Pelas Lentes de André Corrêa

Posts Tagged ‘Felicidade’

Make off! – Ensaio: Coloque uma criança na rua!

Fala pessoal! Acabei de receber as fotos que minha amiga Rachel Montenegro (Designer) fez enquanto eu fotografava a mulecada na favela! Ficaram emocionantes! Mais uma vez, o sorriso gigante da Ingrid está em cena!!

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Coloque um muleque na rua ;D

Sim, coloque um muleque na rua… Esse é o slogam de uma campanha muito legal, realizado por um centro evangélico localizado bem no centro de uma favela, aqui em BH. Muitas pessoas critícam muito essa religião, mas não sabem realmente o quão ela é importante pra nossa sociedade. De todas, a religião evangélica é a mais infiltrada nas favelas do BRASIL, e intervem positivamente na comunidade local mais do que qualquer outra instituição municipal/estadual/federal ou religiosa. E esse projeto é mais uma prova disso. O Trabalho deles é transformarem crianças de rua em verdadeiros atletas de maratona! No projeto, as crianças recebem muito carinho, ensino religioso, comida e um treinamento profissional além de terem a oportunidade de viajar o país correndo atrás de maratonas! Aos que vivem críticando os evangélicos, repessem o que realmente deve ser criticado.

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A Morte, o melhor momento para meditar ~

Há duas semanas atrás, participei de outro retiro budista, em Casa Branca (MG). Novamente, o assunto principal era a morte. No Budismo, essa temática é essencial. Ouvi muitos ensinamentos preciosos expostos pela Lama Khadro. O Tema é tão intrigante, que resolvi fazer um compilado de textos a cerca do mesmo assunto. Espero que vocês possam compreender a essência de cada palavra escrita abaixo, e que possam pensar de forma positiva sobre a morte, a partir de agora. As fotos que seguem, ilustram o clima em que ensinamentos assim são expostos no templo. Que todos os seres possam se beneficiar.

Chagdud Khadro abençoando um Mala, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Ironicamente, podemos descobrir que meditar sobre a morte não é, em nenhum sentido, um exercício mórbido.

Somente quando deixamos de contar com o benefício de algo que tínhamos como garantido (o telefone ou um olho, por exemplo) é que somos levados ao reconhecimento de seu valor.
Quando o telefone é consertado, ou quando a bandagem é removida do olho, por um breve período exultamos por tê-los de volta, mas logo os esquecemos novamente. Por tê-los como garantidos, deixamos de ter consciência deles.
Da mesma maneira, considerando-a garantida, deixamos de estar atentos à vida (já que ficamos aborrecidos e queremos que algo excitante aconteça). Ao meditar sobre a morte, paradoxalmente nos tornamos conscientes da vida.
Para começar, notamos como é extraordinário estar aqui. A consciência da morte pode nos sacudir e nos despertar para a sensualidade da existência. A respiração deixa de ser uma inalação rotineira de ar e torna-se ação pulsante de sorver a vida. O olho é estimulado para o jogo de luz, sombras e cores; o ouvido, para a intrincada mistura de sons.
É a isso que a meditação conduz. Permaneça com isso; repouse nisso. Note como a distração é uma fuga disso, uma maneira de evadir-se do admirável para nossas preocupações e nossos planos.
A questão central sobre a morte, existente em todas as tradições religiosas, é: quem é que morre? Jesus fala em ter de “morrer” para ganhar a vida eterna. Da mesma maneira, Buda disse que tinha atingido o “estado sem morte”, também chamado de “estado não-nascido”. Quem é que “não morre”?
Referências a um “estado sem morte” e a uma “vida eterna” nas tradições religiosas do mundo levantam uma questão a respeito das suposições materialistas tidas como certas no Ocidente. Somos inevitavelmente vítimas da morte?
As tradições espirituais apontam para uma realidade mais profunda na qual a vida após a morte é flexível. Quem é que morre? Enquanto me identificar com este corpo, eu vou morrer. Se eu me identificar com minha inteligência, minha educação, talentos e realizações, desejos, imaginação, projetos, empreendimentos, pensamentos e memórias, eu vou morrer. Todos os eventos mentais dependentes do sistema nervoso humano cessarão quando o sistema nervoso morrer. Sua mente e sua inteligência, dependentes do cérebro, morrerão quando o cérebro morrer.
O que não é dependente do corpo não pode morrer. Aquilo a que o Buda se refere como “sem morte” é a consciência pura — ampla, vívida e atenta, sem se agarrar ou se identificar –, a conscientização livre da identificação com o corpo e que observa as sensações surgirem e passarem, que observa os eventos mentais e os sentimentos, que observa todos os fenômenos surgindo e passando no espaço como nuvens que se dissolvem no céu. Se eu não estou identificado com este corpo, com as memórias, desejos ou sentimentos, quem morre?

O que fazer quando alguém morrer?!

• Estabeleça o refúgio e a boditchita
Quando um ser humano ou animal morre em nossa presença, devemos deixar de lado o choque, o pesar e outras emoções ou atividades que nos distraiam e pensar: “Este momento após a morte é uma oportunidade de liberação. Agora, vou oferecer o meu apoio nesta transição.” Devemos ter confiança nas bênçãos da nossa linhagem espiritual, na nossa compaixão, nos meios hábeis da nossa meditação e no carma positivo do falecido. O próprio fato de estarmos presentes em tal momento indica uma interdependência cármica. Assim, buscamos refúgio e invocamos o poder de nossa intenção e treinamento espirituais.
• Bata de leve no alto da cabeça
Se possível, bata de leve no chacra da coroa do falecido para direcionar a consciência sutil para cima. Evite tocar em outras áreas do corpo, especialmente nas solas dos pés, para evitar um movimento desfavorável da consciência para baixo. Contudo, se você não puder evitar que outros manipulem o corpo, não perca tempo com discussões. Ao invés disso, ponha em prática o seu método com atenção total.
• Sussurre no ouvido
A audição é o último dos sentidos a parar de funcionar, por isso é útil sussurrar no ouvido do falecido: “Agora que você respirou pela última vez, direcione a sua mente para a natureza absoluta de sabedoria e compaixão.” Também é benéfico sussurrar mantras, especialmente o mantra de Amitaba ou o mantra darani longo de Akshobia, logo após o último suspiro. Se a pessoa não for budista, talvez seja preferível fazer uma recitação mental, silenciosa.
• Powa e a meditação de Tara Vermelha para os mortos
Se você tiver feito o treinamento do Powa dos Três Reconhecimentos de Amitaba, deve iniciar a prática de transferência o mais cedo possível. Assim como a recitação de mantra, a prática de Powa pode ser feita baixinho ou em silêncio, ou, se for apropriado, até em um outro quarto.
Também é muito eficaz fazer a meditação de Tara Vermelha para os falecidos, incluída na prática concisa de Tara Vermelha. Essa prática, escrita por S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, é uma prática de transferência no sentido de que através dela fundimos a consciência do falecido com a mente iluminada de Tara, que tem presente, acima de sua cabeça, Amitaba, o senhor da família Lótus. Contudo, para fazer essa prática é preciso ter a iniciação de Tara Vermelha.
• Outras preces e meditações para o momento da morte
Muitas sadanas longas contêm preces especiais para a transição do momento da morte que não requerem iniciação. No final da sadana de Powa, há uma prece a Amitaba; no final da Chuva de Bênçãos, há a “Ieshe Sanglam” a Guru Rinpoche. Será muito útil memorizar ou ter sempre consigo tais preces, pois não há como prever quando precisaremos delas.
As preces ao guru e à deidade meditacional apóiam a transição do falecido ao rodeá-lo com um ambiente de fenômenos puros. A dedicação do mérito gerado pela prática cria ainda mais benefícios.
• Avisar os lamas, as sangas e outros praticantes
No momento da morte podemos delegar a tarefa de avisar os mentores espirituais, amigos ou parentes, para que possamos nos concentrar na prática. O momento da morte pode provocar muita atividade, e nós, como praticantes, precisamos nos focar nas prioridades e oferecer aquilo que possa trazer maior benefício.
Se você pedir a alguém que avise os lamas, as sangas e os praticantes em retiro, deve em seguida mandar emails com o nome da pessoa, a relação dela com você, a idade, o local e as circunstâncias da morte dela. É apropriado fazer oferendas em nome do falecido e patrocinar lamparinas e cerimônias especiais. As sangas colocarão o nome do falecido em suas listas de preces, e este nome será lido quando fizerem a prática de Tara.
• Nunca é tarde…
Algumas práticas como a de Powa e as cerimônias tradicionais de 49 dias para os mortos devem ser realizadas dentro de um determinado período. Outras práticas, porém, podem ser feitas contanto que nos lembremos do falecido. Entre estas estão a prática de Akshobia , a oferenda de sur, o patrocínio de tsogs em nome do falecido, contribuições em nome dele para instituições que desenvolvam projetos humanitários ou espirituais e o salvamento da vida de animais que de outra forma morreriam logo. O mérito de nossas oferendas beneficia os falecidos onde quer que tenham renascido. Se tiverem despertado para o estado búdico, o mérito consuma a intenção deles.
Apesar de todos termos vivido e morrido através de inumeráveis renascimentos, nenhum de nós se lembra da experiência da morte. Não sabemos o que a morte realmente é. De acordo com os sutras, quando morremos ainda estamos totalmente conscientes de tudo o que está à nossa volta. Podemos ouvir a voz calma do médico ou os lamentos da nossa família. Podemos ainda ver pessoas se juntando ao redor de nosso corpo, tentando mover nosso corpo que agora está sem batidas de coração e respiração. Podemos nos preocupar com as várias coisas que necessitam ainda ser completadas. Podemos sentir a nós mesmos nos movendo entre nossa família e amigos, querendo dizer a eles o que deveriam fazer. Mas, todos estão cheios de tristeza e ninguém pode nos ver ou escutar.
No Reader’s Digest, saiu uma vez um artigo sobre a experiência de quase-morte de um homem. Um dia, enquanto dirigia, ele sofreu um grave acidente; o carro ficou completamente destruído, e ele morreu na hora. Quando a ambulância, os médicos, a polícia e sua família chegaram ao local, sua consciência já havia deixado seu corpo e ele se sentiu flutuando no ar. Podia ouvir um rumor, um grupo de pessoas discutindo sobre como o acidente ocorrera. Então ele foi até o oficial de polícia e tentou contar-lhe o que de fato ocorrera. Mas o oficial não podia nem vê-lo nem escutá-lo. A essa altura, ele só tinha sua consciência e já não tinha mais a posse de seu corpo. Finalmente ele tomou consciência de que estava flutuando fora de seu corpo, vendo seu próprio corpo como um observador. Em seguida, se encontrou passando, numa velocidade incrível, através de um túnel longo, escuro e estreito.
Uma outra pessoa também relatou sua experiência de quase-morte após sofrer um ferimento grave na cabeça e ser trazida de volta de seu leito de morte. Ela conta: “Lembro que minha cabeça fez ‘boom’ e perdi a consciência. Depois, senti apenas uma sensação de estar aquecido, confortável e em paz”. Isto porque no momento que nossa consciência deixa o corpo, ela não mais está confinada e pode sentir um nível de conforto e serenidade que não teria experimentado antes. Uma outra pessoa também disse o mesmo de sua experiência de quase-morte: “Quando estava morrendo, tive uma sensação extremamente boa e pacificadora”. Outro homem descreveu sua experiência dessa maneira: “Senti que estava leve como uma pluma. Eu voava livremente em direção a um mundo de luminosidade!”. A morte pode não ser tão amedrontadora e horrível como nós imaginávamos.
Nos sutras está escrito que nossa vida nesse mundo é incômoda e desajeitada, não diferente da situação de uma tartaruga curvada sob o peso de sua carapaça. Quando morremos, podemos nos livrar desse peso e transformar uma existência que estava confinada pelos limites do corpo físico. Porém, quando estamos diante da morte, a maioria de nós ainda tenta se apegar às sete emoções mundanas e aos seis desejos sensuais. Ainda não conseguimos nos desprender de nossos filhos, filhas, netos ou de nossos bens. Não queremos morrer e não aceitamos a morte graciosamente. Pensamos na morte como uma experiência dolorosa, como quando se rasga o casco de uma tartaruga viva. O Budismo não compartilha dessa visão da morte. O Budismo nos ensina que quando morremos, nos libertamos desse corpo e nos sentimos extremamente à vontade e livres. É como se tirássemos das costas um grande peso. Como isto é leve e livre!

Independente de sermos espertos ou lerdos, bons ou maus, todos nós temos de encarar a morte. A morte não é uma questão de se, mas uma questão de quando e de como.

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Vamos Soltar Pipa!

Soltar Pipa, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .

Essa semana acompanhei a molecada de Brasília saindo as ruas, campinhos e lotes vagos para soltar Pipa! Estamos quase no fim das férias, e não há nada mais gostoso nessa idade do que empinar uma Pipa ! Brasília é uma ótima cidade para essa brincadeira. Ruas largas, vazias e interditadas nos finais de semana, muitos lotes vagos, muita área verde, limpa e bem cuidada. Fazia tempo que queria fotografar algum grupinho, mas não estava tendo a oportunidade. Mas na semana passada, estava com minha câmera apontada para essa galerinha esperta!

Chego discretamente, [se é que isso é possível com  uma 70-200], apontando minha lente para Carlinhos, que empinava sua Pipa,  para pegar cada detalhe de suas expressões e movimentos ao levantar sua Estrela. Quando, de repente, Manu corre em minha direção e diz:

- Para! Para! Você não pode fotografar!
- Ué, porque não garoto?! – retruco
- Essa Pipa é particular!

Começo a rir, e todos os outros amigos de Manu e Carlos me rodeiam por curiosidade. Quando vejo, Kaka e Eu estamos no meio de uma palestra sobre como fazer uma Pipa, como empina-la e como abater a Pipa do “coleguinha”.

- Você corta as taquaras de bambu, faz elas bem fininhas e flexíveis.
- Depois, corta a seda no formato que você que e monta a Pipa.
- E como vocês sabem se ela voa ou não?
- Ahh! Só tentando empinar mas, geralmente,  sobe!
- Qualquer coisa é só comprar uma também! – completa Carlos

Karina, perguntadeira de primeira, toca no assunto delicado da brincadeira. Pergunta se eles usam cerol na linha para brincar. A criançada é sincera e respondem que usam, mas ninguém assume a culpa!

Manu mostra a linha com cerol.

Eles sabem que é proibido e muito perigosos, mas a brincadeira perde a graça se eles não usam. Pois, é dessa forma que eles podem disputar quem tem a melhor Curica no ar. Infelizmente, é na inocência dessa brincadeira que muitas crianças acabam perdendo a vida.

Carlinhos explica como fazer o cerol.

Carlos explica que o vidro tem que ser muito bem moído, até ficar bem fininho, para depois misturar a cola e passar delicadamente no inicio da linha da Pipa. Quanto mais fininho o vidro do Cerol, mais eficiente ele é. Carlinhos admite já ter se cortado com o vidro, mas diz que toma muito cuidado.

Mas Carlos, Manu e seus amigos devem ficar bastante espertos, pois, não é apenas o cerol que oferece risco a vida deles e dos outros:

Risco que Choque:

Empinar Pipa em dias chuvosos ou mesmo perto fios de redes elétricas, antenas ou cabos  de eletricidade são riscos na certa de uma descarga elétrica.

Risco de Atropelamento:

Não saia correndo para pegar a pipa que foi abatida por outra, mesmo que seja a sua! São freqüentes os casos de atropelamento nesses momentos. Se sua Estrela foi abatida, não se desespere. Outra custa menos de R$ 1,50 – Já sua vida, não tem preço.

Risco de Queda:

Soltar pipa do telhado ou lage de casa não é uma coisa de garotos espertos! Você se concentra tanto em sua Pipa e se esquece de onde está e de olhar por onde anda. Mesmo para quem está no chão, é bom tomar cuidado com os buracos e barrancos! Uma queda, se não for fatal, pode chegar a quebrar seu braço e te impedir de jogar futebol!

Mais do que um alerta para as Crianças, são os pais que devem ficar atentos e sempre acompanharem, com responsabilidade, os seus filhos na hora de empinar uma Pipa! – Mas é bom deixem seus filhos brincarem também! ;)

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As Marcas da Vida Terrena ~

No Brasil são quase 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que é relativos a 8,6% do total da população brasileira segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano de 2050 um quinto da população mundial serão de idosos. Ainda segundo projeções da OMS, nos próximos 40 anos o número de pessoas com mais de cem anos aumentará 15 vezes.

Em Sobradinho (DF) está localizado o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes com 60 idosos que são mantidos pelo Centro Espírita Irmão Jorge. Os moradores da casa têm diferentes necessidades, algumas físicas como assistência para locomoção, para as necessidades fisiológicas ou para lembrar o passado e até de suas próprias necessidades.

Nos últimos seis anos, jovens, adultos, crianças e até idosos do GECCAL disponibilizam duas horas para realizar a visita aos moradores do Lar no segundo domingo de casa mês. Os participantes do grupo já receberam pedidos de casamentos e compartilham de suas felicidades quando algum familiar e as tristezas do abandono.

SEU BENEDITO

Das várias conversas nas visitas, nunca se soube ao certo qual a idade do Seu Benedito: algumas vezes ele tem 15, 32 ou até 65 anos. “Bené” tem histórias e histórias… Com uma das pernas amputadas ele disse certa vez que sofreu um acidente no trabalho na roça. Em outra oportunidade ele disse que estava com problemas na perna, que não sabia o que havia acontecido.

Benedito é namorador, diz que não quer saber de mulheres mais velhas, mas sempre tem um “caso” com Dona Margarida. Há vezes que eles estão namorando, em outras vezes terminaram, às vezes ele a quer, outras vezes não.

Seu Bené também é expressivo e conversador. Quem visita a casa e tem a oportunidade de encontrá-lo acordado, já sabe que terá boas conversas e histórias. Quando se trata do relacionamento na casa, ele não reclama do tratamento dos funcionários, mas não gosta de alguns outros moradores. Porém, quando se trata da sua vida antes de morar no lar, grande parte do que fala é fruto da imaginação. Não se sabe se ele tem filhos, mas a única pessoa que o visita de fez às vezes é uma sobrinha que mora na cidade.

Texto: Karina Viveiros
Fotografias: André Corrêa

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Nos campos de Terra ~

Chuteira, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .
Sem dúvida, é o esporte mais popular da Terra.  Jogado em praticamente todas as nações do Planeta, o Futebol é fonte de alegria e diversão para milhões de pessoas em todo mundo. Um esporte sem igual capaz de permear todas as culturas e tradições. O Futebol é muito mais importante para Terra do que você pode imaginar. Além de fonte de alegria, é fonte de sonhos e transformações na vida de… pequenos craques! Muitas vezes, por não terem um país  que lhes dão uma boa educação, esses pequenos craques só podem sair pra rua e ir jogar bola! No Brasil, o futebol vai muito mais além de ser apenas mais um esporte. Além de simbolo do país, se torna meio de integração de Crianças de Favelas na sociedade. Elas aprendem através do esporte como formar uma equipe para vencerem juntos as dificuldades e assim formarem seu caráter, ficando longes (por alguns instantes) do mundo das drogas.

Seu nome é Eduardo…

Ele é goleiro titular do time Estrela Futebol Clube - Sobradinho, DF. Como ele, milhares de outros garotos  sonham em jogar em algum grande time Brasileiro ou Europeu e claro, na nossa Seleção. O Futebol para ele é mais do que um esporte ou lazer. É um sonho.

O time chega cedo para o Treino. No dia seguinte acontecerá o primeiro jogo do ano no Campeonato regional. Acabaram as férias.

O treinador cumprimenta sua equipe e todos vão para suas posições. Eduardo veste suas luvas. Ele sabe que o treino é tão importante como a final de um campeonato.

O treinador da as primeiras instruções e inicia o treino. A primeira jogada será pela lateral. Eduardo deve interceptar os cruzamentos e defender as bolas que a zaga não conseguir desarmar.

O Goleiro é o único jogador que tem toda visão do jogo. Em sua área é ele quem deve colocar e ordenar seus companheiros para armar a melhor defesa. Essa é a visão de Eduardo, o camisa numero um.

Já nas primeiras jogadas Eduardo mostra familiaridade com o gol e com o time.

Pula no angulo para defender a cabeçada!

Segura firme a bola rasteira…

E lança muito bem a bola!

Mais um ataque esta por vir, o treinador pede mais concentração e atenção de seus atacantes e que toquem mais rápido a bola para aquele que estiver livre de marcação.

É feito o lançamento…

Eduardo arma a zaga…

Todos correm em direção a bola e…

A bola passa por Eduardo. É gol.

Ele se levanta…

Olha para o gol…

Verifica a rede…

E retorna ao treino.

Eduardo é só mais um garoto com o sonho de ser um grande jogador de futebol. Talves não venha jogar futebol profissionalmente, afinal, são poucos que conseguem. Mas para ele, hoje, o futebol é seu sonho!

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O Natal na Terra ~

Quem não consome?

Começo com esta pergunta antes que comunistas taquem pedra no Natal!

Nesta noite, 23 de dezembro de 2008, fui a um shopping freqüentado por grande parte da Classe Média belo-horizontina para registrar um pouco do comportamento das pessoas durante o período natálino.

Como é de se esperar, o shopping estava lotado. Meu primeiro desafio foi encontrar uma vaga para estacionar o carro. Acabei tendo de estacionar no passeio, caso contrario, eu passaria horas rodando o estacionamento do Shopping em vão.
Dentro do shopping, tudo muito lindo e decorado. Luzes para todos os lados e a clássica música natalina ao fundo. Entretanto, desta vez o meu foco não é todo esse encanto natalino mas sim, o comportamento dos humanos durante o natal.
Basicamente, todos os seres querem ser felizes e fazer as outras pessoas felizes. E é por isso que elas consomem tanto! O que há de errado em se dar um presentinho à alguém? Nada!  Alias, isso é muito virtuoso. É uma forma básica de generosidade. Você gasta parte do seu salário, dinheirinho ou mesada para presentear alguém com algo que ela goste ou a faça um pouco mais feliz. É por isso que as pessoas compram. Nada a ver com esbanjar poder, glamour ou luxo. É o simples ato de dar algo a alguém que move a roda da economia.
Calma comunistas, também não vou defender aqui o capitalismo. Então, qual é a solução para esse consumismo desenfreado? Do meu ponto de vista, existem duas frentes a serem trabalhadas: O Consumo Consciente e a Produção Industrial Consciente. Com o consumo consciente as pessoas compram aquilo que realmente é necessário ou realmente vá ser útil à felicidade de alguém. Olhe, pesquise e entenda o que você quer, o que você necessita. Entenda a pessoa que quer presentear, dar algo. E olhe muito bem para aquilo que está comprando. Não compre por impulso ou só porque está na moda, a menos que estar na moda seja essencial para você ou para a pessoa que vai presentear.
Muitos dos presentes que ganhamos, não nos são úteis de verdade. E podem nos trazer muita dor de cabeça. Além disso, o consumo consciente trás consigo a mudança na segunda frente: A produção industrial Consciente. Em vista do mercado, cada vez mais exigente e informado das conseqüências de produtos danosos a saúde mundial, as empresas terão cada vez mais de respeitar o meio ambiente, culturas e a sociedade como um todo, só empresas assim sobreviveram em um futuro próximo. Transformando sua maneira de produzirem os bens de consumo e continuando a gerar empregos.

E o papai noel, existe?

10 anos trabalhando no shopping como Papai Noel,  o Senhor Eduardo, 68 anos,  tem certeza que ele existe. Afinal, ele é o próprio bom velhinho. Imagine, em todo o mundo, quantos velhinhos ganham um trocado extra nessa época para completar a renda de sua família!? Em um trabalho bem gostoso rodeado por criancinhas pentelhas! Quem não acredita em papai noel, convido a ter um bom papo com o Eduardo no próximo natal.

Aonde o Papai Noel Não Chega

Mas não são todos que podem realizar seus sonhos no natal. Alguns só conseguem apreciar os produtos que gostariam de ter. Mas talvez, não sejam isso que eles realmente precisam neste momento. Quem sabe o que realmente cada um precisa? Quem pode julgar alguém? Se alguém sonha, o sonho existe.

Não precisamos acabar com o Natal,
precisamos aprender a consumir.

Feliz Natal à todos!

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"A Vida é Sofrimento" ~ Hospital do Câncer 2008

Hospital do Câncer – 2008, upload feito originalmente por André Corrêa ;) .


Desde o dia em que nascemos caminhamos rumo a nossa morte. Em breve, todos nós, iremos nos separar de todas as pessoas que amamos. Baseado nessa observação, Sidharta Gautama disse que: “A vida é Sofrimento”. Afinal, ele percebeu que independentemente de sua vontade, do que ele era, do quanto de dinheiro ele tinha, ou de seu estado de saúde… de repente, na velocidade de um raio, sua vida iria se desfazer, e ele se veria longe de sua amada esposa Yoshodara e de seu filho Raula. Como pode a vida, então, não ser sofrimento?!

Quem de nós não odeia a idéia da morte?
Quem de nós tem mais tempo de vida que um doente terminal?!
Quem de nós tem mérito suficiente para viver mais um dia na TerrA?!

Ontem, em mais um dia especial da minha existência, fui convidado para fotografar um evento organizado pelo Hospital do Câncer de Belo Horizonte. Um evento anual, que ocorre sempre na época natalina, para trazer um pouquinho mais de felicidade e alegria às Crianças internas do hospital.

Hospital do Câncer - 2008

Um evento muito gostoso, por toda magia que trás com simples gestos de bondade.

Hospital do Câncer - 2008

Eu sinceramente não sei quem é que precisa mais de quem: As criancinhas de nós, ou nós delas. Conversando com um dos palhaços que foram animar o evento, ele me contou que é separado de sua esposa, e que só pode ver seu filho uma vez por semana. Se não me engano, a pior coisa que existe na vida (mais do que qualquer doença) é a separação das pessoas que amamos. Ele ainda pode ver seu filho uma vez por semana, mas em breve, nem isso poderá mais. Então, não tendo outra alternativa judicial, ele sempre vai brincar com o filho dos outros, quando não pode estar com seu próprio filho. E ele sempre sai grato e feliz de todas as animações que faz junto ao grupo “Sempre a Frente”.

Hospital do Câncer - 2008

Quem precisa mais de quem?!

Os médicos precisam de seus pacientes.
Os fotógrafos precisam dos momentos.
Os palhaços precisam das crianças.

Os pacientes precisam dos médicos.
Os momentos precisam dos fotógrafos.
As crianças precisam dos palhaços.

Hospital do Câncer - 2008

Então vi que, nesta vida onde todos sofrem, todos precisam uns dos outros. São as crianças internas fazendo os palhaços felizes. Os palhaços fazendo os médicos felizes. Os médicos fazendo os fotógrafos felizes. E os fotógrafos fazendo as crianças felizes.

Hospital do Câncer - 2008

O laço eterno da Interdependência
vivo e presente em cada sorriso ;)

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20 Aninhos ~


=*, upload feito originalmente por De’h Corrêa.

Ontem minha loira fez 20 aninhos! Ta quase virando uma mocinha já. =P
Amooor, continue sendo essa pessoa linda e especial (L)

Minha Gata ~

Obrigado por tuuuudo… amo você! ~

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Nossa Senhora do Santo Rosário ~

Jaboticabas
, upload feito originalmente por De’h Corrêa.

Ah! Esse final de semana tive a oportunidade de fotografar uma das mais belas manifestações religiosas brasileiras, o Congado! As raízes do congado estão na África, contudo é no Brasil que ele se desenvolve. São 500 anos de história desde a viagem no Atlântico (calunga), a escravidão, as lutas, os reinados e tudo, até hoje. É brasileira a identidade do congado. O congado e a “irmandade do rosário dos Homens Pretos” são fruto de muita criatividade desde o princípio. Esta criatividade é de beleza e fé, mas principalmente de necessidade e sobrevivência.

Em uma festa cheia de cores e contrastes, alegria, fé, dança e tradição idosos e crianças se misturam para venerar a

Nossa Senhora do Rosário e pedir suas bençãos por paz e amor em todo mundo.

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Enquanto a festa não começa, a plateia esta desanimada. O dia é nublado e havia chovido pela manhã. Mas isso não tirou a motivação dos congadeiros de fazerem sua veneração a Nossa Senhora do Santíssimo Rosário.

No total, 5 grupos de diversas tradições e cidades mineiras se apresentaram no Parque Municipal. Cada uma do com jeitinho, cores, músicas, danças. Mas todas com o mesmo objetivo: a gradecer a Santa do Rosário por tudo o que recebem diariamente das mãos dela.

Contudo, dois grupos me chamaram mais a atenção. Não por acaso, esses dois grupos eram os que tinham mais crianças que ficavam pulando e brincando sem parar pelo parque. O contraste entre a fragilidade das crianças e os Senhores e Senhoras dos grupos faziam uma linda e harmoniosa cena entre a juventude e a velhice.

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Esse garotinho se chama Igor. Quando viu que eu estava o fotografando, saiu correndo e se escondeu entre as folhas do jardim do parque.

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Ele brincava de esconde-esconde com minha câmera. Não que não quisesse ser fotografado. Queria apenas brincar, e me desafiar em fotografa-lo. Eu me divertia com as corridas que ele dava me desafiando em pegar a melhor imagem de sua alegria.

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Mais tarde, no final do evento fizemos amizade, mostrei no visor LCD de minha câmera as fotos que havia feito dele e de seus amiguinhos. Todos ficaram muito felizes em ver suas imagens na câmera. Prometi mandar as fotos para eles e devo fazer isso semana que vem.

O chapéu cheio de fitas, coloriu todo o evento. E reforçava os movimentos do grupo. Um show de movimento e cores.


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Em seguida foi a vez da garotas entrarem em cena. Com seus rotos negros e roupas roxas, não havia contraste mais lindo. Sem falar da musica e dança suave que faziam em veneração a Nossa Senhora do Rosário.

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O detalhe do arquinho e das missangas brancas em contraste com o cabelo pretinho dava todo o charme as garotinhas e senhoras da tradição.


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Que animou até o mais desanimado telespectador!
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Vozes de Mestres ~

, upload feito originalmente por De’h Corrêa.

O I Festival Internacional de Cultura Popular – Vozes de Mestres esta sendo realizado no Centro Cultural Lagoa do Nado, em Belo Horizonte, durante três dias, com o intuito de promover a integração entre os mestres, os verdadeiros detentores da cultura popular, e os diversos públicos. Ao valorizar a tradição, o festival tem a pretensão de fortalecer a identidade cultural dos povos, com o cuidado de não reduzir o significado dessas manifestações em meros produtos culturais de apelo comercial.

Outra intenção é aproximar o jovem desse universo, para que as tradições possam ser preservadas de maneira mais autêntica possível. Portanto, o festival se apresenta de forma inovadora, tendo como foco a preservação, o intercâmbio e a difusão das culturas tradicionais.

Além dos mestres, há um espaço de convivência especial para crianças e para relaxar com a família =D

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-> http://www.vozesdemestres.com/

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Uma verdadeira Palhaçada! ~


upload feito originalmente por De’h Corrêa.

Na semana da criança do ano passado ocorreu uma verdadeira palhaçada no centro da Cidade! Mais de 80 palhaços animaram a criançada nas praças e ruas de Belo Horizonte. Um show de cores, alegria e brincadeiras! =D

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Nunca consegui fazer isso com essas bolinhas =_=

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O charmoso chapeuzinho vermelho contrastando com a parede azul =D

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Sobrou até para minha irmã…

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plim plim ;)

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