nosso projeto atinge o produto em si e a comunidade como um todo. Gerando novas experiencias inclusive para aqueles que não estão diretamente ligados ao artesanato.

Artesa asiste atentamente a apresentaçao do projeto
Aricklenes fazendo bagunça durante a apresentação!

Camila mamando em sua mamãe, também artesã

Thiago em sua Bike!

Thalita na rua de casa

Textura do Vale do Jequitinhonha

Dec 12, 2008 | Aventuras | Leave A Comment »

Boneca de Dona Zezinha

Casa da Dona Zezinha
Dona Zezinha nos recebe em sua própria casa. Com o dinheiro de suas vendas, Dona Zezinha construiu uma pousada em sua terra, onde recebe suas visitas que vem de toda parte do Brasil e do mundo. Ficamos hospedados por lá durante dois dias. É a própria Zezinha quem faz nosso almoço e janta. Com a ajuda de suas duas filhas e do marido Ulisses, seu trabalho ganha força e reconhecimento por todo o mundo.

Senhor Ulisses ajuda no forno

André Corrêa e Dona Zezinha
Quem tiver interesse de
comprar alguma peça ou até mesmo
visitar a Dona Zezinha, basta ir a Turmalina e pedir a algum
taxista que o leve até a
Casa de Visitas dela. Certamente, você será muito bem recebido. Caso queiram o contato
(celular) de Dona Zezinha, peça por comentário e deixe seu e-mail.
Encontrei essa reportagem do SEBRAE que mostra exatamente a região que estamos visitando e tem uma linda reportagem com a Dona Zezinha, vale a pena conferir
-> Reportagem (abra em uma nova janela)
Veja também meu novo post sobre o trabalho de D. Zezinha
-> http://aterra.wordpress.com/2009/05/05/especial-artesa-dona-zezinha/

Dec 05, 2008 | Aventuras | 33 Comments »
Short para Garotas – Designer:: Bárbara Aurias ~

Bolsa PopArt – Designer:: Mariana Ambrósio
Jaqueta – Designer:: Carolina ~

Bolsa Navy- Designer:: Débora Araujo ~
Sapatilha Navy – Designer:: Naiara Morato ~

Colar Masculino – Designer:: Thayana Cordeiro ~
Calça Jeans – Designer:: Carolina Galvão ~

Dec 05, 2008 | Aventuras | Leave A Comment »
, upload feito originalmente por De’h Corrêa.
Sim, de fato as roupas são lindas e maravilhosas… É incontestável que o mundo da moda fascina os olhos humanos. Um trabalho belíssimo de transformar pedaços de pano e outros em peças lindíssimas que traduzem e comunicam os desejos homens e, principalmente, mulheres. Cada vez mais forte, a industria da Moda tem… pisado feio na bola. Observem essas garotas:





Estive conversando com uma amiga minha, que ajudou a produzir o evento (Minas EcoFashion), e ela me contou o que ocorre com essas crianças até poderem entrar na passarela. Segundo ela, essas meninas tinham no MÁXIMO 14 anos, sendo a maioria tendo por volta de 11 a 13 anos. Garotas magérrimas que muitas vezes ainda se acham acima do peso e temem que os outros as achem gordas também. Ela me contou que uma vez estava vestindo uma modelo que de repente começou a chorar desesperada porque uma roupa havia deixado ela gorda! Chorava dizendo “gorda assim, quem vai me contratar?!”. Desde quando uma criança chora por isso? Temos de lembrar que estamos falando pessoas que não atingiram a maturidade corpórea… quanto mais suas estruturas mentais e psicológicas. Como essas garotinhas se sentiram daqui a alguns anos quando o mundo da moda as descartarem?
Pra mim existe alguma coisa errada. Falta algum tipo de legislação que proíba que essas garotas se submetam a essas mazelas do mundo ilusório da moda. Mas no fundo mesmo, falta é respeito e senso com essas garotas. Espero que muito em breve, as “grifes” e designers só aceitem que suas roupas sejam vestidas por garotas mais preparadas para suportarem esse… mundinho, fascinante

E claro, quero aproveitar e parabenizar a minha (melhor) amiga, Aninha, e sua parceira Renata pelas lindas peças que foram finalistas no concurso do Minas EcoFashion!

Oct 09, 2008 | Aventuras | 2 Comments »
Vale do Jequitinhonha – Artesanato, upload feito originalmente por De’h Corrêa.
Finalmente, depois de alguns meses, o projeto no qual estou envolvido pelo CPqD da UEMG junto a FAPEMIG saiu do papel. A proposta do projeto é fazer com que o Design de alguma forma venha ajudar essa pobre região Brasileira e seus moradores. Não iremos salvar o mundo, nem o Vale. Vamos apenas dar mais uma ajuda… e assim, melhorando um pouquinho mais as condições de vida da região.A escolha do Vale do Jequitinhonha como local das pesquisas se deve ao fato de ser uma das regiões mais subdesenvolvidas no Brasil, e, ao mesmo tempo, uma das regiões mais ricas em potencial de geração de riquezas naturais. Situado no nordeste de Minas Gerais, O Vale é composto por 85 municípios integrados às bacias dos rios Jequitinhonha e Pardo, ocupa uma área total de 85.025 km2, além disso, segundo MOURA (2006), “podemos dizer, sem perigo de errar, que o Vale do Jequitinhonha, em toda a sua extensão, é a região mineira onde a capacidade de trabalhos manuais é a mais expressiva…”. Diante disto, há uma grande possibilidade e necessidade de desenvolver um projeto visando o desenvolvimento da região com o objetivo de fazer diferença para a sociedade do Vale do Jequitinhonha.
A importância da atuação de designers na região seria, ao identificar, valorizar e respeitar a biodiversidade e seu rítimo, criar soluções reais que beneficiariam a vida comunitária.
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Acordei eram 06:00 da manhã. Meio preguiçoso, me lembrei de onde havia amanhecido e de que o dia seria longo. Eu tinha uma cidadezinha longínqua me esperando para ser conhecida e fotografada. Turmalina fica no norte de Minas Gerais, a aproximadamente 300km de Diamantina e Montes Claros.
Saímos de avião de Belo Horizonte as 11:30am e aterrissamos por volta de 12:15 em Montes Claros lá alugamos um carro e pegamos mais ou menos 300km de estrada de terra até Turmalina. Uma estrada com paisagens lindas e cercada por pequenos vilarejos e casinhas antigas e humildes.

Estrada de terra, arvores verdinhas, cavalos, bois, galinhas d’angolas, mata seca, céu azulzinho e serras e muito quebra mola. Esse foi o nosso trajeto até Turmalina. Chegamos todos muito cansados, mas foi o tempo suficiente de ainda pegarmos o SEBRAE aberto para dar inicio aos nossos contatos para a pesquisa em campo do projeto.Enquanto o pessoal da minha equipe dormia, levantei e saí para fazer um pequeno Tour pela cidade e apreciar um pouquinho da região antes de começar a pesquisa. A cidade ainda estava dormindo, poucos estavam pela rua… o comércio abria efetivamente as 08:00 am, mas perto da praça central a feira já estava posta em um galpão, e as senhoras mais experientes estavam escolhendo suas verduras, legumes, frutas e peixes fresquinhos.




Turmalina, “A Jóia do Vale”, é uma das cidades mais desenvolvidas de todo Vale do Jequitinhonha. Percebe-se que já há disparidades sociais assim como nas grandes cidades brasileiras, mas não há formação de favelas, apenas casinhas simples contrastando com casa refinadas.

Um povo simples, com casas simples e poucas necessidades. A todo momento, na igrejinha mais singela da cidades pessoas entravam e saiam para rezar.


Não tive muito tempo pela manha pra andar pela cidade, as 07:30 eu já estava de volta no Hotel em que estava hospedado para tomar o café da manha junto a equipe para podermos ir a campo conhecer as artesas e suas necessidades. Voltamos ao Sebrae e lá, D. Iraci respondia algumas perguntas cadastrando seus produtos. Ela era uma das Artesas do Campo Alegre, uma das comunidades de Artesas que ficam afastados da cidade. Ela se dispôs a nos guiar em campo e nos contar as principais dificuldades da região, em relação ao artesanato.
Durante o caminho até as comunidades, ela foi nos contando sobre a vida delas de seus trabalhos e comunidades. Seu marido estava em São Paulo, junto do marido das outras artesas, cortando cana para complementar a renda da família. Em geral, os homens viajam para os canaviais no inicio do ano e só retornam em novembro, com o pouco dinheiro que conseguem. Sabemos que esse tipo de trabalho é muito mal remunerado e muitas vezes tem regime escravocrata.
Cerca de 20 minutos de estrada, chegamos à primeira comunidade. O Campo do Buriti é formado por artesas filhas das artesas do Campo Alegre, que se casaram e mudaram pra essa região com seus maridos.
As comunidades das artesas são as vilas mais pobres da região. A única fonte de renda é o artesanato. No local, não existe rede de esgoto e a água é escassa. Todas as casas da vila possuem as chamadas “Fossas” que servem de Banheiro.

As casas simples são sempre muito bem cuidadas e decoradas com a própria arte das artesas. Que algumas vezes ganham utilidade funcional.
O fogão a lenha esquentava a comida na casa da D. Josefina.
Na comunidade confirmamos o que D. Iraci havia falado: apenas as mulheres e os filhos, os maridos estavam todos para São Paulo. O unico homem na vila era o XXXX, filho de Josefina. Ele disse, timidamente, que ajuda a mãe com as peças.

Depois de Campo do Buriti, nos dirigimos até a Vila Campo Alegre, onde residia a D. Iraci. Chegando lá fomos convidados a conhecer a casa onde ela vivia. Da mesma forma, uma casinha simples ao estilo da D. Josefina.
Na casa de D. Iraci fui muito bem recebido por um garotinho muito esperto!

Seu nome é Aricklenes. O garoto me fitava com seu olhar curioso desperto por minha câmera. Abria um sorriso gostoso e queria de qualquer jeito tirar uma foto com minha câmera. E eu, por mais apego que tenho com a Lince, não consigo resistir e deixo ele brincar com meu equipamento.
Aricklenes me convida para entrar em sua casa, pois queria me mostrar algo. E o que eu vejo é uma casinha de três cômodos: um quarto, uma sala e a cozinha. Na sala Aricklenes assistia um desenho em sua televisão nova.

Toda a comunidade sustenta-se pelo artesanato. Ela vive de sua arte. Mas onde e como o Design pode entrar nessa realidade? Afinal, nossa meta é ajudar de alguma forma essas pessoas. Eu mesmo nao tinha muita ideia e achava quase impossível achar alguma solução para hábil. Fato é que só de conversar com eles, as respostas começam a aparecer.







Descobrimos que um dos maiores problemas que as artesas enfrentam é com o meio de transporte. Apesar dos produtos serem sempre muito bem embalados, existe muita quebra durante o transporte. Achamos então, um espaço para o Design. Na região, existem varias empresas que trabalham com “Madeira de Reflorestamento”, ou Eucalipto. A Produção é incrivelmente alta, notem no GoogleMaps, lá em cima, a extensão das plantações de Eucalipto da Região. Praticamente todas as serras ao redor de Turmalina já foram tomadas pela Monocultura de “floresta”. Mas, isso pode ser útil para a produção das embalagens. A idéia é fazer com que os maridos dessas mulheres trabalhem as embalagens, ao invés de perderem suas vidas longes de suas mulheres cortando cana em São Paulo. Pela primeira vez, senti o design como uma profissão importante, realmente capaz de mudar vidas.
Uma das peças mais Tradicionais de Turmalina são as Mulhres de Barro. Cada uma expressa um costume da regiao, e momentos universais das mulheres em geral. O interessante é notar que cada moça de barro apresenta traços bem parecidos com a artesa que a criou.
Observe se as bunequinhas não se parecem com elas! Desde as feições até o penteado.


A noite começa a chegar no Vale, nos despedimos de D. Iraci, agradecemos a paciência e esperamos voltar lá com boas novas, muito em breve agora que o primeiro passo já foi dado. E voltamos para a cidade. Em Turmalina, as crianças começam a sair das escolas e as pessoas começam a voltar para casa depois de mais um dia de trabalho.

Um pouco de Fumo para relaxar…

E, em fim, ir para casa.
Esta senhora arruma uma nova forma de uso para sua cadeira.

Em função de sua altura, ela deita a cadeira para ficar mais confortável e poder observar a rua tranqüilamente em frente sua casa, protegida por Nosso Senhor.Como é época de eleição, escuto do meu quarto o inicio de um comício politico. “Povo de Turmalina, chegou a nossa vez!”, “Vamos dar o troco, é Sô Elso numero 14″. Não podia perder a oportunidade de ver como a população de turmalina se comporta durante os momentos políticos. Aqui em Belo Horizonte, as pessoas são contratadas para levantar a bandeira de determinado candidato e toda cidade fica imunda, como seria em Turmalina? Pego minha câmera e começo a seguir os gritos do comício.
No caminho, encontro Dona Gabriela que também escutava o comício da porta de sua casa. o Voto dela era com certeza para o Sô Elso, o homem do povo.
A cidade se dirigia para o ponto mais alto da cidade, local do discurso politico. Segundo os moradores, o atual prefeito (representante da Elite de Turmalina) havia ganho a eleição passadas de forma ilícita e que havia abandonado a população mais pobre.
No cume da cidade, euforia, cantos e muita promessa.
E Sô Elso desce do palanque para caminhar junto ao povo.
Em fim, o comício acaba. E Turmalina, dorme.
E eu fico na espera da próxima viagem ao Vale!

Sep 30, 2008 | Aventuras | 4 Comments »